sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Odeio...

Odeio odiar tudo. Ou quase tudo. Grande parte das coisas me deixam frustrado ou com raiva. Odeio me frustrar. Odeio sentir raiva. Odeio ser incapaz. Odeio ser muito capaz. Odeio ser cobrado, odeio cobrar, odeio responsabilidades excedentes às minhas. Odeio o ócio completo. Odeio gente hipócrita, odeio hipocrisia, odeio quando sou hipócrita. Odeio que me pressionem, odeio pressionar, odeio quem me odeia, odeio quem me ama. Odeio quem me priva da minha insanidade, odeio quem adere a ela. Odeio acepção de pessoas. Odeio pessoas normais. Não sei o que são pessoas normais, pois tudo é relativo. Odeio relativismo. Odeio pessoas burras, odeio pessoas que se acham inteligentes, odeio pessoas sem respeito, odeio pessoas. Odeio a raça humana. Odeio a conformidade do mundo. Odeio a publicidade falsa da vida, odeio quem não segue ela. Odeio ideologias, utopias, conspirações, e outros pensamentos banais. Odeio quem não pensa. Odeio quem invade minha privacidade. Odeio isolamento. Odeio os pobres. Odeio os ricos. Odeio a classe média. Odeio o Estado. Odeio a supremacia do Estado. Odeio quem se subordina. Odeio grevistas. Odeio sindicato. Odeio movimentos. Odeio seguidores de movimentos. Odeio ecleticismo. Odeio conservadorismo. Odeio liberalismo. Odeio contradições. Odeio quando sou contraditório. Odeio quando me faltam argumentos. Odeio quando sobram argumentos. Odeio quem fala demais. Odeio quem não se manifesta. Odeio opiniões. Odeio quem se omite. Odeio quando sou confrontado, odeio confrontar. Odeio ficar em casa. Odeio mais ainda deixa-la. Odeio tudo o que me cerca. Odeio Freud, odeio Marx, odeio filosofia, odeio sociologia, odeio a sociedade, odeio viver em sociedade. Odeio enclausuramento. Odeio censura. Odeio liberdade demasiada. Odeio pessoas guiadas pela ignorancia, odeio quem impõe o cabresto. Odeio cegos, coxos, surdos e mudos, politicamente, socialmente e mentalmente falando. Odeio pessoas saudáveis, no mesmo sentido, que não usam sua capacidade. Odeio pessoas perfeitas. Odeio imperfeições. Odeio política, economia, religião. Odeio. Mas no que se difere o ódio do amor? Odeio tudo que me faz viver. Amo a vida.
Odeio amar.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Matar ou Morrer?


Quinta-feira. 8:17.
Bom dia. Bom dia? E o que é que tem de bom?
Tenho andado meio violento nas últimas 8 horas. Não dormi. Não consegui dormir. Fiquei la na cama deitado, pensando em dar um tiro em alguem. Não sei. Às vezes eu acho que isso é normal. Ficar pensando em dar tiros nos outros deve ser normal. Eu me estresso muito rapido. Pra eu rasgar, é questão de segundos. É só cutucar um pouco mais e pronto, a bomba explode. E sai de perto se não quer levar coice. E se tentar acalmar, vai levar tambem. Não to nem vendo.
Fiquei nervoso. O motivo não te importa. "Ai, que grosso!". Ja te digo o que é grosso. Nem adianta tentar dar showzinho de moral, não vai cola. O maximo que voce vai conseguir é que eu te mande, delicadamente como um rinoceronte no cio, pra a prostituta que te pariu. Mas tudo é só uma questão de tempo. Depois passa.
Eu sou meio bipolar. Meio não. Eu tenho quase certeza que eu sou bipolar. Vontade de matar. Vontade de morrer. Vontade de mandar todo mundo toma na bunda. Vontade de simplesmente deitar e não levantar mais. De dar tiro nos outros. Mas entre matar e morrer, eu prefiro morrer. Mesmo que eu mate, nunca vou matar todas as pessoas que devem morrer. É mais preferível morrer, pois acaba com esse dilema. Se eu continuar vivo, vou continuar me estressando com gente fútil, gente escrota, gente hipócrita, com gente que não tem mais o que fazer. Se eu morrer, todas essas pessoas vão no meu velório, mentir pra minha mãe, pro meu pai, e pra minha namorada, dizendo que eu vou fazer falta e que era um bom rapaz. Fato. Melhor eles mentindo ao meu favor, do que mentindo pra me envergonhar.
Mas não me importo. Essa situação é indiferente pra mim. Não me arrependo de nada que ja fiz. Só me arrependo das coisas que não fiz. Barão Vermelho ja dizia: "Errar é aprender, viver é deixar viver". Eu vivo minha vida, junto com um bando de invejosos que tambem tentam viver a minha vida, no meu corpo, na minha mente. Pobres coitados. Vão morrer em vão, e a culpa (pra não perder o costume) vai ser minha.
A unica coisa que eu quero no momento, é voltar pra casa, deitar na minha cama, e acordar só meio dia, e continuar deitado na minha cama até amanhã de manhã. É ignorar todas as coisas superficiais da minha vida, e amar tudo aquilo que me satisfaz. Não vou mudar por quem não merece. Não vou me sacrificar por algo que não vale. Não quero ser amado por gente falsa, nem por gente fraca. Não quero sustentar indignos. Não quero mais correr atras de misérias. Quero ficar ao lado de quem me ajuda, de quem me quer. De quem não se importa com a minha bipolaridade, de quem não se importa com as minhas grosseirias. De quem não ve a minha hipocrisia, de quem não ve a minha malícia. De quem me supera, de quem me sustenta. Quero voltar a dormir. Quero voltar a sonhar.
Quero matar o que me mata, e morrer de amor.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ajude-nos... POR FAVOR?


Eu achava que não dava pra ficar pior, mas sempre da pra ficar pior. É lei.
Estava eu, sentado em minha mesa há alguns dias, quando meu patrão chegou e reparou na planta que fica na porta, recepcionando os clientes, e disse: "Voces não tão molhando a planta né?". Claro... que não. Não sei. Eu nunca molhei aquela planta. Enfim, olhei pra planta e vi que estava mais seca que boca de morto. Extremamente, absurdamente seca. Amarela. O jardineiro foi la, mexeu na terra e mais uns bagulhos la e disse que era pra molhar 2 vezes por semana, que dali um tempo ela estaria melhor (nos induziu ao erro, pois não melhorou nada). O patrão, por sua vez, mais sábio que o jardineiro, mandou molhar 3 vezes por semana, pra acelerar o processo. Acho eu que por esse motivo, ou só por precaussão. O que não nos convem, nem nos importa o que ele achou. Continua sendo patrão, por isso, mais inteligente que todos nós.
E é ai que meu relato se torna interessante, pois quem aparece para alegrar o dia é nada mais, nada menos que (o Bozo - mentira) ela: Berenice (agora com mais 2 nomes) Gislainea Adalberto (e o ultimo nome no masculino). Ela estava regando a planta normalmente, até que hoje (ontem - 20/09) ela foi iluminada pelo mesmo espírito de Freud que me iluminou no seu próprio diagnóstico, e teve a seguinte dedução: "A planta ta assim por que ela ta triste... ninguém conversa com ela... a gente tem que conversa mais com ela".
Pasmem, mas sim, foi exatamente isso que voce leu. Ainda não acredita? Leia novamente, por que eu não estou afim de escrever aquela heresia de novo.
Eu achava que depois daquele banho de água fria (meu diagnóstico) ela tinha parado com suas paranóias e sua insensatez. Mas não. Cada vez pior. Ela guardou o sapato no cesto de roupa suja. Graças ao bom Deus que não foi na geladeira... ainda. Ela deu conselhos de relacionamento para um amigo dela, achando que fazia o bem. O resultado foi excelente: a noiva dele terminou no mesmo dia. FATO. Chegamos a desconfiar que foi ela que destruiu a planta, passando chapinha nas folhas da coitada, tudo isso por que Berenice G. A. não se contenta que seu cabelo é mil e uma utilidades. Ela quer que todo mundo comprimente a planta. Percebe o nivel que chegou a situação? Imagina voce na recepção de um escritório de advocacia, quando de repente, o advogado que vai te atender passa e diz:
"Olá planta, como foi sua noite? Ah, que bom... tenha um bom dia" - Extreme No Sense.
Portanto, peço encarecidamente, que tenham misericórdia de mim e me mande um caminhão de Gardenal, e me indiquem um convênio que cubra tratamento psiquiatrico intensivo, pra eu repassar pra ela. Por favor, tenham compaixão, não só de mim que vos escrevo, mas dos outros funcionarios que convivem com ela. Se não consegui te convencer ainda, peço compaixão por ela, ou até mesmo pelos pais que sofrem. Tenham piedade dessa pobre menina sem sobrenome, e com sérios problemas.
Pobre Berenice Gislainea Adalberto.

Dedicado à Ana Paula Fabiano. (De novo).

PS: Tenho urgência quanto à carga de Gardenal. Obrigado.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

É de cagar...

Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010. 14:27.
Ana: "Voce precisa ir no banco"
Eu: "Que banco?"
Ana: "Bradesco"
Eu:
EU ODEIO (de ódio mortal) IR NO BANCO. Principalmente no Bradesco. Mais ainda na semana do dia 5 e do dia 20. É a maior pedreiragem junta do mundo. Voce chega no banco, comprimenta o segurança e olha a fila quilométrica que se forma diante do caixa. O maior acumulo de pintores, pedreiros, vendedor de celular das Lojas Cem, Casas Bahia, Pernambucanas, etc. (nada contra as profissões, mas só estou dizendo o que eu vi hoje) e velhas caquéticas e reumáticas com seus andadores, begalas e seus suportes para soro, andando vagarosamente como tartarugas cegas e mancas fedendo Naftalina e Pinho Sol. O odor mais forte no ar é o de sovaco suado, e de cimento com tinta. Voce começa a suar e sentir ansias de vomito, só de chegar no fim da fila. 15 caixas. 3 funcionam. Excelente. Cheguei na fila exatamente 14:32. Anos se passaram ate que eu pudesse chegar menos longe do caixa.
Nessa hora, o cheiro ja tava tão forte que eu alucinava. Imaginei aquela velha do filme Patch Adams que mergulha numa piscina de macarrão, sendo jogada numa panela de macarrão ainda cozinhando. Imaginei ela gritando agoniadamente enquanto despelava na agua fervendo. Muito bom. Passei então a perceber como estagiário é uma profissão de honra. Pensei na lógica do meu trabalho:
"Um milhão de petições pra guardar. Eu sou 'estagiário'. Logo, não vou guardar petições, e sim passar uma hora e meia em pé na fila do banco cheirando suvaco de velha".
Ah, meu Deus. Por que tem que ser assim? Não podia ser tão mais facil? Até o Banco do Brasil tem cadeirinha almofadada pra voce sentar enquanto aguarda sua senha, por que o Bradesco não pode ter um esquema de senha com cadeirinhas almofadas? E O PIOR, é que la tem uma maquina escrito: TOQUE NA TELA (touch screem é luxo) E RETIRE SUA SENHA. Toque na tela, retire a sua senha, e aguarde na fila em pé para que seu atendimento seja semelhante ao da Lotérica. Tem sentido isso? TEM? Se voce achou sentido nisso, me explique para que de próxima vez, eu não fique com tanto ódio da fila do banco.
Estragou minha semana. AH, COMO EU ODEIO SEGUNDA-FEIRA.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Falácias...


Depois de uma aula de Lógica e Falácias, eu descobri que nada é lógico.

Toda criança quer ser alguma coisa foda. Toda criança quer ser astronauta, logo astronauta é foda. Todo pai é foda e todo filho é fodinha. Meu pai é foda, logo meu pai é astronauta. Eu sou filho do meu pai, logo, sendo meu pai foda, eu sou fodinha. Meu pai é filho do meu avô, logo meu avô é foda. Meu pai é filho do meu avô, logo meu pai é fodinha. Logo eu não sou mais fodinha. Não sendo eu mais fodinha, meu pai não é foda. Logo meu pai não é astronauta. Meu avô é foda, logo meu avô é astronauta. Eu não quero ser astronauta, logo não sou criança. Não sou criança, logo não quero ser foda. Quero ser Hermeto Pascoal, logo Hermeto Pascoal não é foda. Hermeto Pascoal não é foda, logo ele não é astronauta. Hermeto Pascoal não é astronauta, logo Hermeto Pascoal não é meu avô, logo Hermeto Pascoal é meu pai, logo Hermeto Pascoal é fodinha. Me perdi no pensamento, logo não quero mais continuar com essa merda aqui.

Essa é a Lógica Indutiva. Cheia de falácias. Chega a ser ridícula. Confusa. Banal. Da asco só de tentar acompanhar. Extremamente inútil e impertinente. Diferente da Lógica Dedutiva, que é simples, facil e é rasoavelmente aceitável. Um exemplo pratico:

Todo mundo quer ser alguma coisa foda. Se Hermeto Pascoal é foda, deduz-se que todo mundo quer ser ele.

Quem duvida que o Hermeto Pascoal é foda?

Maquina de escrever em inglês


Ontem, terça-feira(14), me aconteceu um acontecimento /pleonasmo, que me fez me sentir humilhada, burra, retardada, inocente e etc.
Vou relatar o acontecimento :

Quarta aula, de Matemática, entro na sala, pego meu lugar no fundo, junto 3 meses com minhas amigas, como sempre.
O professor foi até minha mesa e disse - coisa do capeta(minha marca registrada, no final do post falo o porque dele me chamar assim), vc pode ir na secretaria pra mim e pedir a Maquina de escrever em inglês?
Eu : - Nossa professor, como assim?
Ele : - pede pro Mário, pra Rosana, pra alguém la da secretaria
Eu : - mas ainda existe isso?
Ele : - é a de inglês
Eu : - puuf que coisa ultrapassada , eu em
Ele : - vc pode ir pedir?
Eu : - vou sim

Pois bem, saí da sala e encontrei a coordenadora, e perguntei :
- Zoraide, o Marcelo ta pedindo a maquina de escrever em inglês
Zoraide : - hum... fala pra ele que ta emprestada pra outro professor, que assim que desocupar eu levo pra ele
Eu : - Ah, ta bom, obrigado

Voltei pra sala e disse ao professor o que a Zoraide tinha dito
ele disse - A Zoraide não sabe de nada, isso vc tem que perguntar na secretaria
Eu : - mas professor, pra que vc quer isso, meu Deus, maquina de escrever
Ele - mas é de inglês

E lá foi eu na secretaria, chegando la eu disse - Ô Mário , o Marcelo ta pedindo a maquina de escrever em inglês
Mário - Ô Rosana, vc sabe onde ta a maquina de escrever em inglês?
Rosana : - Olha, é pra ta no arquivo morto
Mário : entra ai no arquivo morto e vê se ta ai, se não eu não sei...
Eu : - e onde é isso?
Ele me mostrou , uma salinha dentro na secretaria, eu entrei e disse - E como é isso?
Mário - ela é igual uma maquina de escrever , só que em inglês, digital
Eu : - meu Deus, ainda usam essas coisas , que decadência

Eu senti que havia um certo deboche na cara das pessoas da secretaria, como boa aluna, fiquei procurando no tal do arquivo morto todo empoeirado, e disse - Ò , não achei nada não
Mário - ô Rosana, não tem nenhuma na sua sala?
Rosana - não, a que tem é essa ai, deve ta com alguém
Mário - Fala pro Marcelo que assim que eu achar eu levo lá

Eu voltei pra sala, e tive a impressão de todos estarem rindo de mim, fui até o professor e dei o recado do pessoal da secretaria.
Ele disse - ta bom, obrigado
Eu : - quero um ponto na média vio, por ficar procurando isso
Ele : - iiii, ai é difícil

Voltei pro meu lugar e minhas amigas também estavam rindo, eu disse - Nossa gente, to com a impressão de que todo mundo ta rindo de mim
Ana Clara - Mas estão Thami, não existe nenhuma maquina de escrever em inglês

Nuvens de pensamentos veio a minha cabeça - CARALHO, COMO ASSIM MAQUINA DE ESCREVER EM INGLÊS, VC QUE DIGITA EM INGLÊS, E NÃO A MAQUINA QUE É EM INGLÊS, AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH COMO EU CAÍ NESSA?

nisso toda a sala morrendooooooooooooo de rir, eu também, mas sem acreditar no que estava acontecendo.
Bom, depois de uma meia hora o Mário foi na sala e disse
- Marcelo, ainda não achei a maquina de escrever em inglês
Geral caindo na risada, e eu também.Minha fala foi - Vocês que me aguardem, Mário e Marcelo, terá vingança.

Agora o que me resta é bolar minha vingança bem vingativa.

PS : o professor de matemática me chama de coisa do capeta, porque em todas as provas eu escrevo no final - Matemática é coisa do capeta
PS2 : - Essa historia da maquina de escreves, eles fazem com os alunos que dormem em sala de aula, é tudo combinado entre TODOS os funcionários da escola.

Postado por Thami

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Melhor reserva do time


Cada um tem que ser o melhor naquilo que faz, seja lá o que for.
 Eu era do time de vôlei da escola na 6°série, com 11 anos de idade. Não faltava em nenhum treino, chegava sempre atrasada, mas não perdia um.
Chegou o mês que íamos começar a competir. Minha mãe comprou um tênis só para o vôlei, uma meia branca que ia até a canela, um shorts azul marinho e a camiseta com o nome atrás.Eu estava super empolgada para os jogos. Pedi uma bola de vôlei pra minha mãe pra eu poder treinar em casa com o muro.
Mas, pra minha tristeza a professora disse que tinha que ter RG original, o escolar não serviria, e eu não tinha o RG original, e os jogos já começariam três dias após.
Meu Pai correu comigo pra fazer o RG , conversou no poupa tempo pra entregaram a tempo, e conseguimos.
Eu não era muito boa no saque exigia força e concentração, então a professora pouco me escalava pra sacar.Na rede eu também não era boa, porque era menor que as outras meninas, no meio a bola vinha muito forte, as laterais exigiam muita rapidez e eficiência pra bola não sair.Cada uma tinha que ser a melhor em sua posição, afinal éramos uma equipe.Não deixei por menos, era a melhor reserva. Me esforcei ao máximo para não perder minha posição pra NINGUÉM. Tenho que admitir que foi muito difícil manter essa eficiência em todos os jogos.
Foram mais ou menos uns 10 jogos, entre Agosto e Setembro.Eu joguei 2 jogos, só era escalada no final do jogo se tivéssemos uma grande vantagem de pontos na frente do outro time.
O banco de reserva me rendeu uma amizade que tenho até hoje, foi meu primeiro amor também, ele era o reserva do time de Futebol masculino de outra escola, enquanto nosso time estava no aquecimento, nós íamos comer pão de queijo e tomar coca cola na lanchonete do clube AABB, onde acontecia os campeonatos.
Meu time ganhou em terceiro lugar a medalha de Bronze, tenho até hoje em casa guardado em um local onde quem entra no meu quarto a vê, o time dele ganhou medalha de Prata, e ficamos muito felizes com a vitória, principalmente meus pais que viram que valeu a pena investir.
Formamos um belo casal de melhores reservas.E graças a isso hoje ele é meu melhor amigo.

Postado por thami

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Se Freud não explica, eu explico...


Queridos e queridas, podem achar falta de ética, ou falta de consideração da minha parte, mas esse fato tem me tirado o sono há varias noites. Sei que vou pedir perdão milhões de vezes por dia, até o fim da mesma, ou até depois, por escrever isso aqui, mas me é necessario. Aconteceu há mais ou menos uma semana, talvez um pouco mais, com a moça que trabalha comigo (aquela que foi pra São Paulo na época da minha grande depressão) outrora chamada de Joana, hoje chamada de Berenice. Eu quis mudar o nome pois achei conveniente. O pseudonimo é meu, eu escolho o que eu quiser, portanto, prossigamos nos fatos decorridos.
Berenice se queixava de cansaço. Berenice se queixava de falhas na memória recente. Lapsos que a deixavam em situações constrangedoras. Essas vagas falhas de memória se tornaram grandes, semelhantes às sequelas de usuários de maconha. E a unica frase que ela conseguia dizer era: "Gente, eu to ficando louca". As primeiras teorias que se formaram, foram em decorrencia de uma unha encravada no pé dela.
1) A podologa tinha feito uma lobotomia. (Impossível)
2) Uma larva de tenia havia entrado pelo buraco da unha, subido até a cabeça e começado a crescer, se alimentando do cérebro dela. Cisticercose. (Plausível)
Enfim. Passaram umas horas, e começamos a descobrir fatos estranhos. Podia ser um trauma de infancia, uma frustração muito grande, ou algo parecido. Foi quando, ilumiado pela sabedoria divina e guiado pelo pensamento freudiano de que cigarro significa penis e charuto significa charuto*, eu descobri toda a teia psicológica que se desenrolava. Eis meu diagnóstico:

Berenice, quando era criança tinha um sonho, como varias outras crianças (exemplo: Hitler), de ser pintora. Pintora famosa, como Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Rafael e outros mais. Ela tinha esse sonho. Que foi frustrado pela sua mãe, que queria que ela fosse doméstica. Então, não desistindo do seu sonho maravilhoso de ser rica, ela começou a pintar. Panos de prato. Guardanapos de secar louça. Sua mãe era muito cética quanto aos talentos da pequena Berenice. Certa vez, enquanto Berenice brincava de Pollock no guardanapo, sua mãe lhe deu um tapão na orelha dizendo "VAI SUJA TUDO OS PRATO DEPOIS, SUA MULA", e Berenice ficou dois dias com o ouvido apitando, desistindo (temporariamente) de sua carreira de pintora mundialmente famosa.
Esses fatos, Berenice contava para o seu peixe Betta vermelho de tres anos e imortal: Tico (nome real). Ele só tem tres anos, por que ela pensa que ele tem tres anos, e ele só é imortal, por que toda vez que ele morre, a mãe de Berenice (por dó da criança) trocava por outro identico. Deve ser a quarta geração de Ticos, mas ela ainda acredita que é o mesmo, e que ele é imortal. O que agravou a situação, levando ela a paranóia atual. Mas não acaba aqui a história da pequena Berenice. Ela cresceu.
Agora ela namora. Ela continua conversando com o peixe imortal dela, continua com o sonho de ser uma pintora mundialmente famosa (em coma induzido, mas o sonho ainda vive). E pobre coitada. Berenice é inocente, ela acreditou no que o namorado disse. Ele prometeu pra ela um atelie, pra ela poder pintar seu quadros, no meio da Chapada Diamantina, com uma sacada toda de vidro, de frente para a mata, para a cachueira, para o ar, para a liberdade. Coitada. Mal sabia ela que não passava de ilusão. Mal sabia ela que o atelie era um barraco 4x4, que o meio da Chapada Diamantina era bem em cima do Pico do Jaraguá, que a sacada não passava de uma janela suja e que a visão era só neblina, nuvem, Rodovia dos Bandeirates e capim alto. Ela terminou com o namorado, antes de descobrir isso. Foi melhor, pois se ela tivesse descoberto antes, teria se frustrado mais ainda.
E aqui está Berenice. Fazendo contabilidade, trabalhando de secretária, esquecendo onde guardou os comprovantes, não sendo regionalmente famosa, tão menos mundialmente, e conversando com o peixe imortal de tres anos. Ela não está louca. Só um pouco fora de contexto.


Dedicado à Ana Paula Fabiano.


*Freud dizia que o vício do cigarro era explicado pelo desejo sexual do fumante, a partir do momento em que ele associava o cigarro à figura do penis. E quando questionado sobre o simbolismo fálico do charuto que fumava (se um cigarro é um penis, um charuto é um tarugo de negão), ele declarou que "Às vezes, um charuto é só um charuto".

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Eu tenho um sonho...


Usando o nome do maior discurso a favor da igualdade racial da história da humanidade, quero dizer qual é o meu sonho. Muitos cobiçam fortunas. Casas, carros, ingressos na area vip num show internacional. Outros desejam um mundo melhor, mais igualdade, melhores condições de vida. E todos lutam pelos seus sonhos. É claro, que como qualquer outro, desejo sim uma boa vida para mim e minha família. Quero sim uma casa num bom bairro, um bom carro, um bom emprego com férias decentes. Um bom salário. Quero sim que o mundo melhore, para poder criar meus filhos, sem que eles cresçam usando calça azul piscina e camiseta amarelo gema. Quero, como qualquer outro cidadão do mundo, que vivamos em paz. Mas esse não é o meu sonho. Meu sonho é muito mais complexo. Muito mais inatingível. É quase impossível. É frustrante só de pensar em correr atras dele. Seriam duas vidas e meia (se tudo der certo) para eu alcançar meu sonho.
Eu tenho um sonho... ser igual ao Hermeto Pascoal.

Chegou o circo...


Um homem vai ao médico e fala que está deprimido. Diz qua a vida parece dura e cruel. Ele se sente só, num mundo ameaçador onde o futuro é vago e incerto.
O doutor diz: "O tratamento é simples. O grande palhaço Pagliacci está na cidade está noite. Vá ve-lo. Levantará o seu astral".
O homem começa a chorar e fala: "Mas doutor... eu sou Pagliacci".

A história acaba aqui. Mas se eu fosse o médico da história, minha resposta para Pagliacci seria:
"Ah, então assista a Propaganda Eleitoral Gratuita Brasileira, voce com certeza vai rir muito"
Mas se Pagliacci fosse brasileiro, eu não recomendaria isso. Capaz dele cometer suicídio.

Eu não queria escrever sobre isso. E eu continuo não querendo escrever sobre isso. Mas o que eu posso fazer? Vai continuar exatamente como está. Uma massa ignorante, conformada e cega, uma minoria que luta pelos seus direitos e que continuam gritando e gritando sabendo que nunca serão escutadas, e uma migalha de poderosos corruptos e (em sua grande maioria) egoístas que controlam as nossas vidas. Não vou falar de candidato nenhum, pois não votaria em nenhum deles. O grande dilema que atormenta minha vida no momento, é: Pagar multa de 5 reais, ou votar? A primeira opção ainda está na frente com 98% dos pontos. Não quero criticar governos passados, pois todos os governos tem seus pontos bons e seus pontos ruins. Alguns tem pontos ruins e pontos péssimos, mas a maioria teve pontos positivos para o Brasil.
Depois da Ditadura Militar, votar era um ato lindo. Era o ápice da democracia. Era o ato mais importante para a nação. Exercer cidadania. Ir la, e escolher (ESCOLHER) quem conduziria o povo brasileiro. Escolher as pessoas que criariam as leis do país. Leis essas que regem a nossa conduta. Leis que, segundo o direito, (to fazendo faculdade *-*) são normas de conduta que possibilitam a vida social. Escolher pessoas de caráter incorruptivel, que defenderiam com unhas e dentes os direitos do povo. Da coletividade. Que nos representaria perante as autoridades maximas do Estado, que nos representaria perante as autoridades maximas mundiais, que mostraria ao mundo como o Brasil é um país com povo feliz, que vive bem, e que tem seus direitos defendidos. Mas o tempo passa, as coisas mudam.
Hoje, votar significa perder a tarde de domingo pra ir "votar". Significa deixar de dormir até meio-dia pra eleger um bando de analfabetos interesseiros. É ficar assistindo propaganda eleitoral e rindo dos seres estranhos que aparecem. É receber e-mails da oposição difamando a concorrencia. É ver gente comendo gente por poder, por dinheiro, por status, por interesses próprios.
Acostumem-se brasileiros. Daqui pra frente será pior. Nossos candidatos serão frutas e comediantes. Animais domesticados dos grandes proprietarios. Nomes e mais nomes. Pessoas que sabem ler e escrever para criar as leis que voces seguirão. Pessoas que não sabem pronunciar nem o proprio nome para estruturar a eduação do seus filhos. Pessoas que não sabem quem é Machado de Assis para ditar as regras das Universidades Publicas. Seres que não sabem se manifestar para representar os seus interesses. Cãezinhos adestrados com opiniões formadas, embasadas em futilidades e desejos próprios que não serão capazes de mudar absolutamente nada. Fracos que aceitam ser larajas dos grandes ladrões, gente que perde tudo por aceitar continuar com seu carater moldado pela ignorancia. Pobres coitados, corruptíveis. Não sabem o que é política. Não sabem o que é poder. Não sabem o que vão fazer la. Vestir terno e gravata, sentar na sua mesa e assinar uma papelada que não sabe pra que serve.
A nossa política virou circo. Virou hortifrutigranjeiro. Virou prostíbulo. Um ninho de mafiosos. E o pior de tudo, não são eles. Somos nós. NÓS. Nós que incentivamos isso. Nós que preferimos votar em branco, nós que continuamos achando que vai continuar desse jeito. Nós que fazemos parte da minoria que grita com a boca fechada. Nós que reclamamos da comodidade dos pobres sem conhecimento, e não nos mobilizamos para ensina-los. Nós que olhamos para o Nordeste e sentimos pena daquelas pessoas que vendem seus votos por 100 reais do Bolsa Família, e não percebemos que nós vendemos nossos votos por menos 5 reais, pagando multa. Que nós vendemos nossos votos por justificativas banais, apenas por não acreditar que nosso voto é alguma coisa. Que nós podemos fazer alguma coisa.
Nossa parte da culpa é o motivo que forma os 2% dos pontos que me fazem querer votar. São 2% que me fazem querer sair de casa no domingo de manhã e votar. A unica coisa que faz a vontade de pagar a multa permanecer em 98%, é que, nenhum dos candidatos corresponde ao meu desejo de mudar alguma coisa nesse país. Nenhum deles corresponde a um carater decente. Mas 2% ja é alguma coisa. Acho que vou fazer igual todos os outros brasileiros: acreditar que esses 2% ja é um ótimo começo.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Meu primeiro porre


Nesta terça-feira(24) na hora do intervalo da escola surgiu um assunto que me fez lembrar de um fato que aconteceu comigo : O meu primeiro porre.

Era um dia quente, bem quente, eu abri a geladeira pra pegar algo pra beber, mas não achei nem agua gelada , nem refrigerante e nem suco.Mas... eu avistei umas latas de cerveja, e abri a lata, e saboreei aquele amargo gosto que matava minha sede de deserto, após matar a sede continuei bebendo até acabar, sim, tomei TUDO.Fechei a geladeira, quando me virei , eu simplesmente caí.Me levantei ainda meio tonta e fui caminhado rumo a sala, a sensação era estranha, bem estranha. Quando cheguei no tapete veio aquele jato ... dê vomito, rsrs.Me senti melhor,mas ainda meio zonza e fui pro meu quarto deitar.
Dormi um bom sono e me lembro de ter acordado com um pouco de dor de cabeça, logo que acordei ouvi uns comentarios mais ou menos assim 'Nossa que cheiro estranho na sala, cheiro de azedo' 'Deve ter caído alguma coisa no tapete é o tapete que ta cheirando ruim' 'Deve ter caído leite'.
Eu por minha vez fiquei na minha, em total sigilo.
Eu não lembro exatamente a idade que tinha, mas eu ainda nao tinha entrado na escola, e como a primeira vez que fui pra escola foi na primeira série com 6 anos de idade eu creio que tinha uns 4 ou 5 anos, isso mesmo meu primeiro porre foi com 4/5 anos.Absurdo? também acho, foi o primeiro de muitos que ja se passaram e estão por vir, rsrs (brincadeira).A diferença é que agora não vou ficar de porre por uma lata de cerveja.Ah! e a marca...eu não sei pois ainda não sabia ler.

OBS : Postado por Thami, e tenho certeza que ao começar a ler esse post a maioria achou que iria ser do Thiago, mas para minha vergonha é meu.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Bullying



Voltou a ser modinha falar de bullying, fazer passeatas contra o bullying, fazer reportagens sobre bullying, etc. etc. Eu acho que é bom isso, pois o bullying é errado. Eu sei que essa ultima frase ficou parecida com os comentários do Capitão Óbivio (leiam a Desciclopédia), mas é verdade. O bullying causa um dano psicológico grave às pessoas. Traumas. Principalmente quando criança. Voce fica chamando o garoto de bandido (bandido, bandido, bandido, bandido), no dia que ele tiver passando uma necessidade (às veze nem precisa passar necessidade), se tiver a oportunidade de cometer um delito, o primeiro pensamento dele será: "Eu ja sou bandido mesmo, não tenho nada a perder". Criado mais um bandido. Todo mundo da ênfase ao bullying na escola, mas ninguem lembra que existe isso dentro de casa. Pais xingando filhos por motivos banais. Isso é tão ridículo quanto um garoto xingar outro mais novo por causa do tenis descosturado dele. Se não for mais ridículo. Mas eu não estou aqui pra defender tese nenhuma. Quero contar um caso que me trouxe remorso. Não é bem remorso. Na verdade eu não sei o que é remorso, pois nunca senti de verdade. Portanto, é um caso que me incomoda (em partes).
Eu não considero bullying. Considero uma "verdade dolorosa exposta para melhor convívio social".
Foi no segundo ano do médio. Tinha um cara chamado Guilherme. Ele era gordinho, cabelo milico, aparelho e ria chupando o ar por entre os dentes. Ele era meio estranho. Eu sou estranho, mas ele era muito estranho. E desnecessário. Extremamente desnecessario. Completamente improdutivo. Ele ficava tentando se enturmar das formas mais cretinas possíveis. Na outra escola, o apelido dele era Meigo. Por ai ja da pra imaginar como era a pessoa. Enfim. Na nossa sala, 80% das pessoas tinham apelido e os outros 20% tinham abreviações. Nossa sala não tinha panelinha. Era todo mundo entrosado. Lógico que havia os grupos mais pessoais, mas a sala como um todo, era bem entrosada. No "meu grupo", tinha eu (Turco), o Vitor (Bizunga), o Thalles (não tinha apelido, a gente costumava chamar ele de bixa), o Felipe (Fel), o Nicolas (Pini), a Marcela (Mah), o Juliano (Gordo) e o André (Dé ou Beiço). E ele queria enturmar conosco. O Gordo, resolveu dar um apelido para ele: Toiço. Simples, e todo mundo lembra. E a partir desse momento, ele passou de extremamente chato, para extremamente insuportavel. Ele (alem de não aceitar o apelido) achava que ja era do grupo. E sempre que alguem cortava ele, ele corria contar pro Bizunga. Pobre infeliz. E isso foi pelo primeiro semestre, e parte do segundo tambem. No segundo semestre, ninguem mais aguentava ele, com suas piadas escrotas e suas tentativas frustrantes de fazer amigos. Ninguem mais queria ficar perto dele, mas todo mundo tinha dó. Então, nesse meio surgi um sanguinário sem coração e sem sentimentos que destrói toda a vida do rapaz: eu. Tinha que ser eu. Ja diria aquele ditado: "Se não tem tu, vai tu mesmo", fui eu la, para conversar com o rapaz. Mas eu não tenho muita paciencia. Alias, eu preciso que alguem me doe paciencia por que ta em falta. E eu rasguei.
Quem rasga perde a razão, mas eu não perdi a razão. Não tinha como eu perder a razão. Foi no segundo intervalo, entre a 4ª e a 5ª aula. Estavamos todos no "grande" patio do Colégio Integral Indaiatóba, e eu, bem no sol radiante da primavera, rasguei com o toiço. Não quero escrever o que disse aqui, mas eu só disse a verdade. Eu falei que ninguem gostava dele, que não adiantava ele fica tentando, por que ele nunca ia conseguir ser amigo de ninguem ali, que não era pra ele ir chorar no colo do Bizunga, por que o Vitor tinha dó dele (nessa hora todo mundo saiu de perto pra não rir mais da cara do menino que ja se fechava numa tentativa medonha de segurar o choro), que as pessoas só deixavam ele se aproximar, pois tinha pena dele, e por fim, a cartada final: "Cara, na moral, sua mãe te humilha na frente dos seus amigos... voce acha que ela realmente te ama?". Fato, a mãe dele xingava ele na frente dos "amigos" dele.
A unica coisa que ele conseguiu me falar, foi me mandar tomar no meu forébis. Depois disso, veio paz à sala. Ninguem mais ouviu falar dele. Ele era um fatasma na sala. No meio do terceiro ano, ele passou na faculdade que ele queria, e saiu da escola. Foi terminar o colegial numa escola publica. No meio desse ano, eu vi ele. Ele estava magro. Extremamente magro. Quase raquítico. O motivo, pelo qual fiquei sabendo, era Anti-Depressivos. Dizem que ele tentou suicídio com remédios, mas as pessoas dizem muita coisa. Enfim. Não me causa remorso isso, pois, como ja lhes contei, eu não sei como é o sentimento de remorso. Só me sinto um pouco culpado por ter insentivado uma coisa errada. As pessoas ja zuavam ele, e quando ele teve um breve lampejo de esperança, veio um boçal (eu) e destruiu tudo. Mas a culpa não é toda minha. Eu só tive boca pra falar. O sentimento era unanime. Eu só fui o canal. Portanto, não sinto culpa disso. Não sinto que eu vou pro inferno por causa disso. Eu só acho que perdi a chance de ficar de boca fechada.



PS: Imagem retirada do filme "Mary and Max". Uma animação baseada em fatos reais, feita para adultos, com mensagens muito boas e reflexivas. Uma história muito boa sobre a amizade entre uma menina australiana que nasce numa família perturbada e que sofre bullying e tem sonhos como toda criança, e um velho americano obeso e depressivo que tem disturbios mentais e é extremamente insensível. Vozes de Toni Collette (Mary) e Phillip Seymour Hoffman (Max).

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Por que?

Eu cheguei em casa agora, pra almoçar com minha família como sempre, e tive uma surpresa depois do almoço. Como de costume, eu almoço, como um doce, tomo agua ou refigerante, subo pro meu aconchegante quarto, ligo o computador, ponho alguma coisa bem tranquila pra tocar enquanto conecta o msn e vou pro banheiro, aliviar o peso dos meus intestinos e depois lavo as mãos e escovo os dentes e fico vagabundeando no computador até a hora de voltar ao serviço. Hoje porém, algo me incomodou.
Sai do serviço com o intuito de depois do almoço escrever sobre um fato passado que começou a me trazer remorso esses dias. Mas esse fica pra outro post, pois hoje, depois do almoço, eu fui ver o projeto da casa nova. Tudo bem que o quarto da minha irmã vai ser maior que o meu, e que ela vai ter um closet privado, mas o computador permanece no meu quarto, e esse fato supera todos os outros. Enfim, depois de dar umas idéias pra casa nova, subi para o meu quarto, liguei o PC, conectei o msn, abri o meu iTunes e coloquei Clown (Korn) pra tocar enquanto me dirigia para o trono. E sucedeu pois que o papel higienico tinha acabado. Mas isso não era problema, por que tem um armário do lado que me permite guardar rolos de papel para quanto acabar o que esta sendo usado. Enfim, abri o armario e la estava: Neve Essence - Fragancia de Chá Branco.
Por que? Me explica, por que alguem colocaria odor no papel higienico? De chá branco ainda. O que é chá branco? Eu nunca vi saquinho de chá escrito "Chá Branco". E o desenho da embalagem é um lírio. Lírio que se faz chá é ópio. Chá de ópio é droga. E por que, meu Deus, se colocaria odor de chá de ópio no PAPEL HIGIÊNICO? Será que meu rabo vai ficar mais cheiroso? E mesmo que ficasse, quem iria cheirar o meu rabo? Ninguem. Entao PRA QUE MEU DEUS? POR QUE? Não tem sentido mais essas coisas. Voce pode falar: "Ah, mas faz seculos que existe papel higienico com cheirinho de lavanda". Eu sei. Não é recente essa invenção, mas é a primeira vez que eu vejo no meu banheiro. E eu não compreendo. E acho que nunca vou compreender. Papel higiênico não foi feito pra usar de perfume. E muito menos vem servido em bandeja, por um mordomo de smoking.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Eu sou notável...

Esse ano, nas manchetes sobre cultura e essas coisas, todos os focos são: Bienal do Livro.
A Bienal é um evento extremamente edificante. Milhões e milhões de livros. Zilhões de histórias prontas para serem devoradas por mentes sedentas. Pensamentos e raciocínios que se opõem, que formam teses concretas, que criam conspirações, que alimentam o intelecto do ser. Até mesmo as literaturas infantis estão recheadas de filosofias e moral social. Um mar infindavel de cultura e conhecimentos gerais. E claro, como de costume, algum autor famoso está presente no Anhembi-Morumbi, para dar palestras e autografar, responder perguntas dos seus leitores e receber elogios (ou críticas). Esse ano, o autor que está privilegiando nossa bienal é o norueguês, filósofo e escritor brilhante Jostein Gaarder, autor do "Mundo de Sofia" e o mais recente "O Castelo nos Pirineus". Gostaria muito de ter participado de suas palestras, mas não pude, pois sou peão e trabalho das 8 às 8, com 20 minutos de almoço (mentira).
Enfim, Bienal é muito bom, mas não tenho uma boa lembrança. 2006. Oitava série. Me lembro que estava ansioso (como todos os outros moleques da sala) pois, a autora consagrada do dia era Bruna Surfistinha (não precisa comentar, sim: eu estava pensando com a cabeça de baixo). Enfim, fomos para a Bienal. Como tradição de todas as excurções, zuamos muitos no onibus cantando "Quem roubou o pão da casa do joão" e "Pai Abraão tem muitos filhos", todos muito alucinados com Coca-Cola e Trakinas (eu comia Pringles).
Chegamos na Bienal, eu comprei livros por R$1,99 e outras coisas menos úteis por muito menos. Não vimos a Bruna Surfistinha, por que o dia da coletiva foi o dia anterior. Imitamos o Jackass, correndo de carrinho de compras, tentando beber milk-shake pelo nariz e abaixando as calças dos outros e correndo. Enfim. Foi um dia muito proveitoso, exceto quando deu a hora de irmos embora e continuamos jogando RPG. Passado meia hora do horario combinado, o onibus ainda não tinha saído e estavamos esperando para ir embora. Então, eu e minha mente brilhante decidimos: Vamos jogar mais um pouco. Fomos então eu e mais tres (o Brunno, a Giu e a Mariana) jogar RPG. Dois minutos depois, a Giu vem correndo e fala: O ONIBUS FOI EMBORA. Silencio por alguns segundos. Fomos então, descrentes da notícia, até o local combinado. Ninguem. Absolutamente vazio. O desespero tomou conta da situação. Corremos. Corremos por todos, TODOS os portões do local. Todos, absolutamente todos. Eu como sempre, usando de sarcasmo para a situação e fazendo a menina (Mariana) chorar. Ela fala que não chorou, mas chorou. Eu vi ela secando os olhos. Ela fala: "Quando é que eles vão vir buscar a gente?" e eu, muito simpatico: "Se tudo correr bem, amanha de tarde talvez... aí a gente dorme na frente da Casa do Pão de Queijo, por que quando acorda, ja vai te cafe" e os olhos dela cintilavam de lagrimas, incapacitada de dizer mais nada.
Desistimos da busca, sentamos e aguardamos. Um bom tempo se passou, quando a diretora da escola apareceu. Voltamos pra casa. Depois eu descobri que só notaram a nossa falta, ja na saída de São Paulo, na entrada da Bandeirantes. Lindo. Responsabilidade 10. Joinha pra voces. Para voces verem que sou uma pessoa importante. Não só eu. Eu e meus amigos, somos todos pessoas de notável valor.



PS: MIL LEITURAS. BLOG ABERTO POR RIDICULOS E DESOCUPADOS MIL VEZES. Cada dia mais, reconheço que coisas inúteis têm mais valor na nossa sociedade.

domingo, 22 de agosto de 2010

Um lindo dia de domingo pra ficar em casa

Quando vem algum assunto/acontecimento legal que eu acho que da pra colocar no blog eu digito o texto no Office word e depois posto, ou então eu escrevo o tema no bloco de notas pra escrever depois.
Sexta-feira(20)eu estava aqui no pc e me veio um tema pra postar no blog, mas como eu estava com preguiça eu abri o bloco e notas e salvei com o nome 'post blog'.
Agora nesse domingo entediante abri meus documentos pra ouvir uma musica e vi arquivo'post blog' e pensei 'huuum, vou ver o que é pra eu postar no blog'.
Quando abri o arquivo encontro a seguinte frase 'melhor reserva do time'
NÃO FAÇO A MÍNIMA IDEEEEEEEEIA DOQUE SEJA ISSO.
Como vou fazer um post com um tema que nao tenho ideia do que seja, meu Deus... e faz apenas 2 dias que escrevi isso.
Estou preocupada, as pontas dos meus dedos estão geladas, somente as pontas, e com muito sono, mas já dormi além da conta, e agora não me lembro um tema que escrevi a dois dias, tipo não faço nem ideia doque seja...
Acabei de assistir uma animação na globo chamado' A casa monstro' PÉSSIMO, e o pior é que assisti até o final, isso só pra fo... fo... fortificameu meu ótimo domingo
Daqui a pouco começa faustão e já começa aquela depressão, e quando ouvir aquela musiquinha do fantástico já vou começar a imaginar meu dia a dia de correria tudo novamente, acho que vou chorar.
Um bom restinho de domingo.

Postado por Thami

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Enchendo a bexiguinha

Eu fui uma criança inocenté, aqui contarei um relato do dramático fato que minha pobre inocência causou.

Meu cunhado vinha dormir em casa toda sexta, ele namorava minha irmã a uns meses. Ele dormia no meu quarto e eu no quarto dos meus pais, eu tinha aproximadamente 6 anos de idade, pra menos.
Meu quarto dava pra sacada, o quarto da minha irmã ao lado , o do meu irmão ao lado do da minha irmã e no final do corredor o dos meus pais.
Pois bem, na sexta a noite como sempre todos foram dormir , eu no quarto dos meus pais, minha irmã no dela e meu irmão provavelmente no dele(não me lembro) como de costume.
Durante a madrugada meus pais recebem um telefonema informando que sei lá quem havia morrido e que o enterro seria pela manhã.
Meus pais saíram bem cedo, tanto que ninguém viu eles saindo. Eu acordei pela manhã que era bem de manhã mesmo por pura e espontânea vontade(o que não ocorre mais) e resolvi explorar o recinto em que me encontrava.Fucei as gavetas dos meus pais, e não satisfeita fui fuçar o quarto do meu irmão, e acabei encontrando um pacotinho com uma bexiga, e é claro ... enchi a mesma.
Enquanto eu brincava de encher a tál bexiga ouço o barulho do portão abrindo, nisso me desesperei e soltei a bexiga na sacada, assim ela saiu voando pra cima da casa.
Pouco tempo depois começou um forte temporal, daqueles de voar telhas.Nos meus estudos , a 'bexiga' foi para a calha e não pra cima da casa, e com a chuva a calha encheu e ela caiu no chão da sacada. (Essa conclusão cheguei a pouco tempo, não com 6 anos de idade)
Depois de um tempo meu cunhado e minha irmã acordaram, um pouco mais tarde meus pais chegaram.
Minha mãe entrou no meu quarto e abriu a porta que dava acesso a sacada pra entrar sol no quarto, já que a chuva tinha passado, e para surpresa de todos ela encontrou a bexiga no cantinho da sacada do meu quarto. Eu só me lembro de ter ouvidos gritos fortes e agudos com o nome da minha irmã e logo seguido do meu cunhado. Os dois apareceram assustados sem saber o que estava acontecendo , e assim começou o barraco, logo meu pai chegou e começou a fala que ia matar meu cunhado e toda esses brigas de virgindade de filha.
Eu sem entender o que se passava fui até a bexiga , peguei e comecei a encher, meu pai gritou - soooooooooooooooooooooooooooooooooooolta isso AGOOOOOOOOOOOOOOOOOORA!.
Um grito que não saí de minha mente até hoje, eu mais assustava que meu cunhado já jurado de morte comecei a chorar, minha mãe tentando me consolar e finalmente expliquei que só tinha achado aquela bexiga no quarto do meu irmão e tinha enchido.
Bom... depois disso meus pais pediram desculpas ao meu cunhado e todos viveram felizes para sempre.
Mentira! meu cunhado se casou com minha irmã anos mais tarde e eu aprendi o que se faz com a bexiguinha além de encher e soltá-la para livre voar.

Postado por Thami
Obs : post em homenagem a Gi Fortolan. rs

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Eu sonhava...

Falo hoje das minhas tristezas
das coisas que eu queria fazer,
mas que ninguem me deixou...
Das coisas que eu queria dizer,
mas que ninguem quis ouvir...
E do que eu quis penas,
mas que as circunstancias me impediram...

Hoje, esse frio,
mais do que nunca me atormenta,
me impacienta,
me esquenta.
Bebo mais goles da minha angustia,
imploro paz, só paz.
A quero tanto, mas ninguem me dá!
Eu só queria,
eu planejava,
eu pretendia..
eu sonhava.
Se foi.

Bebo mais angustia,
o frio já não me esquenta,
olho pro alto - Me ajuda?
E só se foi.


Poema escrito por Bruna Isabela Daniel.
Erechim, Rio Grande do Sul.


Obrigado moça.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Simples assim...


Antes de tudo, quero tirar umas dúvidas:
Depois de ouvir tudo o que dizem sobre mim, voce ainda confiaria em mim?
Mesmo depois de conhecer os meus maiores segredos, voce ainda confiaria em mim?

Pois saiba, que a minha única certeza, que a minha única razão e meu único amor, estão guardados nos teu olhos. Meu único desejo é, que, durante o resto da minha vida, por todos os dias, eu possa te dizer boa noite e te beijar antes de dormir.
Deitar ao teu lado e sonhar. E ao acordar, te ver, e lembrar que o sonho foi real. Te irritar todos os dias às seis da manhã com o cheiro de café impregnado no quarto. Olhar no fundo dos seus olhos e dizer que foi um dos piores "arroz feito na hora" que eu ja comi na vida. Mas que não importava o quão queimado ou sem tempero ele estava, o que importa é que eu comi sentado à mesa com voce. Dizer que quase fui demitido por incompetencia e culpá-la, pois a tua imagem cravada em minha mente me desconcentra.
Quero estar contigo tambem para não reparar no teu novo corte de cabelo, ou para reclamar que teu esmalte novo parece lona de circo, e ficar te admirando com aquele mesmo sorriso de canto enquanto voce diz que eu só sei reclamar. Para dizer, mesmo depois de um dia de trabalho, que continua cheirosa. Feia, mas cheirosa. Para contar uma piada e usar de sarcasmo para tirar sarro de voce, quando não entende.
Para apontar voce lavando louça e dizer para o meu filho "sua mãe lava com luva por que é fresca". Para chegar no sabado e sorrir cínicamente enquanto jogo videogame com meu garoto e voce resmungando da roupa jogada no quarto. Para pegar a mesma roupa e dizer "pronto meu amor, ja coloquei no cesto". Quero estar contigo quando brigar com voce na hora do almoço por causa da conta da Avon, e pedir perdão a noite. Para ser perdoado com um beijo. Para perdoar com um beijo. Para chorar quando não conseguir mais. Para secar suas lágrimas quando voce não conseguir mais.
Quero estar ao teu lado para quando voce for velha, dizer que continua linda. E que sempre será, até o dia da minha morte, a minha menina. Para sentarmos numa sexta a noite e rirmos de tudo o que passamos. Olhar fotos em um album e apontar quem era quem há anos. Olhar e deixar uma lagrima de felicidade rolar, ao dar-se conta de tudo o que plantamos. Dar-se conta da vida que vivemos. Perfeita.
Meu único desejo, é dizer eu te amo por todos os dias, até quando não houver mais dias para mim. Simples assim...

Depois de ouvir tudo o que dizem sobre mim, voce ainda confiaria em mim?
Mesmo depois de conhecer os meus maiores segredos, voce ainda confiaria em mim?

Eu te amo Graziele Esquivel. Incondicionalmente.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Jurar à Bandeira daquilo é aquilo...

Hoje, minha mãe entra no quarto, acende a luz gritando. Eu atordoado, pulei da cama e achei que tava atrasado pro serviço. Ela falando "Isso aqui é hoje, é hoje" segurando um papel meio verde. Ainda tentando saber o que se passava no meu quarto, olhei o papel e vi a minha desgraça: Alistamento Militar. Exame médico às 6:30, do dia 04/08/2010... etc. etc... Se o indivíduo não se apresentar, será considerado REFRATÁRIO... bla bla bla.
Pensei: "Perdi hora... FU...". Peguei imediatamente o celular e acendi o visor pra ver as horas. 3:02. Dava tempo, de continuar dormindo, acordar, tomar banho, escovar os dentes, e partir para o tão temido exame médico do exército. Enfim. Acordei novamente às 5, pra tomar banho, me trocar, arrumar os documentos, e dormir de novo até as 6:10, pra levantar, tomar café e ir. Chegando la, ouvi um caloroso discurso do Major Couto sobre servir a tão querida pátria amada. Uma honra servir o seu país. Uma honra imensurável. Uma explicação sucinta do que ocorreria nas próximas tres horas (ou mais), depois o tenente-japa (cujo nome me esqueci) médico do exercito foi fazer a explicação do exame e o bla bla bla que todos escutam. Depois um soldadinho metido a besta fico la gritando os nomes pra ir apresentar a ficha do alistamento pra cadastrar ou algo parecido, sei la. Enfim. Depois disso, fomos para uma outra fila, para fazermos o exame.
Mal sentamos na sequencia da senha (eu era o 42, e começava no 30) e o tenente-dentista ja foi colocando todo mundo de pé e falando "Um sorriso... isso... agora abre a boca" e passando uma lanterna na sua cara. Depois que ele fazia isso, tinha que tira a ropa e fica la de cueca, na brisa gélida das 7:30 da manhã. Enquanto isso, um outro soldado ia passando com uma fita medindo a cabeça e a cintura. E perguntando se voce tinha gravado o numero, pra testar sua memória. Genial. Lembro os meus até agora. 57 e 78, respectivamente. Depois o tenente-japa passava vendo o batimento cardiaco, as mãos e o saco. Primeiro os batimentos. Colocava o estetoscópio no peito e ficava olhando sua cara com um ar de "ta ferrado muleque". Depois falava "estende as mãos", e depois "abaixa a cueca até metade do joelho e assopra bem forte no lado da mão". Olhava e mandava se troca. Depois o exame de vista, o de força, media a altura e o peso e pronto.
Eu estava apto a servir o exécito. Fui fazer a "prova". Senti que minha inteligência foi insultada grandemente naquela prova. O primeiro teste foi um tipo de "ligue os pontos" e o segundo foi de marcar as atividades que voce prefere. Eu juro, e se eu estiver mentindo, que caia um meteoro na cabeça da mãe do meu vizinho, a primeira "questão" era pra voce assinalar se voce prefere Desenho Artístico ou Atirar com um Canhão. É mais do que óbvio que eu assinalei atirar com um canhão.
Depois disso eu fui fazer a entrevista, reclamando os diabos, por que eu tinha certeza que eu ia servir. Mas graças a minha faculdade, eu fui dispensado. Depois disso, todos os que estavam dispensados se reuniam na entrada para Jurar À Bandeira. O famoso juramento "Dispensado do serviço militar inicial... bla bla bla". Eu estava la, com o grupo, MAS esperando minha mãe trazer o contrato da faculdade, pois o sargento havia me pedido. Exatamente na hora que a bandeira apareceu pra todos jurarem à ela, eu me retirei para levar ao sargento o contrato. Quando eu volto, todos ja haviam Mentido à Bandeira (por que ninguem hoje em dia é patriota suficiente para morrer pelo país) e eu como um bom não-patriota não estava nem um pouco afim de fazer algo totalmente banal, ridículo e hipócrita, forçado. Não estava afim de jurar à bandeira. E não jurei. Simplesmente peguei o meu papelzinho, entreguei pra mulher e ela carimbou um JUROU À BANDEIRA bem grande no meu papel. Ou seja:
Eu estou dispensado do exercito, e não jurei à bandeira. Eu não vou prestar serviço militar nenhum para a minha pátria, e não fingi ser um patriota jurando proteger esse solo com minha própria vida. Eu fui dispensado do exercito, e não fiz o que o exercito mais preza, que é a demonstração publica de patriotismo. Que para mim, não passa de uma vergonha coletiva.
Minha sorte é que na entrevista não me perguntaram:
"O que voce acha do Exercito?"
Por que minha resposte seria unica e completamente minha:
"Uma festa à fantasia patrocinada pelo salário do meu pai".

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Eu não sou retardado...

Eu não sou retardado. E não vivo numa geração retardada. Eu acabei de ser iluminado, e tal iluminação me revelou a verdade sobre minha geração. Agora tudo faz sentido. Agora, eu sei a razão de tanta violência, de tanto consumo de drogas e de tanta perversão. Simples: nós mesmos. Os padres francisacanos têm a filosofia simples de educar crianças: "Pegue-os novos, e poderá fazer o que quiser com eles". Tão facil e tão funcional. Preste atenção.

Eis minha iluminação:
- Violência: Voce assistia Tom & Jerry quando era criança? Heman? Tundercats? Citaria outros milhões de exmplos, mas quero expor minha tese. Nos perguntamos hoje, o que leva uma pessoa a jogar dois aviões contra dois predios, mas, voce achava super engraçado um rato jogar um piano em cima de um gato. Voce se pergunta por que pessoas atiram nas outras, mas voce gargalhava ao ver um coelho colocar os dedos no cano da espigarda, e o tiro sair pela culatra. Voce acha feio um cara entrar num shopping e matar quinze, mas achava maravilhoso as batalhas do Cavaleiros do Zodíaco. É mais ou menos assim: "Mãe, eu sou o pica-pau, eu vou derrubar esse poste na cabeça do vizinho". Ai, voce sai de casa com uma britadeira, e derruba o poste no carro do vizinho, com ele dentro. Simples.
- Drogas: Não vou entrar em detalhes. Só vou citar alguns exemplos: Smurf: Um bando de gnomos azuis que moram em cogumelos. Ursinhos Carinhosos: ursos coloridos que moram nas nuvens, e tem tatuagens que soltam poder, na barriga. Capitão Planeta: Um cara cinza com cabelo verde, que apareca da união dos anéis magicos. Os Ursinhos Gummi: eles tomavam um suco de frutas e ficavam pulando igual um bando de macacos. Alice no País das Maravilhas: sem comentários. Chapolin Colorado: Pílula de Polegarina. Preciso fala algo mais?
- Perversão e Depravação: Esse é o tópico que voce nunca parou para refletir: voce acha absurdo um menino de 14 anos sair na balada fazendo a "rapa", ou uma menina de 15 anos gravida do 5º filho. Voce acha um absurdo o numero de casos de prostituição infantil, mas repare nas suas brincadeiras de criança: Pega-pega. Duro ou Mole. Dentro e Fora. Preste atenção. Não existe razão pra reclamar. Outra situação: Pedofilia. Zilhões de padres acusados de pedofilia. Mas a profecia sempre existiu. Ou voce nunca falou pra um amiguinho seu "quem chegar por ultimo é a mulher do padre"? Provavelmente, voce falava isso ja na metade do caminho, obrigando o colega a chegar por ultimo. Olha só essa musica que voce cantava (e ainda canta):
"Quero ver voce não chorar, não olhar pra tras, nem se arrepender do que faz. Quero ver o amor crescer, mas se a dor nascer, voce resistir e sorrir. Se voce pode ser assim, tão enorme assim, eu vou crer: que o natal existe, e ninguem é triste, que no mundo há sempre amor... Bom Natal, um Feliz Natal, muito amor e paz pra voce... pra voce". Leia atentamente, e tire suas conclusões.

Não são os tempos que estão mudando. A diferença é que nós crescemos, e as coisas deixaram de ser apenas uma piada, ou uma brincadeira. Agora é tudo a nossa vida. E quando crescermos mais ainda, voltará a ser apenas uma piada. Vai voltar a ser apenas uma brincadeira. Por que morremos exatamente como nascemos: Inocentes, dependentes e usando fraldas.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Planeta terra chamando

Acabou as férias e volta-se a realidade do dia a dia, de acordar as 5:50 da manhã, pegar um ônibus um 'pouquinho' lotado com gente fedendo logo cedo , voltar para casa , dar uma arrumada aqui, estudar ou dormir um pouquinho, e as 6:30 da noite ir pro técnico e chegar em casa as 11 da noite.
Hoje era pra ser exatamente assim, acabando as férias, maaaaaaaas ocorreu algumas mudanças.
Acordei as 5:50, tomei um banho pro primeiro dia de volta as aulas(nao costumo tomar banho de manhã no inverno) e fui de moto com meu irmão, mas ele disse que me deixaria na escola faltando uns 20 ou 30 minutos antes de eu entrar ,pois ele entra as 7 no trampo que é em outra cidade, mas tudo bem só o fato de não pegar ónibus eu espero 30 min o portão abrir. Mas pra minha surpresa ele me disse na hora de sair - é o seguinte, eu não vou poder levar seu capacete, porque eu vou pro trabalho e depois pra facul, não da pra eu levar os dois.
Logo que ele disse isso eu respondi - NÃO, TUDO BEM DA NADA NÃO.
Durante o caminho eu comecei a me imaginar carregando aquele capacete dentro da escola, nas trocas de aula(salas são ambiente graças aos professores preguiçosos que não querem ficar andando) no intervalo,na saída, no ônibus da volta, e fiz o filminho de todos me conhecendo como a 'garota do capacete'.
- Hei sabe a Thami do 3°?
- Huum, acho que não, quem é?
- A garota do capacete
- Atá!!! a garota do capacete, ela chama Thami?
- Chama sim, mas então[...]

Mas como sou muito inteligente eu pedi pra deixar na secretaria e peguei na saída. Logo no primeiro dia o carinha da secretaria já fez cara de quando eu pedi pra deixar lá ,e quando eu fui buscar torceu o nariz novamente, imagine eu pedindo pra fazer isso todos os dias...
Na saída vim com aquele monumento redondo no ónibus, estava vazio então foi bem tranquilo.
A tarde como eu tive muita coisa pra fazer não deu pra dormir, então eu me arrumei pra ir pro curso e fiquei pronta as 5H com a blusa de frio, calça jens, meia e perfume e fui dormir.Falei pra minha mãe acordar eu na hora de ir, as 6:25 ela me chamou e eu entrei no carro sem tenis e fui arrumando o cabelo no caminho.Chegou lá não tinha aula pra minha turma, minha turma começa só na quarta, bando de filho de uma puta que não avisarão.Como eu vou com meu cunhado e a turma dele tinha aula normal eu fui pro carro dormir, que fui interrompida na melhor parte do sono.
Ele ficou com dó de mim e saiu na hora do intervalo, ainda bem porque eu não consegui pegar no sono, e nem pude ligar o radio porque se não depois o carro não pega por causa da bateria.
È ... minha volta as aulas não foram muito felizes...

Postado por Thami

Insanidades...

Hoje eu acordei com uma inspiração desumana e incomum. Eu (como sou um musico eclético) resolvi misturar alguns estilos de musica. Não é incomum. Varios artistas fazem isso. Misturam Funky com Reggae, etc. Mas não do jeito que eu misturei. Eu, com a ajuda do Bnervoso, um cara pouco insano (assim como eu, tambem musico eclético), resolvemos misturar bandas. Misturar musicas de bandas totalmente diferentes. Uma banda boa e uma banda péssima. Como? Simples. Coloquei as duas bandas para tocar simultaneamente. Juntas. E o resultado foi melhor do que o esperado. Eu achava que ia sair uma merda total. Um lixo totalmente inaudível. Mas não. Ficou engraçado. Bizarro. Pois dependendo do trecho da musica, uma banda sobrepõe a outra, misturando os sons, deixando uma musica homogênea. Vou apresentar agora minha lista:

- Marisa Monte e Kreator
- Maria Bethania e Krisium
- Xuxa e Slayer
- Djavan e Divine Heresy
- Toquinho e Brujeria
- Cidade Negra e Kataklysm
- Sorriso Maroto e Dimmu Borgir
- Katinguele e Obituary
- Frank Aguiar e Children of Bodom
- Vanessa da Mata e Korn
- Calypso e Motörhead
- Hanson e Suicide Silence
- Só Pra Contrariar e Halloween
- Latino e Chimaira
- Leonardo e Sepultura
- Chitãozinho & Xororó e Pantera
- KLB e Slipknot
- Backstreet Boys e Mudvayne
- Shakira e Megadeth
- Rouge e Hellyeah
- Roberto Carlos e Lamb Of God
- Mara Maravilha e Otep

PS: as bandas boas vem por ultimo. Sempre.

Enfim, uma mistura bem daquele jeito, com a unica finalidade de provar que eu (e o Bnervoso) somos dois retardados e completos inúteis. Boa tarde.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Frustrações...

Hoje, logo agora de manhã, senti um ódio tão profundo que se tivesse armado, teria descarregado o pente na cabeça de alguem. E logo depois de descarregar o pente, ajoelharia no peito do indivíduo e bateria com a a coronha nos restos da sua cabeça, até não sobrar nada alem de sangue, vestígios de cérebro e cabelo, e uns pedaços de pele aleatórios espalhados pelo chão. Tudo isso por que?
Pelo fato de que o mundo sempre muda para PIOR. Nunca existe um fato (um unico fato) que voce olhe e fale: "AAAH, agora sim!". NÃO, é sempre a mesma frase: "mas que merda isso ai". E o pior de tudo é que
não existe esperança. Quando voce tenta, por algum motivo qualquer, olhar pro mundo e ver esperança em qualquer coisa, SEMPRE vai te um corno maldito pra faze merda e destruir suas esperanças. Tudo isso por causa que eu estava discutindo sobre musica, enquanto tomava café e comia Passatempo.
Eis minha frustração: Essas bandas novas da modinha. Não existe isso cara. Musica deixou de ser musica. Viro comércio. É igual natal, dia das mães, pascoa. É tudo comércio. Não existe mais aquele sentimento de fazer musica com gosto, com raça, com todos os feelings. Não. Virou dinheiro. Hoje, um cara faz música pra ficar famoso, aparecer na Tv e comer umas menina escrota de 10 anos que acha que é mulher. Musica hoje não tem letra. Musica hoje não tem nada. É tudo a mesma merda. Rock pra mim sempre foi AC/DC, Black Sabbath, Led Zeppelin e o diabo a quatro. Hoje, qualquer boçal que pega uma guitarra, liga num Marshall e num pedalzinho de Wah-Wah, e toca um "tcheco dunco tcheco dunco ra ta ta ta ta" toca rock. VÁ PRO INFERNO.
Sertanejo é outro exemplo. Eu sempre tive o conceito de que sertanjo é a musica folclórica do caboclo interiorano que toma café às 5 da manhã e vai cuida das suas vacas, da horta, e fica o resto do dia curtindo a família, a vibe de uma rede, tocando viola. Sertanejo é modão de viola. É aquele que o peão pega o dia do nascimento do primero filho e faz uma letra e música do cacete, só pra conta como o filho dele nasceu. Musica com história de boi, de chuva, de casa de palha, de nego morto com tiro... de fazenda mesmo... no estilo Tonico & Tinoco, Tião Carreiro & Pardinho, Craveiro & Cravinho... o sertanejo de raíz... o ROOTS do negocio. E não esses Popzinho de corno que canta parecendo que ta com diarréia. As letras todas iguais: Ou tomo um chifre, ou levo uma bota, ou ta dando o chifre, ou ta dando a bota. E todas acabam no mesmo lugar: no bar enchendo a cara. CHEGA DE PALHAÇADA.
E o pior são os caras que querem permanecer no topo da lista. Por exemplo: NXZero. Os caras eram EMOs e merecem ir pro inferno. Eram gays la na epóca que Emo tava na moda. Agora que os emos (graças a Deus) foram extintos, o que os caras fizeram? MUDARAM O ESTILO. AAAAAAAAAAHHHHHHH... VA PRA @#$%¨&*#$%¨&*. Morram bando de filhos da rapariga quenga morfética aleijada. Morram. Os caras mudam o estilo pra que? PRA CONTINUA VENDENDO. NÃO SATANAIS, NÃO. Se o cara faz musica Emo por que ele gosta, tudo bem que é uma merda, mas ele faz por que ele gosta. Agora, fica mudando o estilo pra vende? Isso é inadmissível. É repugnante e odioso. E o mais odioso ainda é que tem gente que compra, que escuta E QUE DEFENDE. Isso ta errado. Não pode. É contra a lei da fisíca, da lógica, da matemática, do Buda... sei la. É digno de morte isso. Portanto, se um dia qualquer, um avião, carregado de Napalm, nitroglicerina, TNT ou qualquer outro material explosivo e incendiário, cair num show desses caras (todos os traidores, comerciantes, etc.), eu espero, do fundo do meu coração que os primeiros a morrer, sejam os fãs.

domingo, 25 de julho de 2010

Medo


Com um ano de idade eu acho que meu medo era de minha mãe não me dar a chupeta;
Com 3 meu medo era do escuro ;
Com 5 meu medo era do boneco assassino;
Com 7 de uma mulher velha com a cara toda estourada que eu vi em um filme.
Chupei chupeta até os 7 anos, então esses 4 medos acumularam ,eu não dormia sem minha chupeta, muito menos no escuro com medo do boneco assassino e a velha do filme.
Depois dos 7 parei de chupar chupeta, mas os outros 3 medos continuaram
Com 9 anos meu medo era de crescer peitos, porque eles começaram a dar sinais de que iam se formar;
Com 10 anos meu medo era de que as pessoas soubessem que eu já era 'mocinha';
Com 12 anos meu medo era de não saber beijar quando fosse dar meu primeiro beijo ;
Com 13 anos meu medo era de não ter corpão como as garotas de 15/16 .
E assim foi indo. . .
Hoje com quase 17 não tenho mais medo do : escuro;do boneco assassino(até assisto o filme);da velha do filme;de crescer peitos(agora quero é mais rs);de saberem se sou 'mocinha'(kkkkkkk);de não saber beijar;e de se vou ficar com corpão (bom... me preocupo com isso mas não chega a se considerar medo, kkk).Mas agora descobri um medo pior que todos esses somados juntos, e o nome dele é FUTURO!Meu maior medo é dele, principalmente agora que vou prestar as porra dos vestibulares, e sei que meu Futuro depende do meu desempenho. Mas ai vc me pergunta,o que vc esta fazendo para combater seu medo? estudando?
Não, não to fazendo porra nenhuma, simplesmente estou congelada, não me movi até agora pra ler o conteudo do cursinho que estão dentro do meu guarda-roupa ocupando um bom espaço, acho que o nome disso é DESESPERO!Espero que quando eu tiver 25 anos eu possa falar que meu próximo medo é do casamento, de filhos e tals.Isso também é futuro, mas em uma outra fase!


Postado por Thami!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Devaneios...

Não me pergunte o por que desse post. Apenas escrevi. Minha situação emocional no momento não é das melhores. Muitas idéias, muitos acontecimentos, poucos caminhos, poucas opções, nenhum resultado. Isso me frustra grandemente. Cheguei a chorar ontem. Não tenho vergonha de falar que chorei. Todos choram. Esse negócio de que homem não chora, é mentira. Eu sou homem suficiente pra adimitir que tenho medo, que choro, que erro, que preciso dos meus pais, que uso rosa e que posso pedir informação no transito. Chorei. Não sei o que fazer mais. Não é que não sei o que fazer, mas simplesmente não há mais nada a ser feito.
Toda rosa um dia murcha, o sol sempre se põe no fim do dia. A noite é sempre mais escura antes do amanhecer. Infelizmente, sinto que ainda são tres da manhã, e vai ficar mais escuro ainda. A vida é cruel. Me pergunto se, realmente é pra seguir, tateando às cegas, ou parar até que o dia apareça. Parar não posso, pois não posso impedir de caminhar quem me segue. Seguir não consigo, pois não enxergo o fim da estrada. E a cada dia que se passa, uma vontade de simplesmente não querer continuar. De permanecer deitado até que a vida melhore. Ou que alguem chegue em casa com uma correspondencia dizendo que sou o novo proprietario da Google. Mas não vai acontecer. Vou continuar aqui. Só mais um na multidão. Tentando caminhar às cegas na contra-mão do mundo. Não sozinho. Jamais sozinho. Mas entre a pessoa que me acompanha e a minha pessoa, existe algo. Ou alguem. Ou varios alguens. Ou apenas eu mesmo. Eu sei que ela está la. Eu escuto. Minha alma sente. Mas não posso ver. Até posso, mas é dificil.
No momento me encontro entre o desespero e a melancolia. Mais à beira do desespero. Dói. Vontade de correr e atropelar tudo o que esta na frente não me falta. Falta a força. Não ando mais por mim mesmo. Alguem me empurra. Ou carrega. Ja não sei ao certo. Só sei que nada sei. Ou penso que sei e não sei. Penso. Aquela expressão: Penso, logo existo. Falsa. Penso, logo pensei. Seria mais sensato. Existir é um fato medíocre. Todos nós existimos. Ou isso é Matix, e nada é real? Existir e viver é só uma questão de intensidade. E intensidade não tem sido a expressão mais proxima da minha existencia. Sim, minha existencia. Parei de viver a partir do momento que parei de caminhar.
Mas é só até o dia amanhecer. Tudo volta ao normal. Vou poder caminhar, ver quem me acompanha, olhar nos olhos e dizer: Obrigado. Ou acenar com a cabeça. Ou os dois. Ou dizer as tres palavras mais ditas hoje em dia: Eu te amo. Eu não tenho medo de amar. Amor não é tão diferente do ódio. O problema é que os odiosos odeiam dizendo que amam. E os que não amam dizem que amam para não parecerem estranhos. E os que amam tem medo de declarar, pois ninguem mais sabe se é amor ou deixa de ser. Ninguem mais sabe se é realmente um "eu te amo" do fundo da alma, com o conhecimento de que é o amor; ou se é um "eu te amo" dito como um caloroso "bom dia vizinho, como vai?". Pois nem isso mais sabemos fazer. Odiamos quem nos ama, e amamos quem não nos vê. Nebuloso. Mas logo logo vai amanhecer. E espero que não seja um dia de chuva.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Salve São Paulo...

Pois é, a vida de trabalhador continua infernal ainda. Continuo pegando dois metros e tomando chuva. Mas graças ao bom Deus, hoje é o ultimo dia.
O ULTIMO DIA.
Uma sexta-feira chuvosa e com uma temperatura rasoavel de 13 graus. São 11:10 da manhã e parece que são 6 da tarde. É incrivel como São Paulo é depressivo. Todo mundo sozinho. Um silencio mórbido na lotação do metro. Na rua, se escuta apenas os carros. Todos os paulistanos presos em sua liberdade. Fétido. Cinza. Muito cinza. A maior cidade do país, totalmente morta. Mas eu gosto daqui. Friedrich Nietzsche disse certa vez: "Odeio quem me rouba a solidão, sem em troca me dar verdadeira companhia". É satisfatório saber que cada paulistano respeita a solidão reciproca de seus semelhantes.
Mas ao mesmo tempo é frustrante ver que todos estão confortaveis em sua solidão. Que é aconchegante ficar só em si mesmo, o que nos faz pensar em desconfiança descontrolada. Quase uma sindrome do panico. Uma fobia de se aproximar de outro ser humano. Uma fobia de se aproximar, ou um desprezo por quem se aproxima. Isso me deixa envergonhado da minha raça. Raça Humana. Mas tudo bem. Ja estamos acostumados com isso, que nem pensamos mais. Mas eu parei pra pensar nisso ontem, depois do curso, quando fui almoçar na Estação da Luz.
O marco do centro de São Paulo. A Estação da Luz, com saída para a Pinacoteca do Estado, o Jardim da Luz e fazendo fundos à antiga Estação Júlio Prestes, a atual Sala São Paulo, a maior e melhor sala de concertos do país, sede da OSESP (Orquestra Sinfonica do Estado de São Paulo) e prédio da Secretaria da Cultura. O primo rico de São Paulo, abriga o primo pobre. Mendigos, catadores de lixo, malabaristas do sinal vermelho, os pequenos desfavorecidos pelo sistema, (como diria Cazuza) "sementes mal plantadas, que ja nascem com cara de abortadas", que infestam as propriedades da estação e seus arredores. E todos, absolutamente todos, sozinhos. Cada um por si, Deus por todos. Absolutamente ninguem com eles, por eles ou para eles. Regra unica de sobrevivencia na grande capital: Olho por olho, dente por dente. Sobreviva e nada mais.
Não estou criticando ninguem, pois eu mesmo não olhei por eles. Eles mesmos não olham por eles. Hoje em dia todo mundo entrou na regra. Não existe mais a verdadeira filantropia. Não existe a verdadeira caridade. Aquela que sai da alma, aquela que não importa pra quem seja, eu quero fazer. Não, não existe. Uns fazem por dó da situação, outros por que se sentem bem em ajudar. Mas nunca pela pessoa a ser ajudada. Sempre são sentimentos pessoais que estimulam a nova filantropia. Não existe mais amor nas ações. Deplorável a situação. A verdade dói, mas a verdade seja dita: Deixamos de ser racionais, para sermos pessoais. Propriedades particulares improdutivas de nós mesmos. Escravos do nosso querer. Infelizmente é assim, e a tendencia é ficar pior.
Mas graças a Deus, hoje é o ultimo dia. Talvez hoje a noite, depois que eu chegar em casa e tomar um banho, eu pare de pensar nessas coisas. Talvez eu volte a andar na linha. Caminhando junto com todos os outros seres que se julgam iguais a mim, e me tratam como algo que não sou eu. Talvez eu pare de pensar em mudar o mundo com palavras e comece a me auto-censurar e me conforme com a situação da humanidade, enquanto tomo meu bom café, sentado na minha poltrona, assistindo novela, de havaianas, totalmente alienado, na minha Zona de Conforto.
Talvez sim... talvez não...

God Bless São Paulo

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Uma cantada bôa

Nós mulheres dizemos que não existe cantada boa, e sim um bom papo e aquele blablabla de sempre.Eu também achava isso até receber uma cantada que me tirou o fôlego!
Bom... aqui vai meu relato sobre a boa cantada que recebi.
Sábado a noite, baladinha com boa musica pra desenferrujar o corpo, uma bebidinha pra dar uma animada no fígado e fumaça de balada pra aquecer os pulmões.
Estava tudo indo muito bem quando resolvi ir até o barzinho pegar uma 'aguinha'. Após pegar a 'agua' fui ao banheiro(ao invés de ter ido antes, mas vai entender, tive que fazer mala bares com o copo), saindo do banheiro um cara parou na minha frente e lá ficou, (até que bem bonitinho)olhei pra ele com uma cara tipo - ¬¬'
ele disse - oi
eu : - oi, posso passar?
ele : - mas é claro
E deu espaço de passagem, quando fui passar ele pegou no meu braço e disse - vc não falou seu nome
eu : - meu nome é thami
ele : - thami
eu : - isso
ele : - thami, se vc fosse um peido eu nunca iria te soltar
Naquela hora senti meu coração bater, parecia que aquela musica alta e agitada estava longe, muito longe, senti o sangue passar nas veias, o corpo quente,
e disse - Meu Deus! e comecei a rir, sem parar
ele : - é sério thami
depois disso conversamos durante uma meia hora ou mais.Sinceramente só não beijei ele ou não deixei ele me beijar por alguns motivos pessoais, mas aquele merecia um beijo.

Postado por Thami

terça-feira, 13 de julho de 2010

A saga continua...

Postei ontem a tarde sobre o curso de sampa. Claro que estava uma maravilha, MAS não acabou por ali. Disse que ia almoçar no McDonald's, mas não fui. Andamos por algumas quadras até chegarmos em um shopping que eu não tenho idéia de qual seja o nome. Mas como não podia faltar a gafe do dia, Joana (pseudonimo, para manter o anonimato) pergunta para o guardinha que tava puxando um ronco nervoso na guarita: "Seu guarda, onde tem um McDonald's aqui por perto?". O guarda, com toda sua boa vontade, aponta o shopping logo atras de nós. Dois caipiras na capital que não sabem diferenciar um shopping de um bordel. Joinha pra nós. Enfim, almoçamos no Spoleto (melhor casa de massas em que eu ja comi) e fomos em direção ao maior acumulo de gente feia de São Paulo (depois da Liberdade, é claro): PRAÇA DA SÉ.
Tinhamos que entregar a cópia de um agravo, e protocolar outra copia la no Tribunal. Protocolar ou protocolizar? Qual o termo correto? QUAL? HEIN?? Os dois. Ambas as formas estão corretas e escritas formalmente no nosso querido Dicionário Aurélio. Bem, eu não sei se as duas estão realmente escritas, mas não importa. Ambas estão certas. Portanto....
Descemos na Estação da Sé (com acesso a Linha 3 - Vermelha) e fomos ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Um prédio antigo, bonito, bem arquitetonico, num estilo meio greco-romano-anglo-saxonico-hispano-franco-luso-latino-afro-germano-nipo-brasileiro (mentira). Meu Deus do céu. Muita gente feia. Melhor ver briga de galo com foice do que aquilo. Mas depois de dar tres voltas no tribunal, a gente acostuma. Depois de deixar tudo na sala de Protocolos que não era a sala de protocolos, (e de ver um tiozão tomando banho no chafariz) (mentira de novo), voltamos pra casa. E tivemos que trabalhar. Por meia mísera hora.
Bom né? Pode falar. Adoro meu trabalho. Adoro tanto que (ja diria Jeremias) matava mil.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Tudo pode ficar pior...

Sim. Tudo pode ficar pior. Faz tempo que não escrevo nada. Mas tambem... trabalhando igual um camelo. É exatamente meio-dia e dez, me encontro na Avenida Paulista, São Paulo, na altura da Av. Brigadeiro Luis Antonio, fazendo um curso. Não me pergunte por que, pois nem eu sei. Do que é? De um programa do escritório. Não me tem serventia nenhuma, mas... patrão é patrão. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.
Depois que eu cheguei de viagem, fui me familiarizando novamente com o Brasil. Jogos da Copa em barzinhos, cheios de gente fazendo barulho. Ultrapassagens alucinadas, entradas violentas, passar o farol vermelho, buzina, xingos, gritos, motos rasgando pela direita, caminhões, gente atravessando fora da faixa, vededor de bala de farol, malabarista de farol, vendedor de frutas de farol, vendedor de limpador de para-brisas de farol, vendedor de celular de farol. Enfim. São Paulo.
Acordei as cinco da manhã pra pegar o busão pra Saõ Paulo. Acompanhado pela moça que trabalha comigo. Ela nunca andou de metro. Não tinha idéia nenhuma de como é o metro em sampa. Claro, eu trouxe a filmadora. Quando o metro tava chegando, senti o impulso de mandar ela faze sinal pra ele parar, mas me controlei. Coitada. Não ia ser legal. Enfim. Estação do Tiete (agora chamado de Portuguesa), baldeação no Paraíso, desce na Brigadeiro, anda duas quadras e pronto.
Estou sentado ouvindo uma mulher falar coisas que não entendo, não faço a menor ideia do que ela esta falando, e tudo isso me faz lembrar de cachorro quente. E ela acabou de me entregar uma pesquisa, que normalmente seria feita no fim do curso, e não no primeiro dia. A lógica disso, não entendi. Tenho sono e tenho fome. E to com gosto ruim na boca, por causa do café servido aqui. Mais agua do que pó de café. Pra economizar logico. Pobre é uma desgraça. Economiza no pó do café, pra poder fazer mais. Certeza que amanha, vai ser o mesmo café de hoje, requentado no microondas (sm hifem agora). OH MEU DEUS... quando é que eu vou ficar rico?
Graças a Jah, acabou. Vou almoçar no McDonald's (¬¬). Grato pela atenção.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

...

Ontem as 4 tarde eu entrei no meu quarto e encontrei isso...



Peguei a camera rapidinho tirei a foto e disse - Pooooolly sua folgada!!

Então aconteceu isso...




Estou até agora me perguntando como ela conseguio se cobrir, a não ser que ela veio por debaixo do edredom! e antes que vc pense (se é que já não pensou) - nossa mas a cama desarrumada as 4 tarde !!!
Mas é o seguinte, pra que arrumar a cama se vai dormir a noite de novo? não faz sentido, é uma arrumação em vão. Eu apenas deixo o lençol esticadinho, arrumo o travesseiro e deixo o edredon meio arrumado em cima me esperando para a noite,( mas não foi o que aconteceu ontem porque eu estava ocupada e tals) e por falar nisso já deu sono...

ps: TE AMO POLLY POCKT DA SADIA

Postado por Thami