segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Tragicas descobertas no Recife

No final de Novembro de 2010 fiz uma viagem pra Porto Seguro - BA com minha prima Sâmia, e lá conhecemos a Mel do RJ assim que chegamos no City toor, e estávamos no mesmo Hotel.
A Mel ficou conosco a viagem toda, parecia que nos conhecíamos a anos.
Bom... em um dos nossos passeio, resolvemos ir pra Recife de fora em uma Quinta-feira de céu limpo e um sol até que agradavél.

Fechamos o passeio em uma agência de nossa preferência na quarta a noite e acordamos cedo na quinta para arrumar as coisas.
O passeio era incluso Translado de barco, e mergulho com snork nos recifes de corais, tinha também o mergulho com oxigenio, mas optamos pelo de snork mesmo.
Tinha que alugar um par de crocs e o snork, mas a Mel tinha levado dois Snorks, e eu minha crocs, então alugamos apenas dois pares de crocs e um snork.
Fomos pro local de onde o barco iria sair as 10H da manhã se não me engano, nos acomodamos na parte da frente do barco e ficamos nos sentindo no Titanic.



Foi aproximadamente 1H de barco até chegarmos nos Recifes naturais, enquanto isso íamos conversando com um dos guias e curtindo a paisagem.


Chegamos no tão esperado Recifes Naturais, não pudemos descer com as câmeras, mas tinha um cara lá que estava tirando fotos.
Do barco passamos pra um bote que foi até mais próximos do recife, descemos em uns corais meeega escorregadios onde a agua chegava na canela, e ai entendemos o porque das Crocs.
Eu a Sâmia e a Mel demos as mãos e tentávamos nos equilibrar naqueles sabão que são os corais, até começar a entrar na água que dava aproximadamente um palmo acima da cintura. O instrutor nos levou mais pro meio, colocamos os snorks (Como aquilo deixa agente feio).


(Eu LINDA e Mel)
E começamos a curtir o fundo do mar e os lindos peixinhos. (Mel e Eu)

(Eu parecendo o capeta em pessoa)

O instrutor disse que podíamos ir só até onde estava demarcado.Era uma área bem grande, mais ou menos como um campo de futebol, e disse que se fossemos um pouco mais pra lá, onde tinha menos pessoas, podíamos ver tartaruga marinha e outros tipos de peixes, porque lá onde estávamos tinha muita gente que assustam eles.
Pois bem, fui 'um pouco mais pra lá' como ele disse, por cima da agua, olhando o fundo do mar e respirando com o snork. E vi, EU VI uma tartaruga marinha, ENOOOOOOOOORME, ela estava um pouco longe e pra baixo de mim, então pensei - Vou mergulhar e passar a mão nela.
E como pensei fiz, mergulhei e esqueci que o Snork tem apenas 30 CM. Como devem esperar, respirei agua. Começou a entrar agua no Snork, então eu fui ficar em pé pra tira-lo, mas quando fiquei em pé, simplesmente NÃO DAVA PÉ. E eu estava longe das outras pessoas.
Nadar? Bom... eu até me viro em uma piscina sem um snork cheio de agua.
Me desesperei, comecei a me bater e a crocs saio do meu pé, mas eu nem liguei pra croscs, que se dane a croscs, eu só queria respirar.
No sobe e desce na agua, vi que tinha duas pessoas vindo próximo de mim, um cara me pegou e me levou pra onde dava pé.
Enquanto eu retomava o fôlego um imbecil grita - TUBARÃO, TEM FILHOTE DE TUBARÃOOOO
Acho que fiquei da cor de um papel, mas rapidamente o instrutor disse - Não, aqui não tem tubarão, é só um cação.
Ufaaaaaaaa! era só o que faltava.
Depois soube que a Sâmia minha prima também se afogou, no mesmo momento que eu, e fomos as mais famosas no barco na hora de voltar.
As pessoas perguntavam - Foi vocês que se aforagaram?

E minhas descobertas no Recife foram :
- Cação não é filhote de tubarão
- Os intrutores não avisa que 'um pouco mais pra lá' pode ter de 5 a 10 metros de profundidade
- Os corais cortão o pé
- Aprender a usar Snork antes do mergulho é fundamental
- Saber nadar é fundamental
- E quando vc está afogando, vc não se importa em perder seu calçado novo

PS : Nessa foto estavamos voltando como se nada tivesse acontecido


(Mel, Sâmia, Eu)

Postado por Thami

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Leve engano

Toda vez que saiu, pra alguma balada, barzinho ou qualquer festa em que bebo, costumo ficar alegre, bem ligada e me sentindo mais inteligente, capaz de aprender melhor , talvez por a bebida desinibir um pouco. OBS : Beber uma quantidade moderada pra ficar alegre, e não encher a cara de cair e ficar rindo a tôa.
Pois bem, toda vez que chego na aula me bate um tremendo sono, e minha bateria se esgota a partir do momento em que entro na sala, e o grau de concentração vai lá em baixo, ainda mais quando a aula é extremamente chata.
Então pensei 'Quem sabe se eu beber um pouco antes da aula eu fico ligada e capaz de captar melhor o conteúdo?'
E foi isso que fiz ontem, Segunda - feira, antes de ir pro técnico a noite.
Eu entro as 19H, saio de casa umas 18:20/30, por aí, então comecei a beber as 17:30 aproximadamente. Tomei meio copo de vinho, uma latinha de cerveja bem gelada, pois estava bem calor, depois mais meio copo de vinho, e mais um pouquinho e mais uma latinha de cerveja.
De estômago vazio, pronto, já estava um pouco alegre. E lá fui eu pra aula, mas claro que antes peguei um trident pra disfarçar o hálito de álcool.

Cheguei a conclusão que o efeito de sentir mais inteligente, e ligada só funciona em um local onde tem musica, amigos e etc. Pois agora vou relatar o que me ocorreu durante a aula.

'Entrei na escola, estava sã é claro, fui pra sala de aula e tropecei no negocinho perto da porta, mas isso acontece com quase todo mundo. Falei oi pro pessoal e sentei na minha mesa, e logo após o professor de TI entrou na sala e disse - Vamos pro laboratório de informática na sala 11.
Levantei e fui seguindo o pessoal, e peguei o computador no final da sala.
Liguei o computador, entrei no facebook enquanto o professor explicava alguma coisa, e foi batendo uma pequena sonolência.
Ele mandou o material da aula no e-mail da sala, e passou a nova senha na lousa.
Senha difícil pra caramba, digitei 3 vezes pra poder entrar, estava ruim de ver as teclas, tinha letra, numero e siglas do tipo #$¨&@. Não sei pra que tudo isso em uma senha --'.
Eu abri o e-mail, e deletei, como sempre faço em casa.
Passado uns dois minutos um aluna diz sei lá o que e o professor diz - È sempre tem um pra estragar a aula, alguem deletou o e-mail. Vou mandar de novo, mas se isso acontecer novamente vou tomar providências, porque isso é uma falta de respeito com os colegas e infantilidade.
Nisso eu estava morrendo de rir, até mole de rir. Acho que ele não me vio, e se vio não disse nada.
Dormi os 10 últimos minutos da aula, e depois comi no intervalo. Nas outras aulas eu já estava bem normal :D'


Postado por Thami

Sad... but True...


Todo mundo na vida ja fez burrada, ja passou por situações constrangedoras e ja teve seus vícios. E como homem é um ser racional em 80% das vezes, vim mostrar pra voces algumas coisas que todos os homens (pelo menos os da minha idade) ja fizeram.

- Mijar no muro.
- Mijar no poste.
- Mijar na placa.
- Mijar fora do vaso.
- Fingir que o pinto é a nave do Space Impact enquanto mija no mictório.
- Ver qual naftalina pula mais alto enquanto mija no mictório.
- Cuspir.
- Cuspir no copo pra ninguem mais tomar.
- Catarrar.
- Competição de quem catarra mais longe.
- Coçar o saco em publico.
- Coçar a bunda em publico.
- Cheirar o proprio sovaco pra saber se esta com "CC", em publico.
- Empinar pipa.
- Empinar pipa [2].
- Trocar pornografia.
- Comprar pornografia.
- Ficar acordado até as 2 da manhã na sexta a noite só pra assistir CineBand Privè.
- Ter fantasias com a mãe de algum amigo.
- Ter fantasias com alguma professora.
- Ter fantasia sobre um menage.
- Procurar pornografia sobre menage.
- Falar sobre fantasias/pornografia/mulher/futebol enquanto faz qualquer coisa.
- Pensar em sexo a cada 2 minutos.
- Repudiar um gay.
- Sentir nojo de uma pessoa quando descobre que é gay.
- Não sentir nojo de uma pessoa quando descobre que é lesbica.
- Não reparar no cabelo da esposa/noiva/namorada/ficante/professora/mãe/qualquer mulher quando ela vai ao salão.
- Não repara na roupa que usa.
- Só repara na roupa da esposa/noiva/namorada/ficante/professoa/menina da rua quando é curta demais.
- Não repara nas unhas (tanto dela quanto dele).
- Piorar uma TPM.
- Não reparar em nada enquanto assiste futebol.
- Não querer trabalhar.
- Não querer estudar.
- Querer processar a escola, ganhar 1 milhão e parar de fazer tudo, menos sexo.
- Querer fazer sexo com 80% das atrizes de hollywood.
- Querer fazer sexo com 100% das atrizes da Brazzers.
- Ficar bebado.
- Cuidar de bebado.
- Falar merda bebado.
- Fazer merda bebado.
- Ter aminésia aos sabados.
- Ter ressaca aos sabados.
- Acordar em lugares desconhecidos aos sabados.
- Acordar ao lado de pessoas desconhecidas aos sabados.
- Ouvir merda do chefe na segunda, por alguma coisa que voce fez na sexta.
- Odiar segundas-feiras.
- Amar sextas-feiras.
- Sentir tédio profundo às quartas-feiras.
- Sentir decepção profunda domingo à noite.
- Rir absurdamente da desgraça dos outros.
- Não ser nem um pouco cavalheiro.
- Pensar (escrever) essas coisas sem nem um pouco de pudor.

Ficaria eternamente escrevendo isso, mas infelizmente eu tenho que deixar o ócio e trabalhar.
Ódio.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

OH SHIT!


Estava meditando sobre o nome do blog. "Oh Shit!" é uma expressão semelhante a ou "Puta que la merda" ou "Cacete". Uma expressão mais moderna para se comparar seria: "FFFUUU". Enfim, estava meditando nas situações em que passamos e dizemos com o fundo da alma: OH SHIT!

No transito:
- Hahahahaha... presta atenção na pista ae...
- Hahaha... to prestando mano...
- Beleza... termina de conta o bagulho ai...
- Então, a gente tava saindo do restau... (capivara entra na pista) OH SHIT!

***

- Cuidado crianças na hora de descer hein... olha pra ve se não vem carro...
- Ta bom pai...
(Garoto olha pela janela abre a porta)
(Pai olha o menino descendo e ve um motoqueiro)
- OH SHIT!

No mercado:
- Menino, pára de corre com esse carrinho...
- Eu não to correndo mãe...
- To mandando parar... se voce vira esse carinho voce vai leva uma surra...
- AAAi... ta bom...
(Conitnua correndo)
(O carrinho faz a curva muito rapido, perde o controle, começa a capotar)
- OH SHIT!
(Ve a mãe furiosa caminhando em sua direção)
- OH SHIT!²

***

- Mãe, posso pegar os ovos?
- Pode... mas cuidado pra não derru... OH SHIT!

***

- CPF na nota?
- Sim...
(Imposto de renda)
- OH SHIT!

Em casa:
(Pai entra no quarto do filho)
- E aí filhão... vamo joga videoga... OH SHIT!

***

- Mãe... posso te ajudar a cozinhar?
- Pode...
- Que é isso?
- É a panela do feijão... não abre senão... OH SHIT!

***

- Vamo frita batata?
- Bora la...
(Oleo pega fogo)
- OH SHIT! Faz o que agora?
- Sei la... taca água...
(Joga um copo d'água)
- OH SHIT!²

***

- Mi, vai faze arroz...
- Ta bom... (¬¬')
(Depois de 20 minutos)
- Tamires... que cheiro é esse de queimado?
(Vai na cozinha ver o arroz)
-VOCE NÃO POS ÁGUA NO ARROZ???
- OH SHIT!

***

- Mãe... vo faze um bolo pro Thiago...
- Gente... Graziele vai fazer bolo...
- OH SHIT!



OBS: Todas essas são situações verídicas vividas por mim ou por amigos meus.
OBS²: Agora, Tamires ja sabe que tem que por água no arroz.
OBS³: O bolo da minha namorada ficou gostoso... apesar de todo mundo fica zuando ela. Pelo menos bolo ela sabe fazer.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Cicatrizes...

Existe um velho ditado que diz: "Quem bate se esquece em quem bateu, mas quem apanha se lembra de quem apanhou". É uma verdade, mas não se aplica a todos. À mim, por exemplo, não se aplica. Em partes talvez. É involuntario. Não são coisas que nos lembramos, por que queremos nos lembrar. São memórias, muitas vezes mortas e apodrecidas, que se deturpam e pioram cada dia mais, que simplesmente vem à mente e nos assustam, ou nos enxem de ódio e rancor, que nos amargam. São repentinas e medonhas, inescrupulosas e sádicas. É como se olhasse para meu corpo nu ao espelho e visse minha pele repleta de cicatrizes e me viesse à mente a história de cada uma.
Como se cada pedaço do meu corpo tivesse uma marca inapagável de quem um dia eu fui, e de quem um dia me odiou. Tenho gravado na mente, como se na própria pele, as marcas do ódio de muitos que comigo conviveram. Sinto nos ossos a dor de cada pedrada, de cada chicotada, de cada soco. Sinto arder na minha carne as palavras. Mas toda a dor, toda memória, toda raiva e ódio que cresce em mim, só serve pra me deixar mais forte. Me da apoio para levantar e seguir em frente. Não me abate saber que me odeiam. Me fortalece.
Mas o ditado diz que quem bate nunca se lembra em quem bateu. Mas eu me lembro. Não sei por que, mas sinto peso em minhas mãos. Sinto sangue escorrendo delas. Não sei explicar o porque, só sei que me sinto culpado pelas pedras que atirei, pelas chicotadas que ja dei. Pelas minhas palavras. Acho que é natural do ser humano se sentir culpado por algumas perdas, ou por atitudes, mas não carregar um jugo eternamente. Creio que isso me acorrenta à realidade de que todos somos falhos e eu mais ainda. De que eu não sou normal. Creio que vejo em minhas feridas, as feridas dos outros, e sinto em mim a dor dos outros. De que o mundo gira em um sentido e eu corro no sentido contrario, fugindo de tudo isso. Creio que por ser desse jeito, sinto mais do que os outros, carrego mais que os outros, sou mais forte que os outros. Por causa disso, eu consigo fazer das minhas cicatrizes a minha força, e das cicatrizes alheias, as minhas chagas.
Acho que o fato de ter causado dor há tempos, me faz sentir dores triplicadas hoje. Por um lado é bom. Sinto-me forte, experiente e inabalado. Por outro lado, tenho insonia. Insonia por medo de passar por tudo de novo, insonia por ver todo dia as mesmas imagens antes de dormir. Imagens de quem eu realmente sou: fruto de dores.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Um Dia...

Um dia quente. Não exaustivamente quente. Mas faz sol. Digamos, um dia agradavel. A brisa fresca diminuia a sensação térmica e refrescava o ambiente. Nenhuma nuvem sequer. As árvores, com suas majestosas folhas novamente verdes após o inverno, remexiam-se ao som das aguas mansas do lago. Uma nevoa fria e branca pairava sobre as aguas, e tornava-se cada vez mais densa ao se aproximar das montanhas ao horizonte. O vale era belo. Durante o inverno, morto, mas assim que a primavera chegava, tornava-se um paraíso. Ao longe, as pastagens antes secas e amarelas, davam lugar ao capim alto novo que dançava com o vento. Passaros cantam.
A casa era a uns 50 metros da beira do lago. Uma baixada de cascalhos separava a porta dos fundos do lago. Uma casa grande, branca, de madeira. Grandes janelas em todos os lados da casa. Um ninho campestre. Vazia. Não completamente, mas vazia. A casa parece morta, semelhante ao inverno. Mora um senhor ali. Há 25 anos ele mora la. Todos os dias sua rotina é acordar cedo, preparar o café, comer com sua esposa à mesa, sair, cuidar da grama, enquanto sua mulher cuida das roseiras, voltar para sua varanda e apreciar a perfeição do vale em sua cadeira de balanço. Almoçar e ir na cidade com a mulher. Mas havia uma semana aproximadamente que sua rotina fora quebrada. Não tinha mais mulher para cuidar das roseiras. Nem para acompanha-lo durante o café, ou durante sua ida à cidade. Não havia mais o motivo para apreciar a perfeição do vale, pois ela tinha morrido.
Agora, a casa está naufragada num vazio profundo, como se perdida numa neblina. Mas hoje é um dia diferente. O sol brilha mais forte nessa quase tarde de primavera. É quase meio dia e a casa permanece estatica. Nem um movimento sequer. Mas hoje é um dia diferente. Não há mais solidão na casa. Não existe mais o peso da exclusão. A partir de hoje o vale volta a ser perfeito. Volta a ser o paraíso das manhãs primaveris. Exatamente como era antes, exceto pelo pobre velho que, agora, com a brisa balança com seu pescoço destroncado sob a magnifica copa do carvalho velho plantado ao lado da casa. Tudo exatamente como era pra ser: Uma bela tarde de primavera.






Não faz sentido, nem é agradável escrever sobre suicídio quando se tem tudo para uma história feliz. O que não faz mais sentido ainda é saber que realmente acontece.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Minha Inspiração... Se Foi...


Não consigo mais escrever. Depois de tempos sem escrever algo que realmente me fizesse sentir vivo, util, ou capacitado pra escrever, simplesmente não consigo mais compartilhar nada de novo, nenhuma opinião nova, nada. Sinto que ultimamente não tenho tido experiencias suficientemente boas para desenvolver uma narrativa. Experiencias nem com outros, nem comigo mesmo. Não consegui gerar nem sequer um novo ponto de vista sobre qualquer coisa. Nada tem me afetado. Nem as festas, nem o chegar do novo ano. Nem os meus novos projetos, nem os novos projetos dos outros. Nada tem me despertado animo, nem me criado supresa ou sentimento de ansiedade. Simplesmente tenho sono. Tenho visto o passado, os meus textos, as minhas experiencias como um album em sépia. Como um filme em stop motion em terceira pessoa na qual o protagonista sou eu.
Vejo minha vida atual em escala de cinza. Um preto e branco insosso. Uma tentativa frustrada de um Cult à lá Charles Chaplin. Uma vida de revoluções mentais mortas, e palavras engolidas. De um tédio monstruoso e desanimo profundo. Sinto que meu corpo é resistente o suficiente para aguentar tudo isso e mais um pouco, sem ceder, sem vacilar, tropeçar ou tremer. Sinto que minha alma esta cheia de sentimentos, suficientes para não me fazer chorar, e me fazer assistir e rir de tudo como uma Fabula de Esopo com final previsível e moralista da qual eu não faço parte. Sinto meu espírito confortavelmente sentado em sua poltrona, conformado com a situação, enquanto meu ego é massageado por involuntarias lembranças. E minha tríade permanece estática enquanto meu mundo gira em torno de mim mesmo, morto e engaiolado.
Nada de novo. Nada de surpreendente. Nada da qual sinta vontade de expressar. Sinto-me preso em mim mesmo, escravo da minha morbidez. Sedentario em minhas visões turvas e sem nexo, na qual vago permanentemente em busca de mim mesmo. Em busca de algo novo. Em busca de uma inspiração pra voltar a escrever.
Acho que nesse vazio todo, acabei de encontrar algo. Não sei de que serve, não sei o que é. Acho que minha inspiração do momento é o vazio que me cerca. Nós somos a nossa própria inspiração. Nós somos nosso próprio destino. Nós somos nosso caminho, nosso texto e nossas surpresas. Nós nos fazemos novos a cada manhã. Só depende de nós. Eis que achei então meu problema: Minha morte não esta na falta de experiencia, e sim na falta de busca por tais experiencias.
Não preciso de inspiração pra escrever. Não preciso que aconteça algo novo pra escrever. Eu sou o que escrevo, eu sou o que vivo, eu sou o que sou, independente de quem, onde, como, quando, por que e todas as outras interrogações possíveis. Ninguem sabe o que sou. Nem mesmo eu sei. Por isso continuarei vagando e divagando em busca de mim mesmo, no meu mundo cinza e insípido, ou no meu desconhecido novo mundo, diferente de tudo que ja vi e ja tive.
Tenho uma leve impressão de que voltei a escrever.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Dia escuro


Ontem foi um belo Sábado pela manhã. O dia estava claro, algumas nuvens que deixava o céu ainda mais bonito. A tarde as nuvens brancas começaram a ficar cinzas, e então começou a chuva e o dia ficou escuro.

Fiquei olhando a chuva pela janela do quarto, e viajando em minha vasta fonte de imaginação.

Aquela tarde escura em que nada faz o mínimo sentido, em que vc quer matar o tempo, enquanto ele te mata silenciosamente. E de repente, evaporamos, antes mesmo da chuva terminar...

Cheguei a conclusão que a loucura não é uma ruína, mas sim um beneficio da imaginação. Ai depende muito do ângulo que vc realmente a vê.

Naquele momento de total observação me achei 'crazy', talvez por pensar nisso sem algum motivo especifico, ou talvez especifico até demais...

Dias escuros, dias escuros...


Postado por Thami.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Trabalhar = Fome , fome , fome

São exatamente 01:48 da matina de uma quarta-feira, meu primeiro post do ano, e eu acabei de grelhar um filé de frango na churrasqueirinha eletrica e esquentar o arroz da janta.
Caracaaaaaaa que fome. Mas bem... não é sobre isso meu post.
Já começo a sentir o peso do ano de 2011, pois estava até minutos atrás procurando emprego. Terminei o ensino médio, logo mais concluo o técnico e lá se foi minha boa vida de apenas estudar. Agora vai ser trabalhar e estudar, essa é minha meta pra esse ano, mas agora só preciso de um ... emprego.
Fiz meu currículo, sem muito o que colocar nele mas ta feitinho, enviei pra váaaaaarias empresas e agora é esperar o telefone tocar...
Acho que estou fazendo isso a mais de 2 horas aqui no computador procurando vagas pra empregos, é uma proposta pior que a outra pra estagio, meu Deus, da até vontade de fazer mala bares no sinal, porque até isso deve ganhar melhor que esses salarinhos que eles propõe.
Quase chorei aqui... mas vou guardar minhas lágrimas caso ninguém me retorne marcando uma mera entrevista pra ganhar a bostinha de um salarinho.
E a minha conclusão foi : Se procurar emprego me fez jantar pela segunda vez a 1 e poco da manhã, IMAGINE TRABALHAR!!!
Vou ter que ganhar pelo menos pra pagar uma academia.

Ps : Se alguém tiver alguma proposta de emprego, favor entrar em contato comigo. Atenciosamente Thami Menas.
Ps2 : Estou sem criatividade pro Titulo do post

Postado por Thami

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo...


Da mesma forma que o Natal, Ano Novo pra mim é tudo hipocrisia. Tudo ridículo. Festa, churrascada, bla bla bla. Ano que vem vai ser igualzinho. Vai volta a trabalhar, a estudar, a ser vagal, a fazer as mesmas merdas que fazia esse ano. Tudo hipocrisia. MAS...
Feliz Ano Novo (¬¬')

sábado, 25 de dezembro de 2010

Feliz Natal...


Eu não sei por que eu estou escrevendo isso. Não gosto de Natal. É muita hipocrisia. Mas eu vejo hipocrisia em tudo mesmo, entao, eu vou tentar ser um pouco mais normal esse ano. Feliz Natal pra voces. Acho que ta bom ne? Sem esse negocio de muita paz, felicidade, e todas as coisas maravilhosas do mundo, até mesmo porque o mundo não tem coisas maravilhosas. Enfim. Ja desejei feliz natal, então agora eu posso ir comer. No ano novo eu volto pra desejar um ano próspero àqueles que merecem, e desejar a morte àqueles que tambem merecem. Enfim. Se nada acontecer até la pra me fazer escrever de novo, bom natal e até 31/12/2010.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Presentes


Segunda - feira (20) fui ao shopping com a minha mãe comprar os presentes de Natal.
Foram 15 minutos pra conseguir ENTRAR no shopping, aquilo estava um inferno infernado, mas bem... não é sobre isso o meu post, é sobre uma lembrança da minha infância sobre os presentes.
Aqui vou relatar minha grande decepção com presentes na infância, tanto de natal, como de aniversário e tudo mais...

Eu assistia aquele programa matutino Bom dia e Cia., do SBT, apresentado pela Eliana (ah que saudades...), e depois pela Jaqueline (sempre preferi a Eliana, adorava o Melocotom *-*).
Nos intervalos do programa, as propaganda eram só sobre brinquedos. Uma de brinquedo para meninas e outra de brinquedos para meninos.
Acho que hoje em dia é assim também, não sei porque quando to em casa nessa horário provavelmente vou estar dormindo...
Mas por fim... era propaganda de boneca que fazia xixi,falava não sei quantas frases, Barbie médica, professora, aeromoça, e blábláblá, e os de meninos, Max Steel, carros de controle remoto, avião, skate, aquelas pistas que coloca o carro e tem um tubarão querendo pegar, por fim, variados brinquedos que enchem os olhos das crianças.
E meu sonho sempre era de ganhar um carro de controle remoto e aquele posto do Gugu, que lava os carrinhos, depois um negocio gira pra secar e o tal, e do tubarão que pegava os carros...
Me lembro de apenas fazer um comentário com meu pai - Nossa olha que legal esse carro de controle remoto
Pai : - Isso é brinquedo de menino
Fim da conversa.

Todo natal, aniversário, dia das crianças e outros eventos para ganhar presente, minha mãe me dava aquela caixa embrulhada e eu sempre pensava 'será que é um carro de controle remoto ou o posto do Gugu *-*', mesmo eu pensando isso, meu subconsciente sabia que não seria...
Então eu abria a embalagem e lá estava uma boneca que fazia sei lá o que, Barbie professora com a aluna e a losinha, barbie blábláblá e assim por diante.
Não que eu não gostasse do presente, é lógico que gostava, mas sempre tinha aquela pontinha de esperança de poder pilotar o carrinho fazendo manobras radicais e descer aquela pistinha do posto do Gugu com tudo... mas aí eu ia pro meu quarto brincar com minha nova boneca que fazia xixi ou barbie sei lá das quantas.

Essa lembrança me veio a tona Segunda -feira na Hi Happy vendo um carro de controle remoto Vermelho, um porsh, LINDO³, enquanto minha mãe comentava - Olha que linda esse banheiro da Barbie.
È... eu tive um banheiro da Barbie, o quarto a cozinha e toda puta que pariu, mas nunca tive o carro :( .
Cheguei a conclusão que com 17 anos ainda não perdi aquele sonho de infância. Ah... e também vi um navio ENORME de controle remoto, que saí fumacinha *-*, e um avião que tem que colocar gasolina pra ele funcionar *________* . O posto do Gugu não me chama mais atenção... é vamos crescendo e amadurecendo.Mas ainda compro alguma coisa de controle remoto , AHHH compro.


Postado por Thami

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Para a minha Maninha [2]


Hoje é um dia diferente. Chove. Não muito, mas chove. Aqui estou eu sentado na minha mesa com uma pilha de serviço, tenho prova de Civil a noite e preciso estudar. Mas a vida é bela. Hoje é aniversario de varias pessoas. Milhares. Mas não me importo com elas. Hoje, só com uma: Tamires de Miguel Menas. Incrivel como as coisas são estranhas.
O que que eu falo?
Não sei. Ficar desejando saúde, paz, amor, bla bla bla não é do meu feitio. Nem do seu. Então, se não tenho nada pra falar, vou escrever o que os outros disseram.

"Ou aprendemos a viver juntos como irmãos, ou morreremos juntos como idiotas"
- Martin Luther King


Maninha... eu realmente não tenho palavras pra me expressar. De verdade, voce é minha irmã e é muito importante pra mim. Só queria te agradecer por deixar meus dias (agora nem tanto né) menos piores, com mais miojos, arroz queimado, guarda-roupa bagunçado e ócio completo. Continue assim, exatamente como é.

Só quero te pedir uma coisa: Escute quando eu falo que professor é ruim. E faça escolhas melhores quando tiver varias opções de roles.

Beijos Maninha...
Te amo...

Do teu Maninho...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Gente Futil...

Estava vendo meu orkut como sempre faço, quando de repente me reparei com uma daquelas promoções escrotas que qualquer boçal faz. Eu olhei. Olhei de novo. Mais uma vez. E tive que dar print e postar aqui.


"Rasparia seu cabelo por seu melhor amigo?" Que porra de pergunta é essa? Raspar o cabelo é tão ridiculo como: Voce beberia um litro de Coca-Cola pelo seu melhor amigo? Raspar o cabelo qualquer um faz. Eu raspo meu cabelo desde os 4 anos de idade. Grande merda raspar o cabelo. Queria ver se ele arrancaria o saco pelo melhor amigo. Queria ver se ele aceitaria ser estuprado por um gorila pelo melhor amigo. Raspar o cabelo até minha mãe faria.
Como eu odeio gente fútil. O povo maldito esses fãs escrotos. Merecem morrer todos. Atropelados por uma manada de zebras. Vai pro inferno. O moleque raspa o cabelo e todo mundo só falta ir la da uma lambidinha na careca dele... AH... lambe a minha careca aqui. Povinho medíocre. Depois quando eu rasgo, dizem que eu sou grosso, radical, estupido. Estupido é voce que só falta morrer por um bosta desses. Juventudezinha perdida essa. Adere a qualquer coisa, só por que a maioria gosta. Idolatra pessoas que, de tão ridiculas, envergonham a raça humana. Espero que o Apocalipse não demore, pois se continuar caindo o nivel da musica no mundo, logo logo Calypso ganhará o Grammy.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Opiniões Podem Mudar...


Mudei de opinião. Senti um ódio muito profundo há alguns meses (julho, pra ser mais exato) em relações a algumas coisas que me frustravam, e ainda me frustram. Mas eu mudei de opinião. Agora eu sou a favor. Concordo plenamente com as modinhas. E desejo, do fundo da minha alma, que elas crescam, se desenvolvam e contaminem o mundo.
Quero que as pessoas continuem morrendo pelos seus ideais banais, como por exemplo, defender com a alma uma banda. Quero que as pessoas continuem fazendo musicas sem qualidades, quero que as pessoas continuem escutando musicas sem qualidades. Quero ver mais filmes banais surgindo nos cinemas, e quero mais do que tudo que as pessoas assistam esses filmes e gostem. Quero ver cada vez mais palhaços, prostitutas, analfabetos, ex-presidiarios, e outras laias na política, não só do Brasil, mas no mundo. Quero ver mais crianças atoladas dentro de suas casas com suas amizades virtuais, e seus jogos, totalmente alienadas. Quero ver jovens conformados, pregando coisas que acham ser verdade, pois lhe foram dadas como verdades. Quero ver cada vez em maior quantidade jovens alienados sobre política, economia, direitos e deveres, e outras coisas fundamentais para a existencia. Quero ver mais planos do governo de "incentivo à ignorancia", quero ver o governo ser idolatrado por mentiras, por criações invisiveis, por obras fictícias, quero ver o governo ser exaltado pelo povo, enquanto estupra a moral do povo. Quero ver a União trabalhando a favor da desigualdade e desunião do povo. O Executivo vangloriar-se do trabalho dos outros, quero um Legislativo composto de escórias criando leis e um Judiciário partidário, comprado e corrupto. Quero ver o Estado, preconceituosamente, chamar o povo de burro aumentando as cotas "anti-racistas". Quero ver o mundo indo de como está agora para pior.
Sou totalmente a favor de um mundo afundado num poço de ignorancia, desnutrito de qualidade, cultura e bom senso. De uma sociedade composta de indivíduos absolutamente incapazes de criar uma ideia sequer, totalmente encabrestados, seguidores fiéis de regras postuladas e dogmáticas. Sou a favor do sarcasmo, do humor negro e da ironia do destino. Do escarnio da aristocracia em que vivemos. Da democracia falida, do sistema explorador, da ética morta, da moral extinta. Sou totalmente a favor de um mundo pior. Pois, quanto mais ignorante o povo, quanto mais sistematizada a sociedade, mais facil de se manipular o ser humano. Sendo assim, pessoas com o minimo de cultura, inteligencia e dinamismo, podem conseguir realizar seus sonhos com mais facilidade, com menos trabalho, com menos gastos, tanto fisico quanto materiais e mentais.
Agradeço por isso, pois eu sei que daqui pra frente vai ser exatamente assim. E eu tenho muitos sonhos.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O Retorno...

Depois de zilhões de anos sem escrever, volto ao meu posto de escritor de quarta categoria e venho vos escrever. Certeza que ninguem abre essa merda todo dia pra ver se tem alguma atualização. Enfim, nada de novo. Apenas duas coisas:
Dia 24/10: Banda do amigo meu se apresentou no 8º Festival de Rock de Indaiatuba. Tocou muito bem, geral pirou no som deles, foi engraçado demais. Eu, como um ótimo amigo e fã da banda que sou, joguei uma cueca no palco. Uma cueca não, joguei uma ceroula. Foi muito bom, curti o som dos caras, aproveitei as outras bandas que tocaram tambem, foi muito bom. Das 74 bandas, eles passaram entre os 10 finalistas. Premio pro primeiro colocado: R$3000,00. A final, só dia 07/11, depois do 2º turno da eleição.
Dia 31/10: O povo tem o que merece. Nada mais a declarar.
Dia 07/11: A grande final do festival. As 10 melhores bandas. Foi simplesmente animal. Muito show. A banda do meu brother ganho em 4º. De 74 bandas, ganhar em 4º, não é ruim. Alias, com 2 meses de ensaio, é excelente. Mas o melhor não foi isso. Não foi a final do festival. Não foi as bandas que tocaram no festival. O melhor foi a banda que tocou pra encerrar o festival: Matanza. Musica pra macho. Foi fenomenal. Absurdo. Fodástico. Animal. E ainda por cima, de graça. E eu consegui uma coisa que poucos conseguiram: Uma foto com o Jimmy.


Por isso, e outros motivos (trabalho de facul, provas, etc. etc.) eu não escrevi mais no blog. Mas eu não esqueço de merda, fico bem menos estressado com isso aqui.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Humanos...

Cansado. Absolutamente cansado. Do que não sei. Talvez eu saiba, só não quero mentalizar. Do trabalho não pode ser. Não tenho trabalhado tanto. Um pouco talvez, mas não de me fadigar. Da faculdade não, muito cedo pra me cansar dela. Apesar dos meus dias serem chatos, não tenho motivos para cansaço. Acho que é isso que me deixa cansado. A chatisse dos meus dias. Me sinto inválido. Não invalido de inutil, incapaz. Invalido no sentido que eu não sei. Mórbido. Minha vida deixou de ser a correria infernal de antes. Isso tem me deixado meio depressivo e saudosista. Não cansei só da minha falta de vontade, mas cansei do ser humano.
O ser humano é o animal mais repugnante que existe, e isso me enoja desde meus doze anos. Cansei de ficar me contorcendo de ódio pela raça humana. Seres desprezíveis. Não tenho certeza, às vezes eu acho que não sou normal. Não posso ser humano. Homens são falsos, hipócritas, idólatras, manipuladores. E ao mesmo tempo são coitados, sinceros, devotos, fracos. Uma mesma espécie com tanta diversidade. Cansei de ser perturbado por gente invejosa. Cansei de ser marionete das hierarquias superiores. Cansei de ter minha boca costurada e meus olhos vendados. Mentes fracas e manipuladas são oprimidas pelos próprios "irmãos" egoístas. Senso Comum versus Conhecimento Científico. Banal. Cansei de presenciar canibalismo moral, estupro de caráter, filosofias religiosas, dógmas pagãos, axiomas e postulados impossíveis.
Cansei desses humanos que criam e destroem por seus próprios interesses. Cansei desses humanos que mentem para alcançar suas metas. Cansei desses humanos desumanos. Por isso tenho vergonha de ser humano. Tão mais facil me é ser como sou. Indiferente com todos estes. Incrédulo de que um dia tudo irá melhorar. Não me importo com estes, nunca me importei, e não pretendo me importar. Me importar só fará aumentar o meu asco por eles. Não tenho isso em mente. Pretendo seguir minha vida, indiferente à esses fatos "sociais", indiferente às opiniões que não me convém, indiferente às pessoas que não me despertam interesse.

"Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!"
- Augusto dos Anjos
(trecho de "Versos Íntimos)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Os Opostos Se Atraem...


Sim. Fato incontestável. Talvez contestavel, mas não no meu caso. Além de sermos todos provas disso, pois todos nós somos compostos de matéria, e matéria nada mais é que Prótons, Neutrons e Elétrons, que são cargas opostas e neutras que se atraem, podemos ser provas psico-emocionais disso. E eu sou uma prova viva disso.

Eu: Sério. Ela: Sorridente.
Eu: Sarcastico/Ironico/Malicioso. Ela: Inocente.
Eu: Bizarro. Ela: Comum.
Eu: Complexado. Ela: Normal.
Eu: Bipolar. Ela: Centrada.
Eu: Insensível. Ela: Sentimental.
Eu: Seco. Ela: Piedosa.
Eu: Rude. Ela: Carinhosa.
Eu: Genioso. Ela: Impassivel.
Eu: Orgulhoso. Ela: Simples.
Eu: Violento. Ela: Pacifista.
Eu: Insano. Ela: Controlada.
Eu: Impulsivo. Ela: Calculista.
Eu: Impaciente. Ela: Calma em excesso.
Eu: As pessoas não gostam. Ela: As pessoas adoram.
Eu: Rock'n'Roll. Ela: Sertanejo.
Eu: Coca-cola. Ela: Sprite.
Eu: Café. Ela: Suco de Maracujá.
Eu: Carne. Ela: Salada.
Eu: Vamo logo. Ela: Ja vou.
Eu: Um pouco antes. Ela: Um pouco depois.
Eu: Branquelo. Ela: Morena.
Eu: Relaxado. Ela: Semi-organizada.
Eu: Humor Negro. Ela: Não gosta de piadas.
Eu: Sei tocar 5 instrumentos. Ela: Mais ou menos um.
Eu:
Não sei cozinhar. Ela: Não sabe cozinhar.
Eu: Odeio matemática. Ela: Odeia estudar matematica.
Eu: Amo ela. Ela: Me ama.



Dedicado (de novo) à minha menina.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Só Por Escrever...

To sem escreve faz tempo. E continuo sem saber o que escrever. Não acontece nada de surpreendente na minha vida. Tenho levado uma vida muito de boa. Deixei de ser intenso. Intensidade de mais mata. Mas não sei. Falta de intensidade tambem mata. Parei. Parei com varias coisas que me faziam sentir vivo. Minhas paixões. Cinema. Não sei mais o que é uma sala de cinema. Musica. Não tenho mais vontade de tocar. Tenho, mas não é igual antigamente, que eu respirava musica. Que eu morava numa sala de cinema. Que toda vez que me chamassem pra ir pra qualquer lugar, fazer qualquer coisa, eu ia. Não tenho mais vontade de sair no role com os amigos. Até tenho, mas não é uma necessidade. Sei la.
Incrivel como tenho sobrevivido a isso. Mas não deixo de viver. Apesar de mais sedentaria, ou tranquila, minha vida continua sendo boa. Parei de ficar esperando grandes coisas pra ficar feliz. Comecei a aproveitar os pequenos momentos. Parei de olhar o ser humano como um animal desprezivel e comecei a enxergar algumas qualidades. Foi bom pra mim começar a fazer isso. Talvez a partir de agora eu trate melhor as pessoas. Talvez agora eu comece a me preocupar um pouco mais com os outros. A dar valor para o que as pessoas pensam. Apesar de ainda achar que é a raça mais insignificante e medíocre da Terra. Aprendi a dar valor às coisas mais simples.
Talvez agora eu possa viver em paz.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Desisto


Essa semana foi a semana do Saco cheio, tanto na escola normal, quanto na escola técnica, então fiquei de bobera todos esses dias.Pois bem, como sou uma filha muito compreenssiva decidi que iria passar roupa, limpar a geladeira que estava mais do que precisando, e arrumar o guarda roupa, nesses dias de tédio.
E essa semana foi mesmo do Saco cheio, pois acabo de desistir dos afazeres domésticos.
Bom, na segunda era segunda, eu só dormi e assisti filme, na terça era feriado, eu não ia fazer trabalhos domésticos no feriado né, então comecei meu trabalho na Quarta.
Bom, montei a tábua de passar roupa, liguei o ferro na tomada, coloquei agua nele e comecei meu trabalho, passei até que bastante. Levei a roupa do meu pai e da minha mãe no quarto deles, e as minhas já guardei no guarda roupa bagunçado, mas que iria arrumar no dia seguinte.
Quando minha mãe chego, eis que ela disse - Meu Deus, o que vc aprontou com as roupas?
Eu toda feliz disse - Passei :D
Mãe : - Filhaaaaaaaaa olha isso. E me mostrou uma blusa mais amassada do que quando saí da maquina de lavar
Fiquei bege e disse que não estava daquele jeito.
Ela disse - Você tinha que ter pendurado no cabide, vc colocou uma peça em cima da outra, aqui tem mais de 30, só as 3 primeiras estão passadas o resto ta pior do que se tivesse saído da boca da vaca, vou colocar na roupa pra passar de novo.
Minha decepção foi grande, poxa mais de 2H de passação(palavra de minha autoria) jogada no lixo.
Na Quinta limpei a geladeira, e resolvi fazer almoço, já que tinha acabado meu miojo.
Depois de limpar a geladeira coloquei o macarrão no fogo, arrisquei temperar dois pedaços de bife e fritei, ficou muito bom, muito bom mesmo, me senti orgulhosa. Então resolvi fazer uma surpresa pros meus pais, fazendo janta, Haha eles iriam ficar orgulhosos de mim :D (Assim pensei).
Coloquei em pratica tudo que já tinha visto sobre arroz, temperei mais uns 5 bifes e coloquei pra fritar, fiz até um suco natural, estava tudo perfeito.
Meu pai foi buscar a minha mãe e chegaram bem na hora, a mesa já estava posta e tudo mais.
Minha mãe entrou e disse - O que, esse cheiro é aqui?
E eu fazendo cara de super feliz
Então ela disse - Olha só, fez janta, até que em fim, ainda bem porque estou morrendo de fome.
Nisso toca o telefone, ela atende e diz - Ah, mas não vai dar, a Mi fez janta, se não fosse isso agente ia sim, deixa pra próxima
Perguntei o que era , e minha mãe disse - O seu Vô chamando pra ir comer pizza, mas agora nem da.
CASSETA, EU QUERIA MUITO PIZZA, AAAAAAAAAAAAAH PORQUE EU FUI INVENTAR DE FAZER AQUILO, SEM FALAR NA LOÇA PRA LAVAR DEPOIS, AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!
Durante o jantar eu só pensava na Pizza, e meu pai pra aumentar meu Ego disse : - Cadê o feijão? Cadê as cebolas do bife?
eu disse - Como assim feijão? Acha que eu ia cozinhar feijão agora, e bife com cebola? Ah eu mereço
Pai : - O arroz ta sem um pingo de sal, não tem gosto de nada
Mãe : - Vc colocou sal na carne?

Eu só pensava na pizza, e cheguei a conclusão que DESISTO! Chega dessa vida de Amélia, ninguém reconhece nada.E só de raiva hoje não arrumei o guarda roupa!

Postado por Thami

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Amizade...



Amizade é a coisa mais ridícula do mundo. Por que as pessoas se preocupam com amigos? Eles sempre te pedem dinheiro emprestado. Sempre vai ter algum favor pra voce fazer pra ele. Amigo fala o que pensa na sua cara, independente de voce gostar ou não. Ele vai te xingar. Ele vai falar que voce é o cara mais idiota que ele ja conheceu. Toda vez que voce ve o seu melhor amigo, voce tem que brigar com ele. Por que não evitar isso? É meio que masoquismo. Ficar la, brigando e se sujeitando a escutar merda o tempo todo. E o pior, ele sempre tem razão.
Amigo nunca separa briga. Ele tambem não chega na voadora. Ele ve voce apanhando, ri, e depois te critica. Ele vai querer tirar vantagem da situação 100% das vezes. Nunca aposte nada com o seu amigo. Se ele ganhar, ele vai cobrar. Todos os dias se possível, e vai jogar na sua cara que voce é um bosta pelo resto da sua vida. Amigo que é amigo nunca confia em voce. Ele sempre vai colocar 3 milhões de motivos negativistas antes de um role. E o pior é que uma das hipóteses catastróficas que ele sugere, sempre acontece. Amigo nunca te deseja o bem. Ele quer que voce se estrupie ao maximo pra rir de voce. Quanto mais fundo voce chegar do poço, mais divertido pra ele. Ele sempre vai ser melhor que voce. Mesmo que não seja verdade.
A incrivel arte da amizade não significa ser um escroto sádico com o seu amigo, mas sim, suportar tudo isso e ainda poder dizer: "valeu". A presença dele ainda é indispensável. Mesmo ele te chamando de vagal, de inútil, de perturbado, de retardado. Mesmo ele não fazendo nada. Mesmo ele sendo um completo idiota, qua não acrescenta nada na tua vida. Mesmo tendo tudo isso, ele é aquele cara que independente do que esteja acontecendo, voce vai chegar nele e vai poder falar numa boa sobre sua vida. Ele vai rir, vai zombar de voce, mas te escutou. Vai mandar voce tomar naquele lugar quando for pedir dinheiro emprestado, mas vai emprestar. Vai ligar pra te lembrar do dinheiro 12 mil vezes ao dia o valor, mas não vai falar "pague hoje". Às vezes fala, mas depois de um bom tempo. Ele te acha um idiota, mas entende o porque de voce ser idiota. Ele acha que ver voce se ferrando é divertido, mas não se importa que voce se divirta com a desgraça dele.
É simples. Tão simples que é idiota. Tão idiota que é necessário. Tão necessário que é vital. Tão vital que é simples.


Dedicado à Davi Alves. O unico vagal que eu conheço há 12 anos e não confia em mim.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Vamos Jogar Um Pouquinho?


Eu sempre gostei daquelas metáforas no estilo Confucio. Uma delas, e extremamente interessante, é que a vida é um jogo. Um jogo em que nossa resistencia e capacidade de raciocínio é testada a cada lançar de dados. Nem sempre a sorte está do nosso lado, ou o acaso vai nos "salvar". É um jogo mais complexo. Exige mais de voce. A diferença entre o Jogo da Vida da Estrela e o Jogo da Sua Vida, é que cada jogador tem um tempo determinado, que ele só sabe o fim quando acaba; e que, eu acho, nem sempre é tão gratificante quando chega o fim.
Cada jogador tem suas próprias metas. Cada peão representa um estilo de ser humano. Por exemplo os materialistas. Suas metas são apenas terrenas. Um bom emprego, uma casa boa. Um jatinho talvez. Tem os peões espirituais, que não tem tanto interesse por conquistas terrenas. Suas metas são mais complexas. Paz. Um lugar no céu. Algo do genero. Tem também os peões material-espirituais. Que tentam atingir suas metas materiais usando a religião. Querem dominar o dinheiro do mundo, e depois que morrer, o céu tambem. Não vou citar o nome do Edir Macedo como exemplo, pra não gerar problemas pra mim. Tem tambem os despojados, que não utilizam de tática nenhuma para alcançar meta nenhuma, ou metas mais simples, que simplesmente deixam o acaso e a sorte tomar conta do jogo e controlar suas atitudes. Mais conhecidos como Hippies. Enfim. Ambos criam suas estratégias para atingir suas metas e ganhar o jogo.
E como todo bom jogo, existem fases. Fase de conhecimento, de adaptação, de montar estratégias, de estudar os adversários. Semelhantemente acontece na realidade. Fase de se conhecer, saber quem é, saber em quem confiar. Saber o que pode e o que deve fazer. Descobrir suas metas. E existe um longo caminho a ser percorrido. Incontaveis casas que montam um caminho complexo e surpreendente. Não é diferente da vida. Escola, faculdade, emprego, namoro, casamento, filhos, netos. Não necessariamente nessa ordem, mas (hoje em dia quase) obrigatoriamente todos. Tudo isso faz parte do Jogo da Sua Vida. Há tambem aquelas casas com armadilhas. "Volte 3 casas". Sim, é possível isso. Seu casamento acabou. Voce acabou de voltar 6 casas. Não é tão dificil aprender. Só não fique voltando sempre, pois o jogo tem um tempo, e só lembrando, voce não sabe quando o seu jogo acaba.
Esse que é o bom do jogo. Todos jogam, independente do fim. Todos chegam ao fim, um mais cedo, ou mais tarde. Todos chegam ao fim. E o bom disso é que, por não saber quando é o fim, voce se apressa em conquistar suas metas. Voce raciocina mais, voce evolui emocionalmente e intelectualmente, se esforçando para atingir suas metas. Uns conseguem, outros não. Uns desistem, outros persistem até que seus objetivos se cumpram. Uns mudam de metas, outros não encontram nenhuma. E todos jogam. E não me arrependo nem um pouco de correr riscos de voltar casas, ou de correr atras de um objetivo errado. Continuo jogando, e cada dia é uma supresa nova. Cada dia colocando meu peão à merce do tabuleiro, e jogando incansavelmente. Rolando os dados. Avançando as casas. Cada dia um obstáculo novo, mas o foco permanece intacto. E assim continuamos vivendo. Errando e aprendendo.
A vida é divertida, não? Vamos jogar?


Sobre o Texto:
Ideia inicial:
Thami.
Redação:
Thiago.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Será Que Vale A Pena?

Sexta, 01 de Outubro (já é Outubro... meu Deus como o tempo passa) de 2010. Cheguei em casa da faculdade faltando dois minutos para virar sabado. De sexta para sabado fui me deitar às 2 e pouco da matina, arrumando minhas tralhas da faculdade. Devo ter começado a dormir la pelas 2:30, 2:40, pois não consigo deitar e dormir instantaneamente. Sempre fico olhando pro teto pensando que minha semana foi um lixo, e que meu fim de semana seria um lixo tambem. Depois fico virando na cama até que durmo.
Sábado, 02 de Outubro de 2010. 7:00 o despertador me acorda. Chovia. E forte. Desanimo. Mas ta tudo bem. A chuva passa depois. Peguei minha toalha e me dirigi pro banheiro. Um banho quente e meu sono se foi. Parcialmente se foi. Voltei para o meu quarto, me troquei. Peguei meu violão, guardei na capa, coloquei as cordas novas no bolso da capa (a tarde eu ia trocar, e no fim as cordas velhas estão la até agora), peguei meu HD (com meus 20Gb de musicas), separei uma roupa, coloquei na mochila, e desci para tomar café. Fiz meu café, e matei de vez a vontade de voltar pra cama. Retornei para o meu quarto para escovar os dentes, e me olhei no espelho.
Olheiras que eram quase bolsas. Olhos fundos. Vermelhos. Barba grande. Enxi a pia com agua quente, e me dispus a fazer a barba às 7:36. Me cortei. Óbvio. Morrendo de sono, de dor nas costas e na cabeça, é mais do que óbvio que eu ia me cortar. 7:48 eu ja tava de cara limpa, dentes escovados, pronto. 8:00 eu tava arrumando meu quarto, dobrando coberta, dobrando minha roupa, colocando a roupa suja (que geralmente fica atras da porta) no cesto, e guardando a roupa que não tava suja (que geralmente fica jogada em cima da cadeira).
8:15 eu sai de casa carregando minha mochila. A chuva tinha aumentado. 8:30 eu peguei onibus. Fui em pé, no meio de um monte de peão. 9:15, Campinas. Eu tava descendo no ponto. Ainda chovia. Não tava forte, mas tava chovendo. Caminhei não sei por quantos metros. Foi bastante. Meu tenis tava enxarcado. Cheio de barro. Minha blusa tambem. Quando o gorro começou a molhar demais, tirei e meu cabelo (acreditem) enxarcou. 9:37, eu cheguei aonde tinha que chegar: na casa da minha namorada. Me perguntei se valia a pena tudo aquilo. O cansaço me doia os ossos, até que ela me abriu a porta.
Pergunta respondida. Vale. 100%. Não importava mais o cansaço, não importava mais a dor de cabeça. Não importava mais nada. Ali, deitado no sofá, quieto, molhado, abraçado com ela, sem mais nada pra fazer, sem ninguem incomodar, não me importava com mais nada. Vale a pena, cada segundo, cada toque. Qualquer coisa não pagaria aquela sensação. Paz. Conversas que não passavam de sussurros, que não precisavam ser mais do que sussurros. Entre nós não há ninguem. Não há nada. Só uma necessidade recíproca um do outro. Eu sei, e, a cada vez que tenho esses momentos, fica mais forte, que é ela, e que é com ela que eu vou passar o resto da minha vida, nos piores momentos, e nos melhores.
O tempo passa rapido. E é ruim saber disso. E o pior: é saber que o tempo passa rapido, e que o tempo passa mais rapido quando se esta com quem se quer, e que nunca haverá tempo suficiente pra aquele a quem se quer.

Bilhete
Se tu me amas, ama-me baixinho,
Não o grites de cima dos telhados...
Deixa em paz os passarinhos,

Deixa em paz a mim!

Se me queres,

Enfim,

Tem de ser bem devagarinho, Amada,

Que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

- Mário Quintana.

Obrigado pelos 2 melhores anos da minha vida.

Dedicado à unica pessoa que não se importa comigo. À unica pessoa que quer me matar. À unica pessoa que me odeia.
Eu te amo Graziele Esquivel.

sábado, 2 de outubro de 2010

O caos da geladeira

Acabou de me ocorrer uma ocorrência [/pleonasmo] agora aqui em casa que me deixou INDIGNADA [/frase da minha mãe quando fica furiosa].
3 da tarde de um sábado chuvoso, perfeito para almoçar pizza.
Após pronta, abri a geladeira para pegar o catchup, peguei, coloquei sobre a mesa e me lembrei do refri, abri a geladeira novamente e vi apenas um restinho que com 100% de certeza só de olhar está sem gás. Pois bem, fui até a dispensa e peguei um quente e coloquei sobre a mesa.
Não iria tomar quente é lógico, então abri novamente a geladeira, agora na parte de cima onde é o freezer pra pegar gelo. Peguei a bandejinha e surpresa, VAZIA.Bom pra não dizer totalmente vazia tinha UMA, UMA MISERA pedrinha de gelo, que quando fui entortar a bandeja pra pegar o mesmo, acabou caindo no chão. Então o negocio era tomar suco, porque refrigerante quente é até perigoso dar intoxicação alimentar.
Abri a geladeira novamente pra pegar agua pra fazer suco, e para minha surpresa (ou não) se tivesse 20 ml no dispensório de agua era muito, desisti do suco, achei melhor comer a pizza sem acompanhamento.
Peguei meu pedaço, coloquei no prato e fui colocar catchup, aperto , aperto a embalagem e nada, pois bem, vazio.Joguei a embalagem sobre a pia e lembrei da maionese, abri noooooovamente a geladeira e peguei o vidro de maionese só com um restinho nas laterais do vidro.
Com isso minha indignação foi tanta , mas taaaaaaaanta, não por não ter as coisas na geladeira, mas sim pela pessoa que guardou SÓ as embalagens, a bandeja de gelo com UMA pedra ,e o dispositivo de agua com 20 ml.
Após engolir a pizza de tanto ódio, avistei uma garrafa de vinho, CHEIA. Acho que vou bebe-la toda e guardar só a garrafa com agua e suco tang de uva.

Postado por Thami

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

PROVA



Acabei de sair da prova. Direito Civíl. Excelente. Muito bom. Facil. Tão facil como andar de bicicleta. Vendado. Na Índia. Mentira. Tava facil sim. Pra quem só leu o caderno, até que eu fui bem. Não tenho tempo pra estuda. Semana que vem eu tenho prova de IED-A (Introdução ao Estudo de Direito). Claro que eu vou debulhar na prova. Um milho só se for, por que o livro ta na minha mão e eu to aqui digitando pra um bando de desocupados. Se é que tem um bando de desocupados que leêm esse lixo humano que é o meu blog (e da minha maninha).
Enfim. Segunda eu tive prova de Sociologia e Política e TGE (Teoria Geral do Estado). Fui muito bem. Tão bem quanto um tetraplégico nos 100 metros com obstáculos. Um desses dias atras eu tive prova de Direito Penal. Super bem. Super facil. Mais facil que Direito Penal, só sexo na rede plantando bananeira. É claro que eu sou um aluno exemplar, mas convenhamos: Primeiro ano, coisas novas, nem lembro mais como faz prova, não faço mais idéia de como estudar.
Sejamos sensatos: melhora depois.
Tenho aula agora, deixarei voces a sós. Adeus.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Shit!




Merda (do latim merda) é uma expressão geralmente pejorativa, polissêmica e usada principalmente na linguagem coloquial. Em sentido estrito, é resultado do processo digestivo e refere-se às fezes expelidas por um organismo vivo, usualmente expulsas do corpo pelo ânus.

Sem mais descrições!

Postado por Thami

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Odeio...

Odeio odiar tudo. Ou quase tudo. Grande parte das coisas me deixam frustrado ou com raiva. Odeio me frustrar. Odeio sentir raiva. Odeio ser incapaz. Odeio ser muito capaz. Odeio ser cobrado, odeio cobrar, odeio responsabilidades excedentes às minhas. Odeio o ócio completo. Odeio gente hipócrita, odeio hipocrisia, odeio quando sou hipócrita. Odeio que me pressionem, odeio pressionar, odeio quem me odeia, odeio quem me ama. Odeio quem me priva da minha insanidade, odeio quem adere a ela. Odeio acepção de pessoas. Odeio pessoas normais. Não sei o que são pessoas normais, pois tudo é relativo. Odeio relativismo. Odeio pessoas burras, odeio pessoas que se acham inteligentes, odeio pessoas sem respeito, odeio pessoas. Odeio a raça humana. Odeio a conformidade do mundo. Odeio a publicidade falsa da vida, odeio quem não segue ela. Odeio ideologias, utopias, conspirações, e outros pensamentos banais. Odeio quem não pensa. Odeio quem invade minha privacidade. Odeio isolamento. Odeio os pobres. Odeio os ricos. Odeio a classe média. Odeio o Estado. Odeio a supremacia do Estado. Odeio quem se subordina. Odeio grevistas. Odeio sindicato. Odeio movimentos. Odeio seguidores de movimentos. Odeio ecleticismo. Odeio conservadorismo. Odeio liberalismo. Odeio contradições. Odeio quando sou contraditório. Odeio quando me faltam argumentos. Odeio quando sobram argumentos. Odeio quem fala demais. Odeio quem não se manifesta. Odeio opiniões. Odeio quem se omite. Odeio quando sou confrontado, odeio confrontar. Odeio ficar em casa. Odeio mais ainda deixa-la. Odeio tudo o que me cerca. Odeio Freud, odeio Marx, odeio filosofia, odeio sociologia, odeio a sociedade, odeio viver em sociedade. Odeio enclausuramento. Odeio censura. Odeio liberdade demasiada. Odeio pessoas guiadas pela ignorancia, odeio quem impõe o cabresto. Odeio cegos, coxos, surdos e mudos, politicamente, socialmente e mentalmente falando. Odeio pessoas saudáveis, no mesmo sentido, que não usam sua capacidade. Odeio pessoas perfeitas. Odeio imperfeições. Odeio política, economia, religião. Odeio. Mas no que se difere o ódio do amor? Odeio tudo que me faz viver. Amo a vida.
Odeio amar.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Matar ou Morrer?


Quinta-feira. 8:17.
Bom dia. Bom dia? E o que é que tem de bom?
Tenho andado meio violento nas últimas 8 horas. Não dormi. Não consegui dormir. Fiquei la na cama deitado, pensando em dar um tiro em alguem. Não sei. Às vezes eu acho que isso é normal. Ficar pensando em dar tiros nos outros deve ser normal. Eu me estresso muito rapido. Pra eu rasgar, é questão de segundos. É só cutucar um pouco mais e pronto, a bomba explode. E sai de perto se não quer levar coice. E se tentar acalmar, vai levar tambem. Não to nem vendo.
Fiquei nervoso. O motivo não te importa. "Ai, que grosso!". Ja te digo o que é grosso. Nem adianta tentar dar showzinho de moral, não vai cola. O maximo que voce vai conseguir é que eu te mande, delicadamente como um rinoceronte no cio, pra a prostituta que te pariu. Mas tudo é só uma questão de tempo. Depois passa.
Eu sou meio bipolar. Meio não. Eu tenho quase certeza que eu sou bipolar. Vontade de matar. Vontade de morrer. Vontade de mandar todo mundo toma na bunda. Vontade de simplesmente deitar e não levantar mais. De dar tiro nos outros. Mas entre matar e morrer, eu prefiro morrer. Mesmo que eu mate, nunca vou matar todas as pessoas que devem morrer. É mais preferível morrer, pois acaba com esse dilema. Se eu continuar vivo, vou continuar me estressando com gente fútil, gente escrota, gente hipócrita, com gente que não tem mais o que fazer. Se eu morrer, todas essas pessoas vão no meu velório, mentir pra minha mãe, pro meu pai, e pra minha namorada, dizendo que eu vou fazer falta e que era um bom rapaz. Fato. Melhor eles mentindo ao meu favor, do que mentindo pra me envergonhar.
Mas não me importo. Essa situação é indiferente pra mim. Não me arrependo de nada que ja fiz. Só me arrependo das coisas que não fiz. Barão Vermelho ja dizia: "Errar é aprender, viver é deixar viver". Eu vivo minha vida, junto com um bando de invejosos que tambem tentam viver a minha vida, no meu corpo, na minha mente. Pobres coitados. Vão morrer em vão, e a culpa (pra não perder o costume) vai ser minha.
A unica coisa que eu quero no momento, é voltar pra casa, deitar na minha cama, e acordar só meio dia, e continuar deitado na minha cama até amanhã de manhã. É ignorar todas as coisas superficiais da minha vida, e amar tudo aquilo que me satisfaz. Não vou mudar por quem não merece. Não vou me sacrificar por algo que não vale. Não quero ser amado por gente falsa, nem por gente fraca. Não quero sustentar indignos. Não quero mais correr atras de misérias. Quero ficar ao lado de quem me ajuda, de quem me quer. De quem não se importa com a minha bipolaridade, de quem não se importa com as minhas grosseirias. De quem não ve a minha hipocrisia, de quem não ve a minha malícia. De quem me supera, de quem me sustenta. Quero voltar a dormir. Quero voltar a sonhar.
Quero matar o que me mata, e morrer de amor.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ajude-nos... POR FAVOR?


Eu achava que não dava pra ficar pior, mas sempre da pra ficar pior. É lei.
Estava eu, sentado em minha mesa há alguns dias, quando meu patrão chegou e reparou na planta que fica na porta, recepcionando os clientes, e disse: "Voces não tão molhando a planta né?". Claro... que não. Não sei. Eu nunca molhei aquela planta. Enfim, olhei pra planta e vi que estava mais seca que boca de morto. Extremamente, absurdamente seca. Amarela. O jardineiro foi la, mexeu na terra e mais uns bagulhos la e disse que era pra molhar 2 vezes por semana, que dali um tempo ela estaria melhor (nos induziu ao erro, pois não melhorou nada). O patrão, por sua vez, mais sábio que o jardineiro, mandou molhar 3 vezes por semana, pra acelerar o processo. Acho eu que por esse motivo, ou só por precaussão. O que não nos convem, nem nos importa o que ele achou. Continua sendo patrão, por isso, mais inteligente que todos nós.
E é ai que meu relato se torna interessante, pois quem aparece para alegrar o dia é nada mais, nada menos que (o Bozo - mentira) ela: Berenice (agora com mais 2 nomes) Gislainea Adalberto (e o ultimo nome no masculino). Ela estava regando a planta normalmente, até que hoje (ontem - 20/09) ela foi iluminada pelo mesmo espírito de Freud que me iluminou no seu próprio diagnóstico, e teve a seguinte dedução: "A planta ta assim por que ela ta triste... ninguém conversa com ela... a gente tem que conversa mais com ela".
Pasmem, mas sim, foi exatamente isso que voce leu. Ainda não acredita? Leia novamente, por que eu não estou afim de escrever aquela heresia de novo.
Eu achava que depois daquele banho de água fria (meu diagnóstico) ela tinha parado com suas paranóias e sua insensatez. Mas não. Cada vez pior. Ela guardou o sapato no cesto de roupa suja. Graças ao bom Deus que não foi na geladeira... ainda. Ela deu conselhos de relacionamento para um amigo dela, achando que fazia o bem. O resultado foi excelente: a noiva dele terminou no mesmo dia. FATO. Chegamos a desconfiar que foi ela que destruiu a planta, passando chapinha nas folhas da coitada, tudo isso por que Berenice G. A. não se contenta que seu cabelo é mil e uma utilidades. Ela quer que todo mundo comprimente a planta. Percebe o nivel que chegou a situação? Imagina voce na recepção de um escritório de advocacia, quando de repente, o advogado que vai te atender passa e diz:
"Olá planta, como foi sua noite? Ah, que bom... tenha um bom dia" - Extreme No Sense.
Portanto, peço encarecidamente, que tenham misericórdia de mim e me mande um caminhão de Gardenal, e me indiquem um convênio que cubra tratamento psiquiatrico intensivo, pra eu repassar pra ela. Por favor, tenham compaixão, não só de mim que vos escrevo, mas dos outros funcionarios que convivem com ela. Se não consegui te convencer ainda, peço compaixão por ela, ou até mesmo pelos pais que sofrem. Tenham piedade dessa pobre menina sem sobrenome, e com sérios problemas.
Pobre Berenice Gislainea Adalberto.

Dedicado à Ana Paula Fabiano. (De novo).

PS: Tenho urgência quanto à carga de Gardenal. Obrigado.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

É de cagar...

Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010. 14:27.
Ana: "Voce precisa ir no banco"
Eu: "Que banco?"
Ana: "Bradesco"
Eu:
EU ODEIO (de ódio mortal) IR NO BANCO. Principalmente no Bradesco. Mais ainda na semana do dia 5 e do dia 20. É a maior pedreiragem junta do mundo. Voce chega no banco, comprimenta o segurança e olha a fila quilométrica que se forma diante do caixa. O maior acumulo de pintores, pedreiros, vendedor de celular das Lojas Cem, Casas Bahia, Pernambucanas, etc. (nada contra as profissões, mas só estou dizendo o que eu vi hoje) e velhas caquéticas e reumáticas com seus andadores, begalas e seus suportes para soro, andando vagarosamente como tartarugas cegas e mancas fedendo Naftalina e Pinho Sol. O odor mais forte no ar é o de sovaco suado, e de cimento com tinta. Voce começa a suar e sentir ansias de vomito, só de chegar no fim da fila. 15 caixas. 3 funcionam. Excelente. Cheguei na fila exatamente 14:32. Anos se passaram ate que eu pudesse chegar menos longe do caixa.
Nessa hora, o cheiro ja tava tão forte que eu alucinava. Imaginei aquela velha do filme Patch Adams que mergulha numa piscina de macarrão, sendo jogada numa panela de macarrão ainda cozinhando. Imaginei ela gritando agoniadamente enquanto despelava na agua fervendo. Muito bom. Passei então a perceber como estagiário é uma profissão de honra. Pensei na lógica do meu trabalho:
"Um milhão de petições pra guardar. Eu sou 'estagiário'. Logo, não vou guardar petições, e sim passar uma hora e meia em pé na fila do banco cheirando suvaco de velha".
Ah, meu Deus. Por que tem que ser assim? Não podia ser tão mais facil? Até o Banco do Brasil tem cadeirinha almofadada pra voce sentar enquanto aguarda sua senha, por que o Bradesco não pode ter um esquema de senha com cadeirinhas almofadas? E O PIOR, é que la tem uma maquina escrito: TOQUE NA TELA (touch screem é luxo) E RETIRE SUA SENHA. Toque na tela, retire a sua senha, e aguarde na fila em pé para que seu atendimento seja semelhante ao da Lotérica. Tem sentido isso? TEM? Se voce achou sentido nisso, me explique para que de próxima vez, eu não fique com tanto ódio da fila do banco.
Estragou minha semana. AH, COMO EU ODEIO SEGUNDA-FEIRA.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Falácias...


Depois de uma aula de Lógica e Falácias, eu descobri que nada é lógico.

Toda criança quer ser alguma coisa foda. Toda criança quer ser astronauta, logo astronauta é foda. Todo pai é foda e todo filho é fodinha. Meu pai é foda, logo meu pai é astronauta. Eu sou filho do meu pai, logo, sendo meu pai foda, eu sou fodinha. Meu pai é filho do meu avô, logo meu avô é foda. Meu pai é filho do meu avô, logo meu pai é fodinha. Logo eu não sou mais fodinha. Não sendo eu mais fodinha, meu pai não é foda. Logo meu pai não é astronauta. Meu avô é foda, logo meu avô é astronauta. Eu não quero ser astronauta, logo não sou criança. Não sou criança, logo não quero ser foda. Quero ser Hermeto Pascoal, logo Hermeto Pascoal não é foda. Hermeto Pascoal não é foda, logo ele não é astronauta. Hermeto Pascoal não é astronauta, logo Hermeto Pascoal não é meu avô, logo Hermeto Pascoal é meu pai, logo Hermeto Pascoal é fodinha. Me perdi no pensamento, logo não quero mais continuar com essa merda aqui.

Essa é a Lógica Indutiva. Cheia de falácias. Chega a ser ridícula. Confusa. Banal. Da asco só de tentar acompanhar. Extremamente inútil e impertinente. Diferente da Lógica Dedutiva, que é simples, facil e é rasoavelmente aceitável. Um exemplo pratico:

Todo mundo quer ser alguma coisa foda. Se Hermeto Pascoal é foda, deduz-se que todo mundo quer ser ele.

Quem duvida que o Hermeto Pascoal é foda?

Maquina de escrever em inglês


Ontem, terça-feira(14), me aconteceu um acontecimento /pleonasmo, que me fez me sentir humilhada, burra, retardada, inocente e etc.
Vou relatar o acontecimento :

Quarta aula, de Matemática, entro na sala, pego meu lugar no fundo, junto 3 meses com minhas amigas, como sempre.
O professor foi até minha mesa e disse - coisa do capeta(minha marca registrada, no final do post falo o porque dele me chamar assim), vc pode ir na secretaria pra mim e pedir a Maquina de escrever em inglês?
Eu : - Nossa professor, como assim?
Ele : - pede pro Mário, pra Rosana, pra alguém la da secretaria
Eu : - mas ainda existe isso?
Ele : - é a de inglês
Eu : - puuf que coisa ultrapassada , eu em
Ele : - vc pode ir pedir?
Eu : - vou sim

Pois bem, saí da sala e encontrei a coordenadora, e perguntei :
- Zoraide, o Marcelo ta pedindo a maquina de escrever em inglês
Zoraide : - hum... fala pra ele que ta emprestada pra outro professor, que assim que desocupar eu levo pra ele
Eu : - Ah, ta bom, obrigado

Voltei pra sala e disse ao professor o que a Zoraide tinha dito
ele disse - A Zoraide não sabe de nada, isso vc tem que perguntar na secretaria
Eu : - mas professor, pra que vc quer isso, meu Deus, maquina de escrever
Ele - mas é de inglês

E lá foi eu na secretaria, chegando la eu disse - Ô Mário , o Marcelo ta pedindo a maquina de escrever em inglês
Mário - Ô Rosana, vc sabe onde ta a maquina de escrever em inglês?
Rosana : - Olha, é pra ta no arquivo morto
Mário : entra ai no arquivo morto e vê se ta ai, se não eu não sei...
Eu : - e onde é isso?
Ele me mostrou , uma salinha dentro na secretaria, eu entrei e disse - E como é isso?
Mário - ela é igual uma maquina de escrever , só que em inglês, digital
Eu : - meu Deus, ainda usam essas coisas , que decadência

Eu senti que havia um certo deboche na cara das pessoas da secretaria, como boa aluna, fiquei procurando no tal do arquivo morto todo empoeirado, e disse - Ò , não achei nada não
Mário - ô Rosana, não tem nenhuma na sua sala?
Rosana - não, a que tem é essa ai, deve ta com alguém
Mário - Fala pro Marcelo que assim que eu achar eu levo lá

Eu voltei pra sala, e tive a impressão de todos estarem rindo de mim, fui até o professor e dei o recado do pessoal da secretaria.
Ele disse - ta bom, obrigado
Eu : - quero um ponto na média vio, por ficar procurando isso
Ele : - iiii, ai é difícil

Voltei pro meu lugar e minhas amigas também estavam rindo, eu disse - Nossa gente, to com a impressão de que todo mundo ta rindo de mim
Ana Clara - Mas estão Thami, não existe nenhuma maquina de escrever em inglês

Nuvens de pensamentos veio a minha cabeça - CARALHO, COMO ASSIM MAQUINA DE ESCREVER EM INGLÊS, VC QUE DIGITA EM INGLÊS, E NÃO A MAQUINA QUE É EM INGLÊS, AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH COMO EU CAÍ NESSA?

nisso toda a sala morrendooooooooooooo de rir, eu também, mas sem acreditar no que estava acontecendo.
Bom, depois de uma meia hora o Mário foi na sala e disse
- Marcelo, ainda não achei a maquina de escrever em inglês
Geral caindo na risada, e eu também.Minha fala foi - Vocês que me aguardem, Mário e Marcelo, terá vingança.

Agora o que me resta é bolar minha vingança bem vingativa.

PS : o professor de matemática me chama de coisa do capeta, porque em todas as provas eu escrevo no final - Matemática é coisa do capeta
PS2 : - Essa historia da maquina de escreves, eles fazem com os alunos que dormem em sala de aula, é tudo combinado entre TODOS os funcionários da escola.

Postado por Thami

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Melhor reserva do time


Cada um tem que ser o melhor naquilo que faz, seja lá o que for.
 Eu era do time de vôlei da escola na 6°série, com 11 anos de idade. Não faltava em nenhum treino, chegava sempre atrasada, mas não perdia um.
Chegou o mês que íamos começar a competir. Minha mãe comprou um tênis só para o vôlei, uma meia branca que ia até a canela, um shorts azul marinho e a camiseta com o nome atrás.Eu estava super empolgada para os jogos. Pedi uma bola de vôlei pra minha mãe pra eu poder treinar em casa com o muro.
Mas, pra minha tristeza a professora disse que tinha que ter RG original, o escolar não serviria, e eu não tinha o RG original, e os jogos já começariam três dias após.
Meu Pai correu comigo pra fazer o RG , conversou no poupa tempo pra entregaram a tempo, e conseguimos.
Eu não era muito boa no saque exigia força e concentração, então a professora pouco me escalava pra sacar.Na rede eu também não era boa, porque era menor que as outras meninas, no meio a bola vinha muito forte, as laterais exigiam muita rapidez e eficiência pra bola não sair.Cada uma tinha que ser a melhor em sua posição, afinal éramos uma equipe.Não deixei por menos, era a melhor reserva. Me esforcei ao máximo para não perder minha posição pra NINGUÉM. Tenho que admitir que foi muito difícil manter essa eficiência em todos os jogos.
Foram mais ou menos uns 10 jogos, entre Agosto e Setembro.Eu joguei 2 jogos, só era escalada no final do jogo se tivéssemos uma grande vantagem de pontos na frente do outro time.
O banco de reserva me rendeu uma amizade que tenho até hoje, foi meu primeiro amor também, ele era o reserva do time de Futebol masculino de outra escola, enquanto nosso time estava no aquecimento, nós íamos comer pão de queijo e tomar coca cola na lanchonete do clube AABB, onde acontecia os campeonatos.
Meu time ganhou em terceiro lugar a medalha de Bronze, tenho até hoje em casa guardado em um local onde quem entra no meu quarto a vê, o time dele ganhou medalha de Prata, e ficamos muito felizes com a vitória, principalmente meus pais que viram que valeu a pena investir.
Formamos um belo casal de melhores reservas.E graças a isso hoje ele é meu melhor amigo.

Postado por thami

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Se Freud não explica, eu explico...


Queridos e queridas, podem achar falta de ética, ou falta de consideração da minha parte, mas esse fato tem me tirado o sono há varias noites. Sei que vou pedir perdão milhões de vezes por dia, até o fim da mesma, ou até depois, por escrever isso aqui, mas me é necessario. Aconteceu há mais ou menos uma semana, talvez um pouco mais, com a moça que trabalha comigo (aquela que foi pra São Paulo na época da minha grande depressão) outrora chamada de Joana, hoje chamada de Berenice. Eu quis mudar o nome pois achei conveniente. O pseudonimo é meu, eu escolho o que eu quiser, portanto, prossigamos nos fatos decorridos.
Berenice se queixava de cansaço. Berenice se queixava de falhas na memória recente. Lapsos que a deixavam em situações constrangedoras. Essas vagas falhas de memória se tornaram grandes, semelhantes às sequelas de usuários de maconha. E a unica frase que ela conseguia dizer era: "Gente, eu to ficando louca". As primeiras teorias que se formaram, foram em decorrencia de uma unha encravada no pé dela.
1) A podologa tinha feito uma lobotomia. (Impossível)
2) Uma larva de tenia havia entrado pelo buraco da unha, subido até a cabeça e começado a crescer, se alimentando do cérebro dela. Cisticercose. (Plausível)
Enfim. Passaram umas horas, e começamos a descobrir fatos estranhos. Podia ser um trauma de infancia, uma frustração muito grande, ou algo parecido. Foi quando, ilumiado pela sabedoria divina e guiado pelo pensamento freudiano de que cigarro significa penis e charuto significa charuto*, eu descobri toda a teia psicológica que se desenrolava. Eis meu diagnóstico:

Berenice, quando era criança tinha um sonho, como varias outras crianças (exemplo: Hitler), de ser pintora. Pintora famosa, como Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Rafael e outros mais. Ela tinha esse sonho. Que foi frustrado pela sua mãe, que queria que ela fosse doméstica. Então, não desistindo do seu sonho maravilhoso de ser rica, ela começou a pintar. Panos de prato. Guardanapos de secar louça. Sua mãe era muito cética quanto aos talentos da pequena Berenice. Certa vez, enquanto Berenice brincava de Pollock no guardanapo, sua mãe lhe deu um tapão na orelha dizendo "VAI SUJA TUDO OS PRATO DEPOIS, SUA MULA", e Berenice ficou dois dias com o ouvido apitando, desistindo (temporariamente) de sua carreira de pintora mundialmente famosa.
Esses fatos, Berenice contava para o seu peixe Betta vermelho de tres anos e imortal: Tico (nome real). Ele só tem tres anos, por que ela pensa que ele tem tres anos, e ele só é imortal, por que toda vez que ele morre, a mãe de Berenice (por dó da criança) trocava por outro identico. Deve ser a quarta geração de Ticos, mas ela ainda acredita que é o mesmo, e que ele é imortal. O que agravou a situação, levando ela a paranóia atual. Mas não acaba aqui a história da pequena Berenice. Ela cresceu.
Agora ela namora. Ela continua conversando com o peixe imortal dela, continua com o sonho de ser uma pintora mundialmente famosa (em coma induzido, mas o sonho ainda vive). E pobre coitada. Berenice é inocente, ela acreditou no que o namorado disse. Ele prometeu pra ela um atelie, pra ela poder pintar seu quadros, no meio da Chapada Diamantina, com uma sacada toda de vidro, de frente para a mata, para a cachueira, para o ar, para a liberdade. Coitada. Mal sabia ela que não passava de ilusão. Mal sabia ela que o atelie era um barraco 4x4, que o meio da Chapada Diamantina era bem em cima do Pico do Jaraguá, que a sacada não passava de uma janela suja e que a visão era só neblina, nuvem, Rodovia dos Bandeirates e capim alto. Ela terminou com o namorado, antes de descobrir isso. Foi melhor, pois se ela tivesse descoberto antes, teria se frustrado mais ainda.
E aqui está Berenice. Fazendo contabilidade, trabalhando de secretária, esquecendo onde guardou os comprovantes, não sendo regionalmente famosa, tão menos mundialmente, e conversando com o peixe imortal de tres anos. Ela não está louca. Só um pouco fora de contexto.


Dedicado à Ana Paula Fabiano.


*Freud dizia que o vício do cigarro era explicado pelo desejo sexual do fumante, a partir do momento em que ele associava o cigarro à figura do penis. E quando questionado sobre o simbolismo fálico do charuto que fumava (se um cigarro é um penis, um charuto é um tarugo de negão), ele declarou que "Às vezes, um charuto é só um charuto".