sexta-feira, 2 de março de 2012

Subitamente

Algo em você se desfaz. Parece vigorar uma impossibilidade de enxergar, de reencontrar algo que foi fundamental e que deu sentido até então aos dias que se foram.

O medo invade e o mal – estar faz sentir-se doente o tempo todo. O corpo não responde bem. Dores e náuseas causadas pela mente. Uma súbita felicidade que faz com que tudo volte aos eixos, mas não dura mais que 12H.

Às vezes até parece que o mundo de ponta cabeça faz mais sentido, mas não há nenhum sentido. Ir ou vir: tanto faz.

Postado por Thami

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Como um barco perde o rumo ...

Abri o rack pra pegar uma garrafa de vinho, a última por sinal. Sujei minhas mãos e então pude perceber que estava escorrendo um pouco de vinho pela garrafa. Vinho vagabundo, não é nem de rolha, é de rosca mesmo. Estava quebradiço bem na boca da garrafa, bem quebradiço. Com certeza teria caído alguns vidrinhos ali dentro, mas eu não me importei.

Beber um pouco de vinho antes de dormir me faz bem, me faz adormecer mais rápido sem pensar muito, me faz ter um sono sem sonhos turbulentos.

Parece que a cada gole o muro de Berlim que há dentro de mim vai sendo derrubado, e então meus pensamentos se comunicam com aqueles que estavam do outro lado do muro, e o alivio é imediato e também dolorido.

Em um desses goles eis que sinto algo raspar minha garganta. Era um pedaço de vidro por ali se passando, mas já se foi, apenas mais uma dor no meio de tantas outras que até faz com que amenize essas ‘’outras’’.

Não conto os goles, mas uma aproximação de mais ou menos pelo 9° gole volta o ardor na garganta e então percebo que tem algo escorrendo por ela, e não era o vinho. Sangue. Era sangue.

Então me pergunto o que seria melhor: cuspir ou continuar engolindo sangue?

E após analisar esta questão já na lentidão causada pelo álcool, eis que me encontro na pergunta que me faço todos os dias. Acho que o melhor a se fazer nessa circunstancia seria cuspir, mas engolir é mais cômodo, e assim eu não vejo o sangue saindo de dentro de mim e concordo comigo mesmo que está tudo bem.

Eu realmente gostaria de cuspir, mas vou continuar bebendo, e junto com o vinho, engolindo sangue...

Postado por Thami

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Aos Teus Olhos.


Negro. Negro como o mar da meia noite. Tão escuro quanto a ultima hora antes da alvorada. Toda luz aprisionada no negro dos seus olhos. Íris cor de mel, e pupilas negras. Profundamente negras, capazes de absorver todo o meu universo. Meu mundo. Minha vida.
Na profundidade deste olhar negro, me guio para luzes tão distintas quanto as cores da aurora. Cores mil, dançantes. Me guio para sons e lugares distantes. Polisinese. Míticas divagações e introspecções são despertas ao fitá-los no negro, além de epifanias. Epifanias de quem eu sou.
Este pequeno orifício negro é onde achei o significado de tudo. Minha filosofia. Meus princípios. Os meus olhos refletidos, como um espelho revelador. E enquanto estes olhos negros me instigam, me criam, me nascem, uns outros olhos, amendoados, me cuidam, me saram, e na fusão de negro e mel, me acho amando e sendo amado.
Na missigenação das cores e dos sons, dos olhos e dos meus olhos, me acho perdido, e me encontro aconchegado em braços quentes que me aninham. Me acho assim, quem eu sou, esclarecido e iluminado, forte em meus conceitos, mas assim como sou, me acho fragil em seus braços.
E é assim, e assim será, por todas as vezes que me olhar no negro dos seus olhos, margeados po um mel, tão doce quanto meu amor por ti.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Querido Deus

Não peço nenhuma manifestação exporádica, nem nenhuma comprovação da existencia. Tampouco uma revelação onipotente que elimine todas minhas duvidas e conflitos de entendimento. Quero minha racionalidade intacta, por favor; e quanto às minhas duvidas ateísticas, deixe que os sábios estudiosos e profetas as sanem, me guiando por linhas lógicas que meu cérebro compreenda.
Não peço nada que não esteja ao Vosso alcance, recorrendo ao perdão imediato pelo sarcasmo desnecessário; velando pela minha fraqueza espiritual, e temendo pela minha sanidade mental há muito desgasta e pelo meu gênio desafortunado de virtudes, peço uma explicação simples e singular, que apenas eu poderia saber sobre os erros do passado, os erros do presente e, por que não, os erros do futuro.
Minha decadencia como ser humano compreensivel e aceitavel não é de agora. Vem de outros verões os meus devaneios sordidos e depressivos, sempre ensebados de orgulho e depreciação moral. Me ensoberbece a alma a ira, e me consome o espirito a discrepancia das partes, mas em quem colocar a culpa? Sou tão errado quanto as linguas falam? Linguas são os musculos mais compridos no homem, e por muitas vezes afiadas como espadas e venenosas como cascavéis, mas sou eu tão culpado quanto me julgam?
Em que ponto estou certo? Ou não há certo e errado? Não pode haver relativismo em assunto tão próprio. Seria como relativisar a própria existencia do homem em seus defeitos e conspirar contra o mundo. Sou tão cego que não enxergo a mim mesmo, ou o martelo e a bigorna que forjaram o meu carater me criaram belo ao outro e rude, tosco em meu proprio solo? Por que tenho abrigo seguro e confotavel em colchões de palha, empoeirados e desgostosos, e sinto repulsa da minha propria cama?
A bifurcação está posta. Que caminho tomar? O perdão é um caminho estreito, tortuoso. Um espinheiro que não pretendo conhecer antes de alcançar o conhecimento. Uma resposta tida como válida só será considerada quando minha alma sentir paz, e meu espirito sentir-se motivado novamente a trilhar os caminhos, e minha carne sentir-se sarada e novamente disposta a suportar os açoites. Por enquanto, aguardo terna e ansiosamente pela carta-resposta.
Deixarei de Lhe incomodar com minha pequenez altiva e disformidade de contexto, sempre pronto para o serviço, e claro, sempre duvidoso da verdade.
Em nome de Jesus.
Amém.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2011/2012


Faz algum tempo que sinto vontade de escrever, mas me nego para não reviver os sentimentos daquilo que iria escrever, mas acho que esse é o momento, pois o que aqui vou reviver em memória, são coisas boas, algumas ruins, mas que de alguma forma contribuiu para meu ‘’eu’’ atual.

Este era pra acabar sendo apenas mais um ‘’ultimo post do ano’’ clichê, mas por erros técnicos (problema com a senha do blog), não consegui postar no dia 31. Mas então...

O ano de 2011 não começou muito bem, não tinha passado em nenhum vestibular (o do mato grosso do sul não conta), não tinha conseguido nenhuma bolsa de estudos e não conseguia encontrar um estagio descente. Em Fevereiro tudo mudou com aprovação em um curso ‘’estranho’’ da Unicamp que abriria portas para aquilo que eu mais precisava: faculdade. Com isto o pico da esperança foi ao topo.

Ao longo do ano aprendi que eu não sou tão inteligente o quanto achava, aprendi que talvez não vou ser tão inteligente quanto achei que era. Aprendi que tenho preguiça, muita preguiça, e que talvez seja esta mesma que vá foder com tudo que está por vir.

Queimei-me por colocar a mão no fogo por alguém, conheci pessoas incríveis, terminei um namoro, peguei mais ódio ainda de matemática e física, mas também aprendi um pouco de matemática e física, porém não o suficiente. Gostei ainda mais de biologia, mas também fiquei com medo da mesma. Imaginei-me geóloga. Mudei de planos varias vezes, enterrei sonhos. Fui egoísta, orgulhosa, aceite situações que jamais aceitaria. Achei o máximo comer no bandejão, achei um saco ter que comer todos os dias no bandejão. Criei uma conta universitária. Fui um orgulho pra toda família. Entrei na academia. As coisas pioraram, as coisas pioraram ainda mais. Saí bastante, bebi bastante, dancei bastante. Fui mais eu, liguei o foda-se. Conservei os velhos amigos, fiz novas amizades. Conheci uma pessoa. Fiquei um pouco independente financeiramente. Tive medo de perder pessoas próximas antes de o ano acabar. Quebrei regras, quebrei tabus. Senti raiva, muita raiva, senti amor, muito amor. Melhorei na culinária. Me auto decepcionei. Fiz coisas que não deveria fazer, mas que faria novamente. Menti, colei, fui pega colando, me ferrei. Arrisquei-me bastante. Amei. Fui pedida em namoro, comecei a namorar. Fiz promessas. Distanciei-me de Deus, aproximei-me de Deus. Fiz 18 anos, não comemorei meu aniversário, dei entrada na carta de carro, entrei em um barzinho utilizando meu próprio RG. Conheci-me melhor, entendi-me melhor.

Não quero criar expectativas pra 2012, mas... Que seja melhor!!!

Postado por Thami


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Para Onde Foi?


E para onde foi toda a poesia? Aquela poesia simples, vislumbrada em um sorriso? Aquela poesia que a rua te dá ja se perdeu. A rua hoje não nos mostra mais sorriso algum. Não se vê mais graça em olhares enamorados. Não se vê mais pureza na brisa que toca o rosto. Não mais. A rosa vermelha que morre ao sol não é mais letra no papel. Não é mais a angústia do poeta. O retrato antigo de alguém que se foi não é mais saudade. A rua hoje é um conglomerado de pessoas presas em seu egoismo. A rua é asfalto. Concreto. A brisa agora apenas nos alivia do Sol. A brisa hoje não passa de vassoura nas ruas. A poesia se perdeu.
Na verdade, nós nos perdemos. Nós nos acomodamos. Nós guardamos a nossa poesia e preferimos não achá-la mais. Retiramos os versos da simplicidade e nos contentamos com a monotonia de um complexo monólogo. Nos exilamos em nosso id e reprimimos tudo aquilo que a razão tem como belo. Nos contentamos em saciar a nossa carne nos prazeres vis, sórdidos e nos alegramos em matérias desnecessárias. O mundo se afunda em ganância e egoísmo. Não mais o mundo gira naturalmente por sua própria força e nos conduz pela beleza de suas trilhas, mas agora, o mundo estagnado estanca suas feridas, enquanto nós nos conduzimos por caminhos estreitos e tortuosos em nossos universos paralelos.
Consagramos o belo ao crime. À miséria, fome, politicagem. Fazemos questão de mostrar uns aos outros nossos desejos desvairados e consumistas. Clamamos loucamente para que notem nossa superficialidade. Hoje, apenas há duvidas. E duvidas que não necessitam ser sanadas. Duvidas criadas por nós, para nós, afim de gerarmos em nós uma ideologia falsa e uma revolta utópica. Não nos importamos com nada disto que nos cerca, mas fingimos nos importar para que a sociedade hipócrita, que nos criou, permaneça na sua rotina natural, e tudo continue exatamente igual. Acomodamo-nos a ser iguais. A pensar igual. A olhar igual. A sentir igual.
Suplico a mim mesmo que, EU, independente da imposição, oposição ou sacrifício, encontre os meus conceitos e princípios novamente. Que eu encontre meus olhos e reestabeleça minha mente. Que eu volte a olhar as coisas e senti-las da minha forma. Que eu volte à simplicidade. Que eu volte a escrever sobre um sorriso num dia chuvoso, e sorrir ao lembrar dele.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Baixo Teor de Tolerância.



Segunda-feira. Chove, venta, faz frio, e continuo detestando os hipócritas ociosos. Não serei tão mais hipócrita que eles, pois assumo que me sinto confortavel com o ócio, e tenho sim minhas hipocrisias, pois sou humano como todos outros. Mas continuo detestando sim os hipócritas. E os odeio ainda mais quando, por um momento, conseguiram entrar no meu círculo de confiança. Pois, quando voce confia em alguem, voce pressupõe que esta pessoa esteja apta a participar de situações da sua individualidade, sem se manifestar indevidamente.
Porém, quando se trata de hipócritas, todas as pressuposições sadias e de boa fé se tornam convicções fétidas e desagradáveis. Não passam de frustrações amargas que nos fazem retroceder e pensar novamente em todos aqueles que estão ao nosso redor. Nos fazem refletir sobre quem realmente está apto a nos prestigiar com sua verdadeira companhia e sobre aqueles que estão simplesmente engordando nosso circulo social por razão de um mero protocolo sistematizado e etiquetado de Educação e Convívio.
A verdadeira companhia não se resume apenas à presença constante, ou às rotineiras atitudes preestabelecidas pela sociedade. Importar-se verdadeiramente não significa "bom dia, como vai voce?". O valor de uma amizade não se mensura pela aparencia do individuo, tampouco pelo tempo que se convive com ele. O verdadeiro valor de uma amizade se comprime na profundidade de um abraço. De um olhar.
É quando somos capazes de admitir para nós mesmos os proprios erros, e saber que aquele que está ao lado é sujeito passivel dos mesmos erros. É medir as proprias palavras numa escala infinita, pois aquele que as ouve não se importa com o peso, pois sabe que aquele que fala, ajuda a carregar o fardo. É buscar entender o momento e a situação, sem interferir no ciclo natural da pessoa; sem julgar sua personalidade, procurando sempre enxergar o seu caráter. É permanecer ao lado independente da circunstancia; sempre, independente das investidas dos oponentes, que dilaceram com suas duvidas e presunções qualquer mente que divaga; oferecendo-se de suporte e estendendo a mão, e vigiando para que não caia, consciente de que a reciprocidade é real.
Creio que um dia os hipócritas saberão disso, quando eles deixarem de usar suas máscaras de seres evoluidos e perfeitos, e admitirem que são tão ruins quanto os demais humanos. Quando enfim deixarem de buscar a perfeição alheia e nos apontar o dedo nos julgando, e aceitarem que cometem os mesmos erros e procurar a própria reparação e perfeição. Quando eles pararem de se importar com o que tal pessoa aparenta ser, e encontrar o que ele realmente é, talvez começarão a olhar os outros como realmente são. Talvez, neste momento da minha vida, meu circulo social esteja realmente repleto de verdadeiros amigos, e não de meros hipócritas. Talvez neste momento da minha vida eu aprenda o dom da tolerância.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Essência.


O Sol achou-nos indignos e resolveu esconder sua beleza dos nossos olhos mortais. As nuvens que, nos olhavam em seu esplendor alvo, enegreceram e encheram-se de tristeza e nos deram de presente suas lágrimas. A cor fugiu de seus objetos. A sombra e o cinza festejam então a ausência das luzes, e banham-se nas lagrimas frias que escorrem da face dos céus. O vento grita e clama, pois lhe tiraram a alma. Percorre sorrateiro pelas veredas escuras, retirando delas um ultimo e quente suspiro. Faz frio.
Um vidro me separa desse mundo. Encontro-me aninhado em mim mesmo, recorrendo à minha própria solidão para não me sentir só. Mas há algo de diferente hoje. A chuva que cai la fora, me lava por dentro. Sinto algo me dando forças. Algo que me faz sentir algo. Vida. Percebo então que vivo. E vivo e somente vivo. Respiro. Penso. Falo. Toco. Vejo. Ouço. Ouço de longe um som quase que imperceptível de alegria. Musica. Uma musica calma. Acordes menores tocados em um violão de madeira de cedro. Um som leve que me faz flutuar. Consigo ver a essência dos sons. Posso tocar suas cores. Consigo ver a minha essencia. Leve. Livre. Sinestesia.
Corro desesperadamente pra dentro de mim, e busco incansavelmente a mim mesmo. Acho. É belo, como o dia la fora. Colorido de cinza. Minha essência. Meu ser dividido em milhões de um. Uma solidão companheira. Um amor odioso. Um rancor de perdão. A contradição do contrário. Sou eu. Uma revolução contra rebeldes. Um rebelde contra a revolução. Algo que guardei para que me esquecesse e talvez pudesse mudar. Algo que pensei jogar fora para que outro ocupasse seu lugar, mas agora percebo que permanece. Intacto. Forte. Vivo. Percebo quem realmente sou, o que realmente faço, e como realmente vivo. Simplesmente eu. Vivendo a beleza da contradição. Sendo simplesmente eu mesmo, independente de outros. Independente de mim. Pois é isso que sou. Algo novo que se perdeu a muito e se encontrou novamente. Um unico de muitos. Uma essência que, de tantos perfumes, não tem cheiro. Uma vida que vive intensamente um unico momento. Um momento como esse, que me perco em mim. Que me descubro. Que me vejo, me toco, me ouço, me falo. Que vivo a mim mesmo. E que logo passa, e volto a abraçar a minha solidão. E permaneço sendo eu mesmo. A contradição viva. Sou isso. Muitos em um. Um em muitos. E não sei ao certo se sou isso mesmo. A dúvida é bela, não?
Parece-me que as nuvens se alegram em me ver assim. O Astro Rei me contempla.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Resignação

Logo pela manha estava frio, bem frio. Tomei um banho bem quente e me arrumei ao som de Snow Patrol.

Fui pra facul, prestei atenção em todo o caminho, observei as árvores os carros, as pessoas.

Cheguei de bom humor, conversei com pessoas que não tenho costume de conversar, prestei atenção na aula, fiz o que deveria fazer. Não deixei comida no prato (bandeja), comi uma fruta em vez de um açaí. Fui pra outra aula, prestei atenção, entendi, me perdi, e resolvi matar a última hora. Não fui pro laboratório de informática como de costume entrar no facebook. Fui deitar no gramado. Observei a árvore vista do chão, o céu. Esquivei-me do sol e cometi um erro. Fui pra ultima aula, não prestei muito atenção, mas fiz o que deveria fazer.

Não queria escrever, mas vou escrever porque preciso escrever. Pra matar o tempo que me mata, ou simplesmente pra evitar viajar em minha vasta mente de imaginação que não está contribuindo muito bem ultimamente.

Escrever pra aliviar a tensão, o estresse, a dor, a frustração, a fobia e toda puta que pario. È sempre bom aliviar esses sentimentos catastróficos em algo ou em alguém, então porque não escrevendo?

Agora sinto algo me corroer, e o pior, permito-me ser corroída

Postado por Thami

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Amém.



Medo. Todos nós temos medos. Uns mais que os outros, mas ninguém escapa da tremedeira. Ninguém é forte o bastante para fugir do suor frio, e dos presságios temerosos. Todos nós estamos submissos a algum pavor. Material ou não, todos nós temos medo do sofrimento. Da dor. Nenhum machucado é mais dolorido que as feridas da vida. Cicatrizes que ardem sempre que se lembra, dores insuportáveis. Um choro amargo que nos dói a alma.
A vida nos bate o tempo todo. O tempo todo. Às vezes mais forte, às vezes não. Às vezes em lugares mais sensíveis, às vezes não. Às vezes ela só escarra em nós. Às vezes sangra, às vezes não, mas todo dia nós apanhamos um pouquinho. Às vezes conseguimos nos levantar de novo, às vezes precisamos de ajuda, e às vezes, simplesmente nos entregamos e permanecemos deitados.
A coisa mais difícil do mundo é sonhar enquanto apanha. Nunca devemos deixar de sonhar. Nem mesmo enquanto levamos a surra do século. Mesmo que seja apenas um pouquinho, e somente um pouquinho. Devemos sonhar enquanto a vida nos coloca debaixo dos seus pés, e nos esmurra a face, e nos chuta as costelas. Sonhar enquanto o sangue escorre da nossa boca, nariz e supercílios. Enquanto o calor se apossa de nossas almas e a dor corrói nossos ossos. Sonhar enquanto a vida nos pisa e amassa, e nos converte em migalhas e farrapos. Isso é árduo. Nos consome.
Temos que aproveitar enquanto estamos ali, deitado, rendidos, apanhando, e fechar os nossos olhos, e deixar que nossa alma, mesmo ferida, enxergue adiante. Olhar para frente, para um futuro talvez utópico, talvez não. Não nos importar com os chutes. Com as cusparradas. Temos que cavar o mais profundo de nós mesmos, e desenterrar aquele sonho antigo, e em cima desse mármore abandonado, talhar um novo sonho. Um novo rumo. Uma nova esperança. Esta nova figura, te servirá de bálsamo. De atadura. Cada sonho novo é um pedaço de si que se regenera. Que estanca o sangramento. Que reanima teus pulmões. Que faz teu coração bater mais forte.
Assim, terá forças para se levantar, e se mostrar novo. Preparado para a próxima. E a próxima. E a próxima da próxima. De peito estufado, encarando-a face a face, até que a vida morra. Olho no olho. O ódio dela contra sua coragem. A força dela contra sua vontade. Os murros dela contra seus sonhos. Sonhos são indestrutíveis. Inquebráveis. Incorruptíveis. Pelo menos enquanto estão vivos. Enquanto não são guardados ou esquecidos. Independente dos tapas, dos murros e pontapés que ela vai lhe acertar, permanecerá de pé. Lutando pela liberdade. Pelo seu sonho. Dia após dia, se levantando, batendo o pó da calça, secando o suor com a manga da camisa e sonhando. Sonhando e se regenerando. Sorrindo. Vivendo.
Meu sonho, este que me salva todos os dias, que me da forças para me levantar pela manhã e matar meus leões e enfrentar meus demônios todos os dias, e que me cura durante minha noite, este meu sonho está guardado. Guardado em olhos cor de mel, tão doces quanto. Olhos de cuidado, com um som suave e meigo que me cuida, e sara todas as minhas feridas. Olhos que logo, logo serão meus. Minha alma os vê todos os dias, e eles me dão forças para lutar e conquistar. E todos os dias, ao me deitar depois da labuta, percebo que estão logo aqui, ao meu lado. Prontos para serem meus. Prontos para sermos um. E quando finalmente este sonho deixar de ser sonho, então, seremos um. E sendo um, sonharemos juntos, e lutaremos juntos. E viveremos juntos. E todos nossos medos serão irrelevantes.
Assim seja, diante de Deus. (Amém)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sucinto

Improviso-me então, enquanto eu for capaz de me surpreender.

Nada como se deliciar em meio de um caos, já que nada poderá ser mudado a tal circunstancia.

Cadê meus muros, minhas grades, meus portões?

Em um piscar de olhos tudo sumiu, parecia tão seguro, claro e certo.
Se bem que o seguro nem era tão seguro assim, o claro meio cinza, e o certo um pouco incerto.

Mas era verão, depois veio a primavera, depois outono, e agora é inverno, e a temperatura realmente esta baixa, mãos e pés frios, mas é bom manter os órgãos internos bem aquecidos se quiser evitar mais danos.

O combinado era tão diferente...


Postado por Thami

terça-feira, 19 de julho de 2011

Novidades

No sábado, tinha tudo pra ser bom, ou até mesmo ótimo, já que eu estava com minhas duas melhores amigas.
Nosso destino era o Vila Velha, um barzinho sertanejo que já tínhamos ido antes.

Cheguei à casa da Iza às 7H semi-pronta, já tinha tomado banho e só faltava colocar a roupa que já estava separada, e passar algo no rosto. Tínhamos combinado de sair às 8H, mas às 8H significa no mínimo às 9H. A Nãna não tinha nem tomado banho ainda, ela é a que mais demora pra se arrumar.

A Iza ficou na duvida de qual roupa colocar, e ficamos rimos, contando piadas e segredos até todas estarem prontas pra sair.

Antes de sairmos fomos jantar, a mãe da Iza tinha feito batata frita e hambúrguer, e em uma das piadinhas no meio do jantar me fez engasgar com a água, e comecei a tussir freneticamente, a Iza começou a rir sem parar a Nãna me olhava com cara de nojo afastando o prato de perto de mim. Se dependesse das minhas amigas eu morreria, mas eu amo elas.

Após o jantar foi o ''momento maquiagem'' e logo já saímos em rumo ao nosso destino, eu a Nãna, a Iza e o Felipe.

Chegando ao local às 22h30min, vimos que tinha uma fila pra entrar, e na conversa de fila a Iza disse estar com sono, e eu disse que preferiria estar assistindo um filme de baixo do edredom e comendo brigadeiro. Velhas, que horror, quem são essas? nós? Não mesmo.

Estava lotado, muito lotado. O pessoal pediu as bebidas e pegamos uma mesa. Parecia que eu estava prevendo que não ia curtir aquela noite.

Caras chatos e embriagados chegavam pra conversar, mas eu realmente não estava com saco pra eles, estava totalmente intolerante, e minhas amigas também, mas acho que eu estava pior.
Um cara de blusa vermelha, pele clara, cabelos pretos, até que bem bonito, veio conversar, e esse não estava embriagado, mas não, eu realmente não estava nem um pouco a fim de ouvir o que ele tinha a dizer, e muito menos dizer algo. ''Tchau, vou fumar'' foi o que eu disse enquanto ele dava uma pausa da fala que explicava o que ele fazia.

- Você fuma?
- Não, mas vou fumar. Tchau

Na área de fumantes, fumando passivamente e conversando com as meninas, resolvemos que deveríamos ir embora, já que aquele lugar estava um porre, e não era só eu que estava achando.
Pagamos a conta, e 2H já estávamos pra fora do barzinho, em plena noite de sábado. Ainda era cedo...

No caminho comentamos que não estávamos nos reconhecendo. Porque não curtimos a noite?

A Iza alegou que o lugar estava muito cheio, a Nãna alegou o mesmo, que mal dava pra se mexer, quanto mais dançar, eu... Ah eu sei exatamente o porquê de não ter curtido...

Dividi a cama de casal com a Iza, e antes de dormirmos conversamos sobre as coisas da vida e sobre aquilo que atormentava minha mente, que é bom e ruim ao mesmo tempo.

Tinha tudo pra ser bom, ou até mesmo ótimo, já que eu estava com minhas duas melhores amigas...


Postado por Thami

Saudade

Sentado em minha mesa, com o papel e a caneta à minha frente, uma caneca de café esfumaçando e enchendo o ambiente com seu perfume. Está escuro no quarto. Apenas uma luminaria me mostra o que devo fazer. Chove la fora. Uma chuva fina, gélida, e o vento atormenta minha janela. Seu sussurro medonho assola as persianas. É inverno. A temperatura é tão baixa, que sinto meus ossos endurecerem. As blusas e panos que me envolvem não são suficientes, mas o café quente me basta.
O papel me encara. Sua face branca e lisa me intimida. Nada mais é como antes. Sei exatamente o que fazer. Sei exatamente como fazer. Mas me falta algo. Minha cabeça se distancia cada vez mais da realidade e se afasta gradativamente daquele papel. Minha mente começa a vagar por terras desconhecidas, habitadas apenas por lembranças mortas. Não me sinto mais vivo para escrever sobre a vida. Até que, inesperadamente, meus pensamentos se esbarram em um sentimento. Saudade. Vejo uma mão segurando a minha. Vejo passos. Vejo o mar.
Instintivamente minha mão avança sobre a caneta e começa a percorrer sobre o papel. Ainda preso na minha mente, escrevendo involuntariamente sobre minhas divagações, vejo uma mulher. Sua pele morena, lisa. Me envolve com seus braços enquanto sussurra em meu ouvido com seus labios grossos e quentes. Sinto seu cheiro mais forte que o café. Seus cabelos enrolados se soltam por cima dos ombros, e o castanho mel dos seus olhos me fitam profundamente.
Sua boca se move suavemente enquanto fala. Seus olhos brilham. Parece um anjo. Seu sorriso me fascina. Gracioso. Perfeito. Me encanta enquanto seguro sua cintura fina. Seus braços ao redor de mim me aquecem. Me conta sobre seus planos, sobre seus sonhos, enquanto nossos espiritos dançam no silencio de nossos corpos. Me sobe um arrepio pela espinha. Sinto nossos corações acelerados. Sinto seu corpo arrepiar, e tremer enquanto seus olhos se fecham lentamente, e nossos labios se encontram.
Quente. Um formigamento me sobe as pernas, e um desejo de que aquele momento dure por toda eternidade. Um beijo. Nosso corpo preso um ao outro, entrelaçados em um abraço infinito. Seu halito fresco me desperta desejo. Minhas mãos passeiam por suas costas, enquanto seus braços me seguram forte. Um beijo longo, demorado. Extase. Sua boca desprende-se da minha, e corre para meus ouvidos e, num sussurro, me tira do meu estado de sobriedade. Uma declaração, três singelas palavras, ditas num cochicho que veio do fundo da alma. Eu te amo. Suas palavras ecoam na minha mente, dançam à minha volta. Tudo tão perfeito. Tudo apenas uma lembrança.
E assim, a imagem vai se dissolvendo e vou voltando para a penumbra de onde sai. O seu cheiro vai se dissipando, dando espaço ao amargor do café. Sua voz se torna um eco abafado e some no tilintar da chuva. Seu toque suave e seus braços se transformam no peso dos meus casacos. Cá estou eu, sentado novamente na minha escrivaninha, sozinho, tomando meu café e ouvindo a chuva bater na janela. Sinto uma angustia conhecida de muitos carnavais. Uma dor sorrateira que permeia minha alma. Uma velha companheira. A saudade.
A tristeza para o poeta. A saudade para o amante. Assim contemplo o papel escrito à minha frente. Sozinho, envolto em devaneios, lembrando bons momentos e desejando-os de volta, e esperando desesperadamente para tê-la de volta.
Eu te amo... ainda posso escutar bem proximo de mim.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Quem sou eu?

Pela primeira vez não vou escrever algo ruim que aconteceu comigo e tornar isso engraçado, porque ultimamente não estou achando as coisas ruins engraçadas, muito pelo contrario.
Nos últimos meses aconteceu tanta merda que cheguei à conclusão que por mais que as coisas estejam ruins, tem como piorar, e que infelizmente e é isso que acontece (comigo).

Pela primeira vez vou admitir para mim mesmo: QUE VIDA DE MERDA. Eu que sempre sou positiva em tudo que faço, sempre acredito que as coisas vão melhorar, mas infelizmente não é isso que estou vendo.

Pela primeira vez estou tentando entender eu mesma, embora eu já entenda mas apenas não admita. Então é melhor eu reformular minha frase: Pela primeira vez eu estou admitindo meu eu para mim.

Ainda não pensei se isso é bom, porque me sinto com vontade de surtar. Logo eu, tão equilibrada quando sóbria (quando sóbria), sempre pensando nas conseqüências, na vida,no futuro. Ah o futuro...
Às vezes acho que é bom não viver a realidade quando ela não é tão favorável.

O que é alguém louco?

Alguém que não vive a realidade atual, mas sim em seu mundo, seja lá o que for e como for, eu diria pelos conceitos padrões.

O que é lucidez?

O contrario de loucura, embriaguez. È estar apto e consciente para compreender o que está acontecendo ao redor, eu diria por mim mesmo, sem definição do google ou dicionário.

Pela primeira vez começo a me perguntar em qual dos dois gêneros que define o pensamento do ser humano eu me enquadro.

Pela primeira vez paro pra pensar na realidade, sentir ela e me entregar a ela por completo.

Eu já tinha parado pra pensar na realidade, mas não a senti por muito tempo, senti, mas não por muito tempo, e ainda mais me entregue a ela.

Esse sentimento não é legal, não é bom e eu não gostei. Sei que amanhã assim que eu chegar à faculdade ele vai sumir, pelo menos aparentemente, mas quando eu pisar os pés em casa vai voltar à tona.

Pela primeira vez questionei o porquê tenho que viver, eu que sempre amei ( e amo, por enquanto) a vida.

O que não consegui pela primeira vez foi ser compreensivo, e não sei se vou conseguir, ou até mesmo se quero.
Pela primeira vez não vou ficar divulgando meu post pros meus amigos para eles lerem, afinal, nem sei que quero alguém leia.

Postado por Thami. siiiim, por Thami

sábado, 28 de maio de 2011

Adesivos de carro

Depois de sair na rua e encontrarmos 90% da população ''Nas mãos de Deus''...




Chegou a hora da ''Família Feliz''.Onde você sabe se o dono do carro lerdiando a sua frente é casado, se ele tem filhos, cachorro, gato, peixe, passarinho, papagaio, galinha, boi, etc.




Eu gosto desses adesivos pra me distrair durante o engarrafamento de cada dia (amém).
Fico olhando os carros e pensando: - ''A dona do Celtinha vermelho é mãe solteira ou separada do marido, pois no carro só tem ela e duas crianças'';
''Caracaaaaaaaaa como que cabe o pai,a mãe, e quatro filhos dentro desse Gol bola? Pra eles teria que ser um Doblo ou uma Perua'';
'' Huuuuuuuum, o dono dessa Captiva não é casado...'' ;
'' O cara é casado, tem duas filhas grandinhas e uma pequena, 2 peixes e um cachorro'';
'' Nooooooooossa, esse ai tem um zoológico em casa : 2 peixes, 2 gatos, 2 cachorros e 2 passarinhos,. È a cadeia alimentar completa'';
''Olha só, os donos desse C4 pallas não tem filhos... será que querem me adotar?''
''Que lindo, o pai, a mãe e o filhinho...'';
''Mulher sozinha... ta pedindo pra ser assaltada'' .


Sabe que eu até me estressava com isso. Achava ridiculo, tosco, entre outros adjetivos. Mas agora até gosto, porque enquanto a AV. das Amoreiras está entupida, depois o engarrafamentinho da Orosimbo Maia que vai até a puta que pario, e mais pra frente o Tapetão, que não termina a reforma nunca (meu percurso de cada dia), vou me distraindo com as pessoas que contam a vida com simples adesivos. E quando era o ''Nas mãos de Deus'', eu ia contando quantas pessoas estavam nas mãos de Deus até eu chegar ao meu destino final. Ajuda a passar o tempo e não se estressar com o caos do transito diário.


Postado por Thami

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Cansei...



Cansei. Quero que va pro inferno. Sempre a mesma coisa. Sempre as mesmas desculpas. Faço força pra acreditar ainda. Procuro nos mais obscuros cantos, qualquer coisa que me me de um pouco mais de fé de que um dia vai mudar. Mas sinceramente, tá cada vez mais dificil. Me consome. Ódio. Às vezes desejo a morte alheia. Me esforço pra não ter raiva, mas chega a ser incondicional. Incontrolavel.

Fala palavras vãs. Absolutamente vazias e despreziveis. Como eu vou dar valor em algo que é feito sem a intensão? Por que devo? O certo nunca foi tão incerto quanto é agora. Nunca se sabe. Nunca se quer. Se quer não faz por onde ter. Cansei de me adaptar. De tentar contornar e sorrir. Cansei. Cansei de ser a minha propria esperança. Cansei de nadar contra a correnteza, amarrado a uma pedra. Cansei de me frustar. Cada dia o mesmo dia. O mesmo erro. A mesma conversa. Os mesmos motivos e os mesmos pedidos.Promessas não cumpridas. Palavras cuspidas na minha cara. Desprezo.

Meu ego me acusa. Escarra na minha face. Sou vitima de mim mesmo. Do meu próprio escarnio. Não consigo mais. Simplesmente sinto vontade de desistir. De abandonar tudo isso. Mas agora, tenho mais medo de deixar uma vida pra tras, do que perder tudo o que conquistei. Tenho medo de jogar tudo fora e me afogar. Sucumbir em meu proprio ódio e desespero. Acho que vou morrer. Só espero que me curem antes.

sábado, 7 de maio de 2011

Semana maravilhosa



Faz tanto tempo que não posto por falta de tempo e vontade, mas hoje tive que vir aqui contar a semana maravilhosa que tive.

Segunda : - Sonhei a madrugada inteira de domingo pra segunda com a prova de calculo, se é aquilo pode se chamar de sonho.Acordei com torcicolo, virar o pescoço nem pensar. Não tive Taekwondo as 8:30 da manhã, por um lado foi bom que tive mais tempo de estudar pra tão temida prova de Calculo que seria as 2 da tarde. Durante o horário de almoço fui no banco com meus amigos e demorou tanto que nem deu tempo de dar uma revisada na matéria antes da prova, e de lá já fomos direto pra prova.
Pra nossa surpresa a turma foi dividida em 2, pra não ter perigo de colar, e quem iria me ''auxiliar'' durante a prova ficou em sala diferente da minha.
Começou a prova. Uma passada de olho na folha e o pensamento ''fudeu'' vem a tona.
Mas fui começando a fazer e o pensamento positivo foi crescendo.
Saí da prova com uma esperança enorme de tirar pelo menos um 6, mas ai caiu a ficha -Pera aí, 40/5 é 8 e não 7. Poooooooor**, errei o exercício inteiro por causa disso.
Fui pra aula de Biologia bege por ter errado aquilo, o que implicaria uma nota vermelha por bobeira.
Fui embora sem conseguir se quer olhar pra pessoa ao lado.


Terça - feira : - Era pra ter acordado as 6:40, mas o soneca falou mais alto e só acordei as 7:15. Puts to atrasada.
O torcicolo persistia, um pouco melhor mas ainda doía. A indiguinação no erro da prova de matemática atordoava meus pensamentos.
Chegando no ponto o ónibus passa, e em seguida passa o outro, perdi 2, DOIS. Fico no ponto por 30 minutos. Era pra ter pego o das 8:20, peguei o das 8:50H.
A aula começava as 10H, cheguei as 10:15 ,e olha que o onibus foi rápido, e agora era minha vez de correr porque entrar na aula depois das 10:20 é sinonimo de ficar com falta.
Coração acelerado, respiração ofegante, mas consegui entrar a tempo de não ficar com falta. A aula de Biologia foi legal.
A fila do bandejão estava enorme, o que é normal. No almoço a carne estava tão dura que eu precisava de uma cerra elétrica pra cortar, mas tudo bem...
A aula de produção de texto foi torturante, que soooono, que aula horrivél, não via a hora de sair de lá, estava ficando louca.
Acabou a aula, ufaaaaaaaa. O negócio era jogar Guitar Hero e Mortal Kombat no stand do BB pra relaxar.
Hora de ir embora, no onibus lotaderrimo. Chego em casa, a casa uma ba-gun-ça. Mas não vou me estressar, não vou.
As 21H entrei no site pra ver a nota de Biologia que já tinha saído, e pra minha surpresa está lá : 03.00
Pensamento - Isso é a nota? como assim 3? Eu estudei pra caramba, sabia fazer a prova inteira de olho fechado, impossivél isso, IMPOSSIVÉL.
Não chorei, mas minha vontade era de chorar.
Prometi não entrar mais no facebook e estudei até 00:30 pra prova de Quinta de Promoção da Saúde.


Quarta - feira : - Era pra acordar as 6:40, mas novamente o soneca falou mais alto. Novamente perco o primeiro onibus, mas consigo pegar o segundo, Ufa.
Não fui pro Taekwondo, pois meu pescoço não tava lá aquelas coisas.
Agora era o erro em Matemática e a nota de Biologia que me enlouquecia.
Na primeira aula todos falavam indignados da nota de Biologia, fiquei mais aliviada pois não fui a única que fui mal. Então o problema não era só comigo.
Já posso voltar a usar o facebook não é mesmo? Afinal não fui a única a ir mal, o erro deve ser quem corrigiu, quero ver essa prova, aaaah quero.
Fila do bandeijão pequena... que estranho. O almoço estava horrivél, o prato principal era 'Cozido picado'. Que coisa ruim, era bom nem olhar muito pra conseguir comer.
Fui no banheiro pra fazer meu xixizinho de sempre e... menstruação surpresa. Obaaaaaaaa. Eu sempre tenho um absorvente na mochila, mas esse dia eu não tinha.
Ainda bem que minha amiga tinha... Ufa.
Depois do almoço tinha uma massagem marcada, foi bom pra relaxar.
Na aula de Matemática o professor faz um breve comentário da prova e diz o quanto foram mal. E começa a resolver alguns exercícios.
Nenhum batia com meu resultado, o único que estava certo foi o que que eu errei 40/5, era o único, no qual errei o resultado final. Conclusão, minha esperança de nota é no máximo 2.
Antes de ir embora escorreguei em uma folha seca, passei jogar Mortal Kombat e Guittar Hero e me inscrevi no campeonato. Perdi.
Cheguei em casa discuti com a minha mãe e estudei pra prova de de quinta de Promoção da Saúde.


Quinta - feira : - Acordei atrasada, perdi o primeiro onibus, cheguei a tempo. Logo na primeira aula sintomas horrivéis de cólica.
E a cada minuto ela ia aumentando. Cassete, é dia de prova, logo hoje? - pensei.
Na hora do almoço nem fome senti mas almocei.
Aconteceu outras coisa que é até constrangedor contar, então não vou contar.
Tomei um remédio pra cólica, que dava sono e nada de passar a dor desgraçada.
Passei o resto do horário de almoço e a aula de química estudando pra prova que era na ultima aula.
Como eu mal tinha comido resolvi comprar um açai com leite condensado, pra dar uma energia antes da prova.
A feirinha onde vende açai não estava lá, então fui em 3 cantinas, e nada do açaí. Na terceira me estressei e acabei comprando uma vitamina pra não perder a viagem. Em vez de eu colocar açúcar, coloquei sal., só de raiva tomei, foi horrivél.
Voltei estudar, faltavam só mais alguns minutos antes da prova, ainda bem que a cólica tinha diminuído.
Chegou a hora da prova, vou olhar no celular pra ver que horas são e cadê meu celular? PERDI, PERDIIIIIIIIIIIIIIIIII.
Só que ele é tão pobrinho que minha amiga ligou pro numero e a pessoa atendeu e me devolveu mais tarde.
Fiz a prova tranquilamente, mas nem crio muitas esperanças quanto a nota.
Na volta onibus LOTADO. Mas lotado mesmo.
Fiquei conversando no facebook e resolvi ir dormir. Quando deitei pensei ''Ufa, o dia ta acabando, amanhã é um novo dia, vai ser tudo diferente''
Viro pro lado, e o celular toca. Olho no identificador, era o ex.
Fechei o dia com chave de ouro conversando como ex.


Sexta - feira : - Não perdi hora, cheguei a tempo de pegar Mortal Kombat no stand antes da primeira aula.
A aula foi difícil, uma revisão pra aula de quinta, que me preocupou.
O almoço foi ótimo, sem o que reclamar.
A aula de geologia foi ótima também, professor excelente apesar do sotaque italiano que dificultava entender algumas coisas.
Pra minha felicidade eu não ia ter a ultima aula, então as 4 todo mundo estava dispensado . Uhul.
Fui com meus amigos no centro, minha amiga foi ver a carta dela, o que demorou bastante, enquanto isso e eu meu amigo ficamos rindo.
Passei em uma loja pra comprar um presente pra minha mãe, já que domingo é dia das mães. Comprei um relógio pra ela, e não aguentei e acabei comprando um pra mim também.
Saí da loja e já coloquei ele no pulso. Meu primeiro relógio, que emoção.
Ganhei um chocolate do meu amigo e ficamos vendo vitrines enquanto nossa amiga comprava algumas coisas.
Peguei o onibus LO TA DO. Sexta - feira, hora de pico.
Meu dia tava tão bom pra ser verdade.
No onibus um homem encarou meu relógio, o caminho inteiro. Não dava pra eu mudar de lugar pois aquilo estava uma lata de sardinha.
Desci do onibus, e o individuo também. Ele disse - Eii, passa o relógio!!!
Eu : - Mas moço, acabei de comprar parcelado em 12x.
Enquanto ele me olha com uma cara de 'problema seu', dali correr. Entrei no mercado que estava lotado. Fiquei enrolando lá por meia hora no meio da muvulca, e finalmente fui embora. Ele que compre o dele :D
Encerrei meu dia com uma pizza.
Apesar do acontecido, meu dia foi bom...


Sábado - A meia noite é liberado os ingressos pro Rock in rio. Eu e minhas primas tentando comprar o ingresso pro show do Red Hot, combinado a mais de um mês.
O site estava congestionado, fiz 3 tentativas de compras e o site expirava ou dava erro.
Achei melhor ir dormir e comprar depois.
Acordei as 11H, me arrumei e fui pra igreja. Voltei, almocei e entrei no site pra comprar os ingressos. Lá se encontra a seguinte frase :

Ingressos por internet esgotado. Venda apenas nos pontos de venda

Seria bom se os pontos de venda não fossem só no Rio.
Minhas primas compraram de madrugada. Eu... bom eu tô fora do Rock in Rio.
Fechei a semana com chave de ouro.

Ps : Foto simbolizando minha semana MARA.

Postado por Thami